Clássicos da Libertinagem: o número 2 é Jóias Indiscretas, de Diderot


Diderot, o enciclopedista francês, tinha um problema quando era bem jovem ainda: a amante exigira 50 luíses de ouro para não abandoná-lo. A solução que ele encontrou foi escrever, às pressas, um romance libertino, como era moda na França de seus dias, segunda metade do século 19. Em quinze dias ele escreveu um romance do jeito que os leitores apreciavam. Levou-o a um editor, que lhe deu as moedas. “Então as atirei na saia da minha amada”, lembraria Diderot.

O romance é Jóias Indiscretas. A inspiração veio de O Sofá, de Crebillon, que figura nesta lista. Em vez de um sofá que observa as farras sexuais das pessoas, são jóias.  Mais uma vez, a história é passada num lugar que excitava os franceses pela sofisticação erótica apurada ao longo de séculos: a Arábia das Mil e uma Noites. As Jóias Indiscretas, fora seu valor erótico, é uma lembrança pungente do que não é capaz de fazer um homem quando uma amante fogosa ameaça abandoná-lo.

Uma resposta to “Clássicos da Libertinagem: o número 2 é Jóias Indiscretas, de Diderot”

  1. Nina Says:

    Seu Hernandez, eu quero #1 pelaamordedeus!

    Volte, volte!

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