Clássicos Libertinos: o número 4 é Anti-Justine


Sade associou o prazer sexual à dor.  Seu arqui-rival Restif de la Bretonne (1734-1806) fez o oposto. Sexo, para ele, estava vinculado à alegria de viver. Anti-Justine, uma de suas obras capitais, é uma resposta a Justine, de Sade. Os dois livros figuram entre o que de melhor se produziu na mais atrevida literatura libertina da história – a que se fez na França no século 18.

Em Anti-Justine, o narrador conta suas aventuras sexuais, que começam quando muitos homens ainda acreditam pelo menos parcialmente em Papai Noel. Como o futuro Luís 15, o herói tem fixação por pés femininos, e são os de uma irmã sua que primeiro despertam seu interesse sexual. Os críticos e os leitores de Bretonne acabariam com uma dúvida que jamais se dissiparia: ele quis se opor a Sade mostrando, como o narrador afirma, que o sexo é puro prazer ou, na verdade, decidiu fazer um romance ainda mais pornográfico do que Justine?

Qualquer que seja a resposta, Anti-Justine se impõe como obrigatório em qualquer bibliografia libertina.

3 Respostas to “Clássicos Libertinos: o número 4 é Anti-Justine”

  1. Nina Says:

    Oh, seu Hernandez… #5 é “Anti-Justine” ou “O Elogio da Madrasta”?

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