Para Eliza


E então penso em você, menina.

Tão indefesa, tão impotente diante de seus carrascos arrogantes e impiedosos. Penso no que foi sua vida curta e no que foi sua morte longa.  Seus últimos minutos. Seu lamento por não conseguir mais apanhar e a resposta de um dos matadores. Não, você não ia mais apanhar, mas morrer.

Morrer aos 25. Morrer meses depois de ter tido a alegria suprema de uma mulher, o filho. Nascimento e morte, toda uma vida se resumindo num intervalo tão curto de cento e poucos dias.

Que você terá pensado naquele momento? Terá sentido alívio porque a tortura chegaria ao fim? Terá sentido medo? Terá pensado no bebê que nunca mais vai ver a mãe assassinada a mando do pai?

Tão sozinha num momento tão dramático. Ninguém para confortar você, ninguém para estender a mão, ninguém para secar seu sangue e suas lágrimas. Ninguém para recolher seu corpo, como Príamo fez com o filho Heitor, para impedir que fosse entregue a cães.

Ninguém, Eliza. Acredite, eu lamento isso, como tanta gente.

Você não teve culpa de nada, Eliza. Você sonhou, você buscou a alegria que a pobreza impede. Você não poderia ver naquele goleiro famoso e rico um monstro fantasiado de número 1. Ninguém veria isso em seu lugar. Você era apenas uma menina a quem não sobram muitas alternativas de ascensão num país tão injusto, tão desigual. Onde o dinheiro para estudar, onde pais que cobram as lições, onde tempo para aprender inglês, matemática e outras disciplinas como fazem as meninas que usam grifes?

Onde vagas? Onde vagas?

Você gritou por sua vida o quanto pôde. Os vídeos gravados eternizarão seu clamor para o qual a polícia não deu resposta. Você fez o que tinha que fazer. Quem não fez foi a polícia. Se você fosse uma dondoca receberia a proteção que faltou, mas a culpa não é sua e sim de quem foi surdo a gritos e cego a evidências de toda sorte. Espero que haja um indenização exemplar para sua família, Eliza, para que seu filho cresça em condições melhores que as que o destino trouxe à mãe.

Você é linda, Eliza, daquela beleza que sobrevive a condições miseráveis e a xampus baratos. Isto é raro.

Passou, Eliza. Vou colocar aqui uma música para uma xará sua, e é como se fosse para você. As pessoas lerão este texto ouvindo a sua música, Eliza.

Passou, Eliza. Seu menino será cuidado como você não foi. Os olhos do mundo estão sobre ele como não estiveram sobre você.

Agora descansa como você não pôde fazer ao longo de seus dias tão breves.

59 Respostas to “Para Eliza”

  1. Grace Olsson Says:

    Fábio, parece que o mundo abriu um vácuo no chao.E eu sumi, junto. Nao dar para ler nada, sem chorar…Nao dar para olhar para o olhar frio do goleiro Bruno e NAO se perguntar POR Q UË VC FEZ ISSO?POR QUË?
    Olho para o meu filho de apenas 16 anos e que joga num time sueco e falo: MEU FILHO, POR FAVOR, NAO FACA O MESMO!!!O marido, no alto de seus 63 anos, afirma : “GRACE, ELE JAMAIS FARÁ ISSO, POR QUE ELE SABE COMO VEMOS A MULHER! ELE SABE QUE TEM QUE SE PROTEGER USANDO CAMISINHA…Mas, ele sabe, também que, se a camisinha estourar, ele vai ter que arcar com as responsabilidades dele, ele vai ter que reduzir a gasolina da Scooter dele e comprar o leite do filho, mesmo que isso se dê, aos 16 anos.”
    Nao dar para acreditar no que se lê. No fundo, Fábio, eu gostaria que nao fosse verdade.
    Sinto um calafrio na espinha, apenas em pensar nos ultimos minutos dessda menina. Tanta gente, Fábio, teve chances de intervir, de parar com a dor dela,. Um primo que a viu sentada, toda encolhida no sofá, com o filho no colo, cabeca aberta.O que faltou, meu Deus…?Apenas um telefonema para a policia e pronto..O final seria outro.
    Mas, nao…todos confluiam para o final funebre de uma vida…como se a vida nada ou nenhum valor tivesse.
    Nao tenho mais condicoes emocionais de ler nada sobre esse caso. Um caso de covardia.

  2. Paulo Rods Says:

    Falou e disse Hernandez esse post com seu talento habitual define exatamente o fim de todas as discussoes que tivemos aqui, dicussoes que
    trouxeram a luz a insensatez de alguns de nos e a banalidade de outros, eu ja vi e ja senti na carne algumas coisas que tu escreveu aqui e sei exatamente do que tu ta falando….o verdadeiro preconceito nao e contra as minorias…o verdadeiro preconceito e contra a imensa massa de pobres do brasil e do mundo e nisso que se baseou todo o desamparo dessa menina. que ela descanse em paz!!!!! e obrigado por nao ser indiferente e mostrar seu estado de indignacao!

  3. Letícia Says:

    Estou chorando aqui ao ler o seu texto. Pobre menina. Lindas palavras.

  4. Fernanda Reali Says:

    Emocionante e, infelizmente, irreversível.

  5. john Says:

    hum hum, pelo visto esse caso tá mexendo com você, fh. Ao invés de vc trazê-lo (o caso) para realidade, pelo visto é ele que tá lhe levando pras bandas de lá 😛

  6. Natália Says:

    Quanto exagero! O Jonh tem razão. E acho que iria bem se você tomasse uma caixa de Prozac.

    • Fabio Hernandez Says:

      natália? vuuuuuuuuu

      • Ana Says:

        Tudo bem, acho inútil a lamentação. Mas acho premente a discussão, de ver a menina não como uma culpada pela sua própria tragédia. Ela seria culpada de outras coisas, mas nunca pela sua morte. Como falei várias vezes, ela fez foi imoral, não deveria ser julgada por isso, afinal, ela não matou ninguém. Por mais louco que o Bruno seja, ele sempre soube de uma lei que seria aplicada no caso de um homicídio. E no caso dele, aquilo foi loucura. Mas pelo que falam de vc, FH, acho que nós somos loucos, por vê-la como vítima. Fora as pessoas que chamam para a verdade: há inúmeros casos como esse, e por isso, chocar-se com esse ainda, nos mantém dignos e sadios ainda como sociedade. Porque no dia em que acharmos isso natural, para o mundo que eu quero subir.

        Mas na boa, Fábio, mude de assunto.

      • Fabio Hernandez Says:

        ora, ana, perdeu uma boa oportundade de não me dar sugestão nenhuma.

        esse debate é fundamental — até para que todas as mulheres, incluída vc, sejam mais protegidas de violências. uma discussão exemplar vai dissuadir outros brunos de matarem outras mulheres ao ver as consequências — materiais e morais — da brutalidade.

        por isso, não é absolutamente inútil nenhuma lamentação.

  7. Patrícia Lerbarch Says:

    Sou contra a pena de morte. Me perguntariam então pq digo isso agora, nao é esse o tema, mas tem relação. Sou contra o sofrimento, sou contra humilhação, sou contra qualquer tipo de violência, sou contra tortura. E isso independe dos atores que fazem parte da ação, vítimas ou algozes.

    Desculpem-me os dois ultimos comentaristas, mas acho q falta-lhes humanidade, falta-lhes olhar com olhos cristão o próximo, falta-lhes compaixão pelo ser humano, seja ele alguém próximo a vc, seja ele um qualquer na rua, seja ele essa pobre menina que nao merecia, pelo simples fato de ser uma pessoa, passar pelo que passou.

    Ótima reflexão Fábio, parabéns!

  8. Dominatrix Says:

    Eliza fraca. …. ….. Só consigo imaginar o Bruno….. Na cadeia….. Algemado.

  9. Graça Says:

    Fabio, vc prestou uma bonita homenagem a Eliza.

    • Karina Says:

      Graça, sobre o comentário que fez ainda no outro post… vc n ofendeu a ninguém, acredito. E expressou-se com clareza desde o início. Entendi seu ponto de vista, e queria dizer isso. Se n falei antes foi pq evitei fugir do motivo que me trouxe à discussão.

      Agora creio que todos os aspectos já tenham sido abordados, então que possamos seguir adiante.

      Tudo isto há de nos servir de alguma forma.

    • Fabio Hernandez Says:

      obrigado, graça. too little, too late.

  10. john Says:

    a karina, como sempre, muito sábia^^ aplausos à ela =)) Isso ker dizer q concordo em genero, numero e grau com o q ela disse, e ela está cada vez mais uma ótima observadora da natureza^^

  11. Anarcoplayba Says:

    Fábio, Depois que eu parei de receber os emails e os avisos de post no seu blog, eu meio que me perdi na discussão… então resolvi seguir por um caminho mais simples: Responder post com post e comentário com comentário:

    http://anarcoblog.wordpress.com/2010/07/12/sozinho-como-goleiro-na-hora-do-penalty/

  12. Daniel Says:

    Nossa, que belo. Fiquei tocado com tamanha e repentina compaixão.

    Podia aproveitar a sensibilidade a flor da pele e começar uma lista com homenagens semelhantes a outras tantas pessoas que voc~e jamais conheceu e cujos assassinatos foram noticiados pela internet nos últimos 7 dias (vá ao Google, digite “homem é morto” ou “mulher é morta” e filtra para a última semana).

    Daria uma série legal de textos santificando as vítimas (algumas realmente pessoas bacanas e honestas, outras traficantes e milicianos, mas isso, como se dá a perceber neste post, não importa: o importante é santificar o morto), talvez o cardeal Ratzinger (que é poliglota) visitasse seu blog e fosse tomado de um espírito canonizador e danasse a fazer santos brasileiros.

    É claro que Eliza seria a primeira de todas: a santa das golpistas desamparadas.

    • Daniel Says:

      Sugestões: para a morte de José Nilson de Almeida assassinado por um “amigo” no Piauí você poderia fazer um artigo intitulado “Para José” e oferecer o poema “E agora José” de Drummond.

      Já para a cantora Leila Maria Maciel Abrahão morta aqui mesmo no Rio você podia escolher a bela canção Leila, uma das minhas preferidas da Legião ou Layla, uma das minhas preferidas do único Deus em que acredito: Eric Clapton.

      Para Júlia Torres de Oliveira, advogada que se empenhava na defesa do mio ambiente: Julia dos Beatles. E para Kátia Badinger, possivelmente assassinada pela madrasta, Kátia Katchaça do Latino (tá bom, esta eu não sei se seria uma homenagem, mas é uma música…)

      Assim a sensibilidade não fica parecendo tão seletiva.

      • Gueixa Says:

        Daniel, crie coragem e diga logo que voce pensa.

      • Nina Says:

        RSrsrs… e já não está claro o que ele pensa?

        Daniel (preguiça de procurar entre todos os comments), foi vc quem postou um link sobre um texto em um fórum (cético)? Se sim, poderias reenvia-lo?

        Tks!

      • Gueixa Says:

        Está claro sim Nina. Pra mim, claro como o dia. Mas ao que tudo indica, para ele ainda não.

      • Fabio Hernandez Says:

        se é piada, é de mau gosto e inadequada, daniel. piada tem que ter mão, e saber a hora.

      • Anarcoplayba Says:

        Opa! Discordo em gênero, número e grau!

        http://anarcoblog.wordpress.com/2008/05/12/porque-a-televisao-ja-deu-no-saco/

        Piada não tem hora nem lugar!

        Na verdade até tem, quando a pessoa objeto do humor pode se sentir ofendida. Mas isso é mais pra evitar conflitos desnecessários.

        Sabe a diferença entre o Ronaldo e o Bruno?
        O que não mata engorda.

      • Daniel Says:

        O quê que eu realmente acho? Está insinuando que eu acho que ESTELIONATÁRIOS deveriam ser condenados arbitrariamente à morte por suas vítimas? Não. Eu não acredito nisso, sou inclusive contra a pena de morte em qualquer circunstância, mesmo nos casos em que foi determinada por um procedimento legal com ampla chance de defesa nos países civilizados onde ela é aplicada (claro que não estou falando de Irã, Emirados Árabes e Arábia Saudita que nem são civilizados e que nem ao menos dão chance de defesa às suas vítimas de execução).

        Que este caso ganhou maiores contornos pelo fato de a vítima ser mulher? Que existe uma tendência popular de supervalorizar casos de violência contra mulheres mesmo que estas sejam criminosas? Que existe uma jurisprudência tacanha neste país que garante e instrumentaliza a prática de uma forma de estelionato (o golpe da barriga) que na essência não se difere nada de vender casa com documentação falsa ou vender bilhete premiado? Sim, sim e sim.

        Para mim este caso é semelhante aos milhares de casos em que há execuções CRIMINOSAS de traficantes, assaltantes, etc por grupos armados conhecidos como milícia ou polícia mineira: os assassinos devem ser punidos (como a lei já determina e como de fato serão neste caso), tais execuções não devem ser cometidas (como a NOSSA lei já determina e por isso haverá as justas punições), mas isso não implica em que os traficantes, golpistas ou ladrões assassinados sejam iconizados como vítimas inocentes.

        A única diferença é que os atos imorais de tráfico de entorpecentes e de roubo já são reprovados pela maioria da população e criminalizados pela legislação enquanto o golpe da barriga não, este é, aliás, o meu único interesse em participar deste debate.

        O site é o Clube Cético (só jogar no Google que aparece o link, o sistema de comentários aqui é filtrado para links, por isso não vou digitá-lo senão a mensagem vai pra moderação), o tópico que eu abri sobre o Bruno está no subforum “História, Sociedade, Comportamento e Filosofia” assim como “Direito masculino sobre a concepção ” que surgiu a partir deste.

        Meu nick lá é Donatello van Dijck.

      • Daniel Says:

        Não, não foi piada, é sério, eu acho que pessoas que demonstram tanta compaixão por uma morta que sequer conheceram (e que era uma golpista injustificável) deveriam mostrar a mesma compaixão por todo e qualquer morto e não só pela privilegiada menininha gostosa de CLASSE MÉDIA (se você quiser eu te digo o que é ser pobre, e por experiência própria, e digo também quais são os métodos LEGAIS para escapar da pobreza extrema ou conviver com ela sem ter que dar golpe em ninguém).

        Este caso me lembra de quando eu estava no Ensino Médio. A minha professora de Sociologia resolveu fazer um debate sobre a morte da Leana sei lá das quantas (o nome é difícil e não vou pesquisar no Google para ver como se escreve). Perguntou para diversos alunos sobre o que pensavam do caso e todos responderam que achavam que as leis deviam ser reformuladas, que era uma vergonha, etc…

        Quando chegou na minha vez eu disse exatamente: “Professora, andei lendo sobre isso na manchete do jornal mas falei ‘f.oda-se” e virei a página” (toda a classe virou pra mim, principalmente por causa do f.oda-se tão enfático).

        Ela me chamou de insensível e eu perguntei: “Professora, morrem de forma violenta todo santo dia cerca de 50 pessoas só na minha cidade, por que eu deveria demonstrar preocupação especial por uma morte que aconteceu a 400 kilômetros de mim? Por que a vítima era loira? Que tal a gente abrir um debate sobre os 50 pobres-diabos que morrem por dia no Rio ao invés de debater sobre a morte de uma garota rica assassinada covardemente em São Paulo? Prometo não ser tão insensível.”

      • Gueixa Says:

        Coragem Daniel…Vamos la! Voce consegue1
        Diga o que realmente pensa…Diga de novo Foda-se e diga logo o que voce realmente pensa e acabe logo com essa retórica furada…

      • Nina Says:

        Retórica furada? O que exatamente vc quer ouvir Gueixa?

      • Daniel Says:

        Ela quer ouvir alguém repetindo a retórica “espetacular” dela mesma. E quer que todos os que não concordem com a retórica “espetacular” dela se afirmem como porcos chauvinistas que odeiam mulheres e que acham que todas devem ser mortas a pauladas, pedradas, facada e machadadas simplesmente por conta de seus comportamentos sexuais.

        Infelizmente não vou poder satisfazê-la: não tenho uma retórica tão frágil quanto à dela e acredito fielmente e piamente no IDEAL (longe de ser alcançado tanto por culpa de certos homens quanto por culpa de certas mulheres) de igualdade plena entre os gêneros.

      • Anna Says:

        Daniel,
        você é um idiota…

      • Daniel Says:

        Anna, se isto é tudo que você tem a dizer acho que você já disse DE SÍ por sí própria mais do que eu estou habilitado a dizer.

        Beijão, menina.

      • Gueixa Says:

        Daniel, eu juro que só esperava um “ela mereceu”…
        Mas voce mostrou a que veio mesmo…Aliás como o fez lá na sua adolescência…cresce garoto!

    • Fabio Says:

      daniel, este eh o golpe do coitadinho. na minha cidade etc etc etc

  13. Daniel Says:

    Errrr, Fábio Hernades.

    • Daniel Says:

      Ué, o cometário que estava aí em cima desapareceu. Era uma menina que discordava de você e te chamava de Paulo Hernandez, aí eu postei dizendo que na verdade o nome era Fábio, mas o comentário sumiu. Eu einh.

      Será que estou vendo coisas? Brrrrrr.

      • Fabio Says:

        por partes
        1) era uma falsa leitora, daniel. nem luciana nem nada. uma mulher obcecada comigo que jamais discute o assunto e sim eu, e além do mais se esconde atrás de nomes falsos. se colocar o nome real e discutir os assuntos, e não a mim, seus coomentários serao bem-vindos.
        2) hitler matou 6 milhoes de judeus, mas cada um eh cada um. vc lamenta por todos, mas tb lamenta por cada um.
        3) nina, ainda bem que vc implicou comigo, que posso me defender, e nao com a eliza, que nao pode. acho suas avaliacoes sobre ela muito pouco generosas.
        4) anarco, apesar de seu incrivel senso de humor, piada sim tem hora. ha momentos que exigem compuncao.
        5) cada um de nos ja disse o que pensa sobre o caso. acho mesquinhas muitas colocacoes sobre a eliza, alguns acham que estou endeusando. como ninguem vai mudar a opiniao de ninguem, melhor mudar de assunto.

      • Anarcoplayba Says:

        Ih, cara***! O FH deu um sumiço na leitora! Será que ele jogou o comentário pros rottweilers?

        Fábio, o Bobo da Corte, depois de Shakespeare, se tornou um símbolo daquele que é o único que critíca o rei enquanto todos destilam os comentários políticos mais sensatos.

        Call me a Joker.

      • Karina Says:

        “Nem todo o beijo é pecado
        Nem toda fruta é maçã
        Nem todo réu é culpado
        Nem toda culpa é cristã
        Nem toda carta é marcada
        Nem toda lente é ray-ban
        Nem toda noite é noitada
        Nem toda luz é manhã…”

      • Karina Says:

        faltou linkar, mas é para vc, Anarco. Bobo da Corte.

      • Anarcoplayba Says:

        Bonitinho, Ka.

  14. Nina Says:

    Eu voto em cerveja e mesa de bar!

    Ânimos menos exaltados, quem sabe! =D

    Quanto ao item que se refere a minha pessoa: ainda acho que não estou implicando com Eliza, mas tudo bem, algumas das minhas palavras estão sendo jogadas ao vento, estamos andando em círculos, achando que vamos alcançar um rabo……que é o nosso próprio!

    Cheers!

    • Anarcoplayba Says:

      Eu sou muito contra correr atrás do próprio rabo.

      Especialmente porque o meu é extremamente sem graça e não me tras benefício algum.

      Voto muito em correr atrás dos rabos dos outros, em um sistema intercalado de preferências complementares.

      (Traduzindo por meio da frase do saudoso Tim, já citado nessa discussão: “Só não vale, homem com homeeeeeeem… e nem, mulher com mulher!”)

      • Anarcoplayba Says:

        Nossa… eu quero deixar bem claro: não me TRAZ benefício algum.

        E em minha defesa, eu gostaria de dizer que esse teclado é a única esperança que eu tenho para largar a pobreza e a miséria.

        Eu podia tá rôbanu, eu podia tá matanu, eu podia tá engravidanu, mas não, eu tô aqui comentanu!

  15. Marcelo Says:

    Bonito texto, comovente! Acho q muita gente quer julga-lá, mas tu como escreveu no texto anterior, atirem a primeira pedra!! Como ja disse o mestre de nazaré a 2010 anos atrás!

  16. Filippo Contini Says:

    Desculpem-me os possíveis ofendidos, mas, excetuando alguns que por aqui discutem (e esses saberão quem são, sem a necessidade de citar nomes), isso aqui tá parecendo circo dos horrores. Tenho me arrependido de toda vez que entro, coisa que há pouco tempo não acontecia.
    Fabio, a foto que tá aparecendo nos seus últimos comentários não condiz com a sua imagem.

  17. john Says:

    ehh, estao todos bastante engessados em suas proprias ideias. E kem for contra, entao é O infame, misógino, canalha, gangster, mafioso, corrupto, lalau, etc, etc e etc.. Como bem disse o daniel.. Tudo bem q o argumento da cidade dele ter isso, isso, ou akilo, é fraco para dizer, só pq em um caso, houve uma mútua culpa, porem com barbaridade de um lado, nao significa dizer q houve “homicidio justificado” ou merecido, pois este tipo de homicidio apenas deve ser licito para salvar vidas. É fraco mas é muito interessante o q ele kis dizer.

    Ele falou esse exemplo da cidade dele, nao para dar um ‘golpe do coitadinho’, mas pq ele percebeu uma culpa mútua em um relacionamento deformado. Eu percebi q a intençao dele foi muito boa, ele trata a mulher com muita dignidade, e com o mesmo respeito q ele fala de homem (ao menos eu nao vi aversão às mulheres no argumento dele), poré, a tecnica q ele usou para fazer isso, o exemplo da cidade dele é fraco, tudo bem.. Mas dizer q ele kis usar golpe, aí já é usar de ato desleal para dar uma de bom e impor a ideia alheia como desonesta. é um ato bastante horrivel e imoral para dizer q a propria ideia é a ética, e a alheia é a imoral, nao é esse o caminho. Kem ker dar golpe da falácia no daniel é kem impõe q, por ele defender uma culpa mútua, entao ele está no time dos q dizem q a Elisa mereceu mesmo, q ela isso uma $#@¨, e uma %$#@, e mais $#@!. Isso é usar golpe da falácia nele, pq se ele kisesse dizer q ela era tudo isso, e mereceu, entao nao teria pq falar em culpa mútua, e nem q o bruno cometeu barbaridade, pois foi isso q ele disse. E nao q houve merecimento… Forçar a barra para colocar o argumento do daniel como um argumento de q ela era ‘piranha’ e mereceu, é muito desonesto.

  18. john Says:

    correção: ehh, estao todos bastante engessados em suas proprias ideias. E kem for contra, entao é O infame, misógino, canalha, gangster, mafioso, corrupto, lalau, etc, etc e etc.. Como bem disse o daniel.. Tudo bem q o argumento da cidade dele ter isso, isso, ou akilo, é fraco para dizer q: só pq em um caso, houve uma mútua culpa, porem com barbaridade de um lado, nao significa dizer q houve “homicidio justificado” ou merecido. Este tipo de homicidio justificado* apenas deve ser licito para salvar vidas. É fraco mas é muito interessante o q ele kis dizer.

    Ele falou esse exemplo da cidade dele, nao para dar um ‘golpe do coitadinho’, mas pq ele percebeu uma culpa mútua em um relacionamento deformado. Eu percebi q a intençao dele foi muito boa, ele trata a mulher com muita dignidade, e com o mesmo respeito q ele fala de homem (ao menos eu nao vi aversão às mulheres no argumento dele), poré, a tecnica q ele usou para fazer isso, o exemplo da cidade dele é fraco, tudo bem.. Mas dizer q ele kis usar golpe, aí já é usar de ato desleal para dar uma de bom e impor a ideia alheia como desonesta. é um ato bastante horrivel e imoral para dizer q a propria ideia é a ética, e a alheia é a imoral, nao é esse o caminho. Kem ker dar golpe da falácia no daniel é kem impõe q, por ele defender uma culpa mútua, entao ele está no time dos q dizem q a Elisa mereceu mesmo, q ela isso uma $#@¨, e uma %$#@, e mais $#@!. Isso é usar golpe da falácia nele, pq se ele kisesse dizer q ela era tudo isso, e mereceu, entao nao teria pq falar em culpa mútua, e nem q o bruno cometeu barbaridade, pois foi isso q ele disse. E nao q houve merecimento… Forçar a barra para colocar o argumento do daniel como um argumento de q ela era ‘piranha’ e mereceu, é muito desonesto.

  19. john Says:

    karina, alem de sábia, está me saindo uma excelente poetiza^^

  20. rafa Says:

    Goleiro, hoje, só tem um:

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/765572-jogadores-sao-pessoas-normais-e-francas-diz-casillas-sobre-beijo-ao-vivo-em-namorada.shtml

  21. Rebeca Says:

    Fabio linda sua homenagem, se vc ler esse meu comentário faça um post sobre o caso dos policiais que atiraram num carro com uma mulher grávida, eles pararam o carro mais a frente de uma blitz ela e o marido e ela abriu a porta do carro pra achar um celular que tinha caido no chão do carro e ela queria iluminação, a policia começou a atirar em direção ao veiculo sem ter pq, ela se abaixou e levou tiros de raspão, o marido pobre coitado ficou tão nervoso que se descontrolou ao prestar depoimento e teve de voltar no dia seguinte a delegacia pra conseguir falar, ele eles alegaram que tinha uns bandidos atirando contra a blitz e que houve troca de tiros, o homem ficou desesperado na delegacia dizendo que ñ ocorreu troca nenhuma de tiros, não havia nenhum problema ao redor quando eles pararam o carro, onde esse mundo vai parar, ele poderia ter sido atingida e matado duas vidas, o carro ficou cheio de marcas de bala, gostaria que vc fizesse um comentário sobre… um abraço.

    • Fabio Hernandez Says:

      li, rebeca, e vou ver se me inteiro sobre o caso lamentável que vc narrou.
      mais uma vez, que a família seja exemplarmente indenizada para que a polícia se sinta financeiramente obrigada a ser menos ruim.
      abraço

    • Anarcoplayba Says:

      Eu ia deixar passar o comentário maldoso, mas depois do texto da Diana, não rola:

      Rebeca… essa mulher grávida… é gostosa?

  22. Pigmaleão Says:

    Buá! Buá! Buá!

  23. Sem paciência nenhuma para “mimimi” « Alexandre Thomaz – § Spirit § Says:

    […] “für elize” e querendo fazer sensacionalismo com o nome da menina morta. Duvida? se isso, isso, isso e tantos outros textos que esse (na falta de adjetivo melhor) bobo e ingênuo senhor […]

  24. Elisabete Says:

    Que benção! Depois de semanas ouvindo somente homens criticando Elisa, a maioria chamando-a de VAGABUNDA, leio seu texto.
    Que lindo!!! Parabéns, você é maravilhoso.

    abraço forte para você.

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