O reconhecimento


A mulher, por Schiele

 

“Penny Lane?”

Ela estava prostrada de êxtase. Passou pela mente dela o trecho de uma canção. Erotic madness beyond any measure …

Ela ergueu, preguiçosa, os olhos amendoados para ele. A mão direita de Penny Lane coçava, automaticamente, os pelos de sua pequena floresta entre as pernas. No lençol branco, as marcas de sangue eram um sinal de que a menstruação dela fora comemorada por ambos. Havia umas gotas na barba dele.

“Hmmm?”, ela respondeu, catártica.

“A regra de ouro é não pedir nada. Nada. Apenas obedecer. Nada. Nem tapa e nem ser xingada de vagabunda. Nada. Entendeu? Se você se comportar bem, a recompensa virá. Certo?”

“Certo. Não pedir nada. É o justo.”

Ela falava baixo, num sussuro aos engasgos.

E então, num reconhecimento, a mão direita dele desceu sobre o rosto súplice de Penny Lane.

2 Respostas to “O reconhecimento”

  1. Gueixa Says:

    Credo!!!! Gostei não!

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