Alguns anos atrás, li uma reportagem de uma jornalista que se fingiu de acompanhantes de Brasília para dizer o que se passava em um bordel de luxo de Brasília. Esqueci quase tudo que vi ali, exceto um detalhe: as meninas eram proibidas de beber cerveja. Não por razões de saúde, naturalmente. Mas porque, segundo os donos do lugar, o hálito da mulher fica ruim com a cerveja.
Nunca percebi esse problema, para falar a verdade. Mas também jamais esqueci a recomendação dada às marafonas.
Agora, vejo outra história que liga as mulheres e a cerveja, mas de uma forma mais dramática. Uma jovem da Malaísia tinha sido condenada a algumas bengaladas por ter tomado cerveja. É um país islâmico, e consequentemente rigoroso. Ela não chegou a apanhar. Acaba de ser divulgado que ela se livrou da pena.
Mas me retornou à cabeça a controvertida relação entre a cerveja e as mulheres.
O gin-tônica perfuma o hálito, o uísque neutraliza e a cerveja, segundo muitos, ferra. Não que eu seja influenciável, mas se eu fosse mulher pensaria muito antes de tomar cerveja.
Não pelos quilos que eventualmente fosse ganhar, mas pelo risco de comprometer a ante-sala sagrada do amor: o beijo límpido, puro, perfumado.