A princesa e a plebéia


Diana era uma jovem de sangue aristocrático num tempo em que aristocratas têm mais pose que dinheiro.

Casou, com todas as pompas. com um príncipe que não era exatamente o homem mais charmoso do reino. Tiveram dois filhos. Uma indenização de 50 milhões de reais foi dada a ela pela mãe do príncipe, uma das mulheres mais ricas do mundo, quando o casamento terminou.

Diana era moça, queria se divertir. Saiu com homens depois do divórcio. Estava namorando o filho de um dos homens mais ricos do mundo, um egípcio com tantas posses quanto a rainha. Um dia, para fugir de paparazzi, os fotógrafos de celebridades, o namorado de Diana acelerou seu carro de centenas de milhares de dólares e espatifou-o na madrugada de Paris.

Diana morreu com o namorado.

Virou a Princesa do Povo. Não foi vítima de uma segunda morte em que fosse declarada golpista, vigarista, interesseira ou Maria Coroa. Não houve ressalvas quanto a seu fim triste. Os “ses” e “entretantos”. Ah, se ela não borboleteasse por aí com playboys irresponsáveis ao dirigir, ah, se ela estivesse tomando conta dos filhos pequenos em vez de beber na noite parisiense, e outros “ahs”.

Diana era princesa.

Teve tratamento de princesa na morte. Homenagens, flores, pranto. Músicas, até, como a que o amigo pianista adaptou especialmente para ela.

Moças pobres são moças pobres. Nelas despejamos nosso julgamento impiedoso, nosso código severo de conduta que serve muito mais para os outros do que para nós mesmos. Descontamos nelas toda a raiva que sentimos de nossa própria vida miserável.

Mais de duzentos anos depois que os franceses cortaram a cabeça de seus reis, o mundo, sob alguns aspectos, continua dividido entre princesas como Diana e plebéias como Eliza.

26 Respostas to “A princesa e a plebéia”

  1. Grace Olsson Says:

    Dois pesos e duas medidas.Isso é no que o mundo se transformou.

  2. Paulo Rods Says:

    Como disse antes: o verdadeiro preconceito e contra os pobres e nao contra as minorias. So mais uma coisa para pensar: o interesse que ela poderia ter na realeza nao seria o mesmo interesse que a realeza teria na sua beleza? quem engana e usa quem? e isso vale para eliza.

  3. Anarcoplayba Says:

    Sabe a diferença, Fábio?

    A Diana era nobre: respeitava os contratos assinados. Uma noite nada mais é uma noite nada mais.

    Um casamento é um casamento.

    Não se transforma uma noite e nada mais em um casamento por vontade unilateral.

    Esse é o golpe.

    Quanto a pessoas que tem muito dinheiro para poder comprar uma esposa cara… ou quanto a mulheres que se vendem pelo melhor preço… cada um tem exatamente aquilo que merece.

    • Fabio Hernandez Says:

      a diferença mesmo é que uma era nobre e a outra pobre, anarco.

      • Anarcoplayba Says:

        Fábio, o que, para você, é a Nobreza?

      • Fabio Hernandez Says:

        nobreza, por exemplo, é não condenar, sem conhecer, uma mulher, sobretudo quando ela não tem como se defender, Anarco.

      • Anarcoplayba Says:

        Errado.

        Nobreza, embora associado hj a um conceito de cavaleiros em armaduras brilhantes e virgens donzelas perfumadas surgiu originalmente em todas as sociedades com o conceito de liderança por direito divino.

        O Nobre europeu era o cavaleiro medieval que, conquanto não produzisse riqueza, liderava os súditos. Mesma coisa no Japão, Grécia antiga, etc.

        Agora vem a pergunta: O que dá esse “direito divino” de liderar? Não nascemos todos iguais? Dois braços, duas pernas, dois olhos…?

        O direito divino está diretamente ligado ao conceito de carisma, que vem do grego “Graça”. É a capacidade de atrair seguidores. Quer dois exemplos de carisma (e nesse sentido nobreza)? Churchill e Hitler.

        Carisma, basicamente se observa nos líderes porque eles fazem duas coisas: oferecem prêmios e punições. Julgam. O Líder, o Nobre, é aquele ao qual você leva um problema pra ele resolver/falar como resolver.

        Líderes Julgam de acordo com Idéias. Ideais. Paradigmas. Quer sejam paradigmas religiosos, filosóficos, etc, etc.

        Churchill era nobre. Átila o Huno tbm. Leônidas tbm. Hitler tbm. Porque eles eram coerentes com idéias maiores. Maiores, não melhores.

        O Nobre fala a verdade mesmo que isso o leve ao túmulo. É coerente. Não mente, porque a mentira é um artifício dos fracos. O Engodo é para quem não consegue enfrentar o mundo de peito aberto. A dissimulação, a distração, a fuga, é para os fracos. O Nobre está carregando o estandarte, mesmo que isso faça dele um alvo.

        Diana aceitou se casar com Charles. Diana não engravidou de Charles. Não fez chantagem. Foi coerente e, quando despeitada, se manteve fiel a seus princípios e se retirou do convívio da dita “nobreza”.

        Claro, Diana é uma historinha bonita de se contar e que cativa especialmente as mulheres (vide perfume de mulher), e isso influi.

        Mas o elemento relevante é o de uma pessoa que é aquilo que é, independentemente dos outros. Que dá sua palavra e sustenta. Que não engana nem faz joguinhos.

        E agora, eu repito: meu grande incômodo com essa série de posts é exatamente isso que eu já disse e ora repito: O que você está defendendo? Uma idéia? Que idéia? De que matar é errado? Desnecessário.

        De novo: Se ela fosse feia, esses textos existem? Se a mina do Citibank fosse feia, vc teria se manifestado? Isso pra mim, é baixo, porque você está condicionando a sua atuação de “knight in shining armor” a uma “donzela perfumada”, um elemento pequeno e baixo. Uma casca de nobreza se assim preferir.

        Meu Julgamento é esse que foi dito e repetido nos últimos sei lá quantos comments e posts. Que ele seja julgado e condenado de acordo com as Leis que tratam do que ele fez, as leis jurídicas. Que ela seja julgada e condenada de acordo com as leis que tratam do que ela fez. Que leis são essas? As leis éticas (moral é a casca da ética). A Minha Ética, a minha coerência a condena. Condena a Gimenez, condena a Xuxa, condena a Ciccarelli, condena você, me condena, e, estando inserta no mundo e por uma questão de comprometimento, julga tudo o que acontece ao meu redor.

        Porque ISSO é Honra: julgar aos outros como você se julga.

  4. Natália Says:

    O que você me diz de reabrir o caso do tal Champinha, um marginal da pior espécie que matou há alguns anos um casal de jovens, Liana e Felipe, enquanto acampavam? Um caso do tipo da Eliza, onde a vítima sofreu durante dias até morrer. O pai dela tentou durante os anos subsequentes que se aprovasse uma lei para que os “menores” fossem julgados como os outros. E não conseguiu… Por que você não aproveita e pede para os seus amigos jornalistas reabrirem o debate e, quem sabe, não consigamos leis mais duras até mesmo para o “menor” do caso da Eliza. Seria uma ação mais útil que debatermos filosoficamente a culpa da vítima neste caso atual.

    • Fabio Hernandez Says:

      O momento é deste caso específico, Natália. Uma ação exemplar nele — punição dos culpados, condenação pela sociedade da selvageria do Bruno sem os nhenhenhéns tão presentes em comentários aqui — vai representar um avanço para o país e dificultar até que casos como o do Champinha se repitam.

      • Natália Says:

        O primo do Bruno vai sair numa boa, como o Champinha. Pt. Saudações.

    • Anarcoplayba Says:

      Natália… essa Liana… ela era gostosa?

      • Paulo Rods Says:

        Cara ate respeito tuas ideias mesmo nao concordando, mas esse comentario foi a coisa mais fora de lugar que ja vi na vida.

      • Anarcoplayba Says:

        Paulo, não dentro da discussão que EU quero ver ser travada.

        Por quê o FH está defendendo a Eliza? Note, ele não está atacando o Bruno, ele está defendendo a Eliza.

        Porque ela é pobre? Quantas pessoas pobres, casos igualmente estarrecedores ele ignora? Por que ela era frágil? E a grávida que quase tomou um tiro?

        Essa discussão, pra mim, não é sobre a Eliza. É sobre essa casca de bondade, sobre esse politicamente correto que faz com que repitamos essa ladainha baunilha de que quem morre é coitadinho. Esse maniqueísmo burro que é incapaz de analisar uma situação (lembre-se que análise na química é quebra, divisão). Esse imperativo categórico de que ngm é melhor que ngm. Essa guerrinha dos sexos que diferencia seres humanos.

        E é isso que eu quero ver: quero ver a coerência das pessoas com relação às idéias que professam. Quero quebrar as regras desse jogo, mesmo que pra isso eu me torne um demônio e tudo de mau e errado que existe. Porque eu quebro as regras dentro das regras. Ou vc acha que eu escolhi o nome “Anarcoplayba” à toa?

      • Gueixa Says:

        Errado Anarco…Errado.
        Se voce quiser discutir o comportamento das chamadss Marias Chuteiras, ok, podemos fazer isso sim.
        Agora, a discussão travada aqui em cima do comportamento de Elisa, quer voce queira ou negue, só faz legitimar o crime cometido contra ela.

      • Anarcoplayba Says:

        Você acha que legitima, Gueixa?

        Eu acho que não. Eu acho o comportamento dela errado, mas que ninguém deveria morrer da forma que ela morreu, quer tenha feito o que ela fez, quer não.

        Associar o comportamento dela ao crime cometido, ainda que para negar que tal associação deva ser feita, é partir do pressuposto que essa associação existe, coisa que ninguém que critique a Eliza fez até agora. É coisa da cabeça de vocês.

        O que eu estou falando é: analise. Divida. Separe. Use a razão pra separar os fatos. O que o Bruno fez é errado. O comportamento dela (dentro da minha análise) tbm.

        O que vocês estão fazendo é justificar um comportamento errado utilizando-se de uma barbárie. E isso é ilógico e irracional. Tão ou mais que falar que o que ele fez está certo.

      • Gueixa Says:

        Claro que fizeram…Como não? Voce mesmo cansou de dizer que ela quebrou um contrato…
        Com quem? Com voce? Não…Com Bruno.

      • Anarcoplayba Says:

        Gueixa, por favor… eu estou falando da associação entre o comportamento e o crime…

        Olha, separa:

        Comportamento 1: Matar alguém e jogar para os cachorros.

        Comportamento 2: Dar o golpe da barriga.

        Percebe que um não acarreta nem justifica no outro? Percebe que não é justo matar alguém e jogar pros cachorros? Percebe que não é certo dar o golpe da barriga pra subir na vida?

        Dá pra ver que um não justifica o outro? Dá pra ver que ambos são errados, e que o primeiro é crime e o segundo é antiético e imoral?

        Vai, me responde isso: você consegue enxergar que ambos os comportamentos estão errados, que um não justifica o outro e que ambos estão dissociados, não fosse o fato de que ele matou uma golpista?

        Olha, pensa com números:

        a) 2+2=5
        b) 1+1=3

        O fato de que a equação “a” está errada não torna a equação “b” certa! Será que não dá pra falar de “a” sem falar de “b”? Será que não dá pra falar de “a” e “b” sem misturar “a” com “b”?

        Será que a gente não pode falar que “a” está errado, porque o certo é 4, e que “b” também está errado porque o correto é 2?

        Consegue enxergar que seria errado e criminoso, quer fosse a Elisa quer fosse a Dilma, quer fosse a Isabela Nardoni?

        Me responde isso que eu te respondo se eu vou voltar a debater esse assunto. Se você não consegue enxergar que são duas coisas diferentes e ambas erradas essa discussão não vai chegar a lugar nenhum e eu simplesmente desisto.

        Pra falar a verdade, eu já desisti. Tô fora. Desisto. Puta papo de surdo e mudo.

      • Fabio Hernandez Says:

        anarco, desista porque sua tese está furada.

      • Anarcoplayba Says:

        Tão argumentativo quanto uma vuvuzela.

      • Paulo Rods Says:

        Anarco acho que entendi sua posicao! concordo contigo em uma coisa e uma coisa e outra e outra, quanto a assassinato frio e covarde nao precisamos mais discutir e claro que isso acontece todo dia e com muita gente provavelmente agora deve haver um acontecendo, o caso Eliza/Bruno se tornou noticia por que se trata de uma pessoa publica e e claro que isso leva a discussao. eu sinto de verdade por essa menina nao acho q ela seja santa vejo ela pelo lado humano e me pergunto e se isso acontecesse com minhas irmas? minha mae? (que deus a tenha) como seria, eu estaria nao aqui comentando estaria maquinando um jeito de matar essa corja eu mesmo e de preferencia com os mesmos requintes de crueldade.no meu entender . eu nao conheco na da vida dela e nada osbre todas as outras que vou comentar so julgo de acordo com minha cabeca e sempre posso estar errado mas meu amigo nao consigo ver diferenca entre ela e dianas galisteus, xuxas,ciccareles e a lista vai longe…acho engracado como nos temos dois pesos e duas medidas para as coisas eu nao me acho honesto o suficiente para julgar ngm mas na minha falha impressao sao todas golpistas o que difere e o resultado umas se deram muito bem e ganharam fama outras algum dinheiro e ficaram satisfeitas algumas como eliza e gomide foram mortas!!! todas deram golpes. por outro lado os golpeados tambem queriam algo delas era uma troca afinal onde ngm e santo ( conjuncao sol e sol e fogo) se por um lado eles tinham dinheiro e fama ou poder elas tinham a beleza para satisfazer a vaidade deles os poderosos no meu entender ate mesmo Jackeline Kennedy onassis esta no mesmo saco eu confesso nunca tive oportunidade mas nao sei se aparecesse uma boa coroa, bonita e com dinheiro se meus instintos tbm nao tentariam levar algum. uma coisa e uma coisa concordo contigo, assassinato nao merece um minimo de consideracao, golpe da barriga e como o conto do vigario o otario faz parte e tem culpa tbm acho dificil a lei alcancar coisas desse tipo. a hipocrisia ta solta no mundo e admiro pessoas como tu que tem corajem de ir contra a corrente mas as vezes e preciso nao ser radical so por ser existem situacoes que nao cabe isso e essa e uma delas. obrigado por responder meu post um abraco

  5. R Says:

    Ué, se era para fazer comparações por que não usaste a Sandra Gomide? Afinal assim como Eliza, também denunciou dias antes de sua morte uma agressão (invasão de seu domicílio armado), assim como ela não teve como se defender (tiro pelas costas), assim como ela foi burra suficiente para confiar no assassino (virou as costas para uma pessoa armada). A justificativa do assassino: ela o traia! (no caso de Eliza: ela era uma golpista!). Viu? Caso parecido, mas nunca vi um jornalista pedindo punição exemplar (podia pelo menos ser punido, não é?).
    Ah! A comparação foi só para dizer que tratamos desigualmente os desiguais? Bem, já disseram que isso é Justiça.

    Agora voltando ao foco: aos assassinos, o rigor da lei. Nada de punição exemplar, a lei precisa ser cumprida e não servir de exemplo. Seu mero cumprimento já é sinal suficiente para os infratores “pensarem” antes de seus atos. Toda punição exemplar é um ponto fora da curva e, portanto, injusta e errada.

    Também é bem conhecido que é a certeza da punição que poderia coibir os crimes, mais do que o rigor da pena.

    Voltando a um assunto comentado mas que foi muito en passant (sem entrar no mérito do caso em voga): muito se falou da responsabilidade do homem em uma gravidez. Claro que tem, mas não é comparável a, da mulher. A mulher sabe quando está no período fértil (onde há 20-25% de chance de gravidez em uma relação desprotegida, no restante do período 0%), o homem não sabe (logo, para o homem, toda relação não protegida tem uma chance de 4% de gravidez). A camisinha tem uma taxa de falha de 8-10% (é considerado um método eficiente), já a pílula ou o DIU tem taxa de falha de 0,1% (considerado muito eficiente). Ora, em termos numéricos fica evidente uma assimetria de responsabilidades.
    Se o casal, que tenha uma relação ao acaso (moderno) note uma falha do preservativo – por ter furado, vazado, etc – há a opção da anticoncepção de emergência (falha de 15-25%). Novamente, assimetria de responsabilidade, o homem não pode forçar a mulher a tomá-lo; a mulher sabe até quando seria mais indicado usar (período fértil).
    Adendo: camisinha para se proteger de DST’s!!!! principalmente, e com o benefício de também servir como anticoncepção.

    Minha opinião sobre o caso (para ser vítima de vuvuzelas): Bruno, seja julgado e punido conforme a lei prevista para o crime que for de sua responsabilidade. Eliza, nada a comentar sobre mortos que não conheço (nem bem nem mal). Sobre Diana, o mesmo.

    Abraços a todos

    PS: não foi o namorado de DIana que dirigia o carro, era o motorista mesmo.

    • Fabio Hernandez Says:

      acho uma excelente comparação a da Sandra Gomide-Eliza, R. já tinha me ocorrido e … esqueci!
      mais uma vez, ninguém disse que ela era uma carreiristas, oportunista, vigarista e outros istas porque ela era repórter e ele um diretor de redação com poder de promovê-la, como aconteceu. foi assassinada e lamentada. o pimenta, o assassino, foi sim exemplarmente punido.

      entenda. punir exemplarmente é punir de acordo com a lei, sem “mas”, “entretanto” etc.

      no mais, nada a objetar em sua opinião sobre o caso. qto a mim, lamento mesmo sem ter conhecido a eliza — daí meu cuidado em jamais ter estabelecido um juízo pessoal — a morte bárbara, cruel, em gotas.

      bom vê-lo por aqui, r, e espero que as coisas estejam mais calmas para o seu lado.

  6. john Says:

    vamos lá de novo… Interessante esta abordagem do FH. Por mais q ele ache as ideias contrarias às dele absurdas, ele continua debatendo-as. Isso é até um sinal de respeito para as pessoas q as defendem, ou seria uma sanção dessas ideias contrarias? Acho q eh a primeira opção… Um ponto de vista comum entre pessoas sensatas, q nao gostam de ficar discutindo ideias contrarias as proprias é uma versão diferente da famosa frase: “nao negociamos com terroristas”, ou seja: “nao discutimos com kem pensa diferente”. Mas vou tentar fazer uma outra forma de tratar essa versão.. Muitas vezes, quando comentei aki de forma ironica, com piadas, admitindo que o outro lado é desonesto, errado, idiota, fanático etc.. Pode nao dar para desconsiderar essas hipoteses, mas vou tentar nao fazer isso daki pra frente^^ Como diz velha maxima: a doçura desarma, ou: gentileza gera gentileza. Porem se as pessoas do outro lado, que defendem ideias contrarias das minhas, continuarem com a mesma ladainha de perseguição, entao, estas pessoas estarão apenas provando a propria má fé q eu já suspeitava..

    Nao concordo com esta comparação. Primeiro pq a diferença entre ambas pessoas (diana e elisa) nao é apenas: Uma é pobre, a outra nobre. Nao..

    A relação entre Elisa e Bruno foi uma relação entre duas pessoas com vidas extremamente desestruturadas. Ela veio de uma familia violenta, pai acusado de estupro de incapaz, mae indiferente. Ele vivenciou abandono, indiferença e violencia tb. Entao, quando essas duas vidas se encontraram, o q elas teriam para oferecer umas às outras? Nao seria de estranhar q a resposta seria violencia. Neste encontro, uma vida tentou destruir a outra. Elas se destruíram. Foi algo recíproco entre pessoas q vieram de vidas complicadas. O resultado foi horrivel. Nada merecido para a vítima. Nao vejo com bons olhos esse assassinato. Nao acho q ela mereceu nem os sofrimentos menores dados pelos agentes criminosos deste crime. Acho apenas q bruno e elisa nasceram de mundos semelhantes e abalados. Estes mundos se colidiram. E esta colisão de dois mundos perturbados gerou violencia para ambos os lados. Mas, o problema do encontro de mundos assim, é q muitas vezes, um deles acaba sendo abatido.

    Já o caso da princesa Diana, em nem um momento, ela fez algo contra a vontade do parceiro dela, e impos este algo à força para ele. Ambos tiveram a vontade de casar, ter filhos. Ela nao apareceu na tv dizendo q o principe casado estava prestes a ter um filho dela, e ah dele q nao desse tudo para ela. É essa exigencia exagerada: pensao, casa, cofres do tio patinhas etc..

    Se a diana e elisa saiam com playboys nao faz diferença, pois desde o inicio kem defende este meu argumento grita, fazendo um eco q nao é ouvido pelo fh e nem pelos defensores da ideia dele: nao importa os filmes de elisa, se ela era isso ou akilo. Os q defendem meus argumentos apenas veem nela e no bruno uma colisao de pessoas violentas. Só isso. E eu nao vejo isso na Diana. Se ela traia o principe, assim como dizem q a carla bruni faz com o Sarkozi, nao tem importancia, pois já falamos com paciencia zem budista inumeras vezes q nao importa estes atos dela. Nem a chamei de piranha, mas apenas a vi forçando a barra com o bruno. Vi violencia de ambos os lados no caso elisa/bruno, e essa colisão foi explosiva.

    Já no caso da Diana: se ela keria se divertir com alguem q keria o bem dela, e ela tb keria o bem dessa pessoa, um nao keria o mau do outro, e se ela e essa pessoa nao kisessem constituir familia, mas apenas dar uns amassos, legal. Nao há nada de bestial, do demonio, de errado, de “sakana” numa relação assim. Assim como nao vejo nada de bestial nos filmes q elisa fez, já q cansei de falar q isso nao a faz merecer morrer, e nem sao os motivos usados para dizer q o mundo dela e o de Bruno eram conturbados.

    Eu apenas nao vi má fé de diana nestes casos dela. E tb nao vi má fé de elisa nesses filmes e nas buscas à jogadores dela. Eu só vi má fé de elisa nas exigencias publicas ao bruno, e transferencia de responsabilidades da situaçao dela para ele. Porém, nao vi violencia publica de diana dirigida para um dos playboys q ela saiu, e nem para o principe.

    O desafio, entao, me parece óbvio: enquanto os defensores da ideia q diz q se vc defender diana, entao tem q defender a elisa (e se nao fizer isso, entao é preconceito, pq a diferença entre ambas é apenas q uma era pobre e a outra é nobre) nao forem para além das vagas propostas de q deve-se focar apenas no assassino de forma absoluta, será justo q nao se deva discutir de forma séria. Nao adianta nada dizer q está td errado sem um fiapinho sequer de ideia sobre como reedificar o prédio caído.

    Sobre focar apenas no assassino: mau comparando, já q elisa e bruno nao eram serial killers, é claro q numa colisão entre dois serial killers, se um matar o outro, nao é o mesmo q um serial killer matar um inocente. É muito diferente.. leia-se esta comparação no sentido de q o caso bruno/elisa foi uma colisão entre pessoas violentas. E me foco nas farpas trocadas um com o outro para afirmar isso, e nao em kem elisa saiu.. Já o caso da diana, nao houve violencia por parte dela, nao importando em nada se ela era nobre, saia com coroas, playboys, etc.. A bola agora está com kem defende q nao se deve levar em consideraçao nadica, nem um pedacinho seker, da vida de elisa, mas apenas, e nao somente (como os matematicos gostam de dizer) o q o assassino fez… já ofereci a minha face^^
    pelos frutos os conhecereis =)

    • Fabio Hernandez Says:

      john, nem o nome inglês dá a vc conhecimento bastante para saber se a diana fez tudo de acordo com a vontade e a aquiescência do charles.
      ninguém conhece os bastidores da vida de um casal.
      como foi feita a negociação em torno do belo dinheiro que ela levou no divórcio, por exemplo. ou por que ela quis casar com um bocomoco da estatura do charles, um cara que além do mais tinha sabidamente uma amante real, a camilla tampax … todo o rigor que vc mostra pela eliza aparece, às avessas, para a diana.

  7. john Says:

    fh… sim, vc tem razao.. Por nao nao conhecer os bastidores da vida de diana, eu deveria dizer q o rigor dado à eliza tb deveria ser cabido à ela (diana) ou nao. Fui muito incisivo dizendo q nao houve nada malicioso no caso da diana, e q nao houve açao contra vontade de uma das partes neste caso.. É verdade.

    Acontece q eu me ative em separar os atos da diana e da eliza, referentes a sair com outros caras, ter relaçao fora do casamento com ser estereotipada como pessoas com vidas pervertidas. Como eu falei: se vc conhece uma mulher, ker o bem dela, e ela ker o seu, vc nao ker o mau pra ela, nem ela pra vc, porem vcs nao kerem constituir familia. Entao vcs se encontram para manter esta especie amizade, q acredito q por preconceito de paises de lingua portugues, nao ha uma palavra decente para isso. Mas nao vejo isso como algo do demonio, bestial etc.. Como falei. Eu posso ser monogamico, mas acho errado impor a monogamia para a humanidade. Se uma mulher ker ter uma relaçao como mencionei acima, q ela tenha, e nao fike sendo interferida por liberdades alheias q nao concordam com isso.

    agora quanto aos fatos dos bastidores da diana, sobre ela ter usado de violencia para forçar o marido a fazer certas coisas, aih nao posso falar q ela nunca fez isso, apenas posso falar q eu nao sei se ela fez. Mas q ele parecia super feliz no casamento, ele parecia 😛 Mas td bem, nao tenho como saber o q houve nos bastidores sobre haver tido forçação de barra de uma parte para outra neste caso da diana.. Apenas no caso da elisa e bruno q deu pra ver alí um choke um pouco mais caloroso entre akelas vidas..

    E sobre dizer q houve imprudencia de elisa nao justifica nadinha nao, e nao torna certo o ato do assassino. Isto pq o ato foi extremamente exagerado. E dizer q foi um exagero é o mesmo q dizer q ele estava, consequentemente, em estado forte emoção e merece atenuante??? Nao, pois este exagero retira a proteção deste tipo de atenuante. Para ter direito a este atenuante, deve haver uma proporcionalidade. Assim como ocorre na legitima defesa. Se vem alguem para me matar com uma faca, e este alguem ainda estando distante, e eu atiro na testa dessa pessoa, eu perco o direito de legitima defesa, pois, já q a pessoa estava longe ainda, entao eu poderia evitar a morte desta pessoa, e o homicidio por legitima defesa apenas é utilizado quando realmente nao há outra forma de evitar o homicidio. Logo, o fato da pessoa kerer ter me matado nao me dá a proteção de atenuante ou ser impune por legitima defesa neste caso q falei, pois daria para evitar a morte. Se a pessoa vier sem nada, e eu dou um monte de facadas nesta pessoa por 15 minutos, deixando-a desfigurada sem dar para saber quantas facadas foram dadas, o fato de ela ter tido a ação de ter kerido me matar tb nao atenua em nada e nem poderá ser usado, legalmente, para atenuar este meu crime de dar muitas facadas por 15 minutos, pois o “eu” neste caso tb agiu com exagero. Entao para ter atenuante e/ou desconsideração de crime tem q ter uma proporção q apenas poderá ser analisada de acordo com o caso.. E neste, pelo q me parece, mesmo nao sendo juiz, acredito q houve sim um exagero imenso q o impede de ter atenuante, e nem ha o q se falar em legitima defesa. Pois ela o violentou com exigencias economicas (e morais, já q influenciaria a vida dele, já q ele iria dar casa para ela, mensalão, cuidados com a educaçao, saude, lazer etc do filho etc), e ele reagiu com sequestro, tortura q se repetiu por dias, assassinato, ocultação de cadáver, sem kerer alongar sobre o sofrimento q ela teve neste periodo de sequestro. Mas já dá para perceber q foi uma resposta muito desproporcional. Ela nao o violentou fisicamente, logo qualquer violencia fisica da parte dele já seria desproporcional.

    Entao, Sobre prominscuidade das partes destes casos: o q eu posso falar é q nao importa se elisa, diana e o principe eram prominscuos, essas pessoas nao mereciam a morte por isso. Sao estes atos com afinidade para a prominscuidade q digo q nao sao motivos para rebaixar alguem pois ninguem é obrigado a ser monogamico isolacionista, onde os pares tem relaçoes apenas entre si e diminuem relaçoes até mesmo de amizade com outros seres. Se a pessoa kiser ser, q seja, e q nem um poligamico obrigue o monogamico a ser poligamico, e por sua vez, q o monogamico nao obrigue o poligamico a ser monogamico..

    Sobre forçaçao de barra por parte de elisa e diana: é verdade, nao dah para falar com rigor cientifico sobre isso no caso diana, apenas q houve isso no caso elisa e bruno, e repetindo: nao justifica agressao fisica, tortura, sequestro, homicidio, q no caso de ocorrer isto (como ocorreu), já descaracteriza atenuantes ou legitima defesa por causa de exigencias da vitima.

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