Cruel como uma cossaca russa


JÁ ME PERGUNTARAM de onde tirei a expressão ‘cruel como um cossaco russo’. Minha resposta foi: não sei. Um dia simplesmente usei essa imagem e não larguei mais, como um velho casaco que acompanha você em muitos invernos. Agora: se a questão disser respeito às cossacas russas, minha resposta vai ser simples. Tirei essa expressão de uma cena verídica de guerra. Imagens fortes, vou avisando:

Há um certo suspense. Quando a cossaca Lídia avista o alemão e aponta a arma, você pensa que ela talvez não consiga apertar o gatilho. Aperta. Depois fala num ‘remorso’ totalmente inconvincente, como sugerem as medalhas de sangue com as quais ela aparece já velha. A companheira cossaca se incumbe do outro alemão que aparece na linha do tiro, com a intenção de socorrer o primeiro. Lídia tinha 18 anos e, na rígida moral comunista que dominava a Rússia, é provável que tenha matado um homem antes de dormir com um homem.

As mulheres aprendem logo a fazer as tarefas masculinas. Essa é a mensagem vital que aquela cena bélica transmite. A invasão dos escritórios pelos tailleurs foi uma moleza comparada à segunda guerra. É mais fácil portar um IPhone do que uma AK 47. A cossaca Lídia matou 76 inimigos. Mas foi amplamente superada por outra cossaca, Ludmila, como conta o vídeo. Ludmila liquidou 309 alemães.

A vida muitas vezes é cruel como um, não, como uma cossaca russa.

20 Respostas to “Cruel como uma cossaca russa”

  1. Nicky Says:

    Frase que eu sempre digo pra minha mãe brava:
    — Pra quê tanto ódio nesse coraçãozinho de melão?

    Acho que se as russas (e os russos, e o alemães, e as alemãs etc…) seguissem mais “make love, not war”, o mundo seria um lugar bem mais bacana.

  2. R. M. Gonçalves Says:

    De Nietzsche: “Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem”.

    Embora sensíveis e carinhosas, são também ardilosas e pretensiosas, quando lhes dão motivo para tal.

    • Nicky Says:

      One question: vocês preferem a “barbaridade” na vingança ou no amor?

      Já ouvi falar que mulher com raiva é um charme e desperta sensações…. digamos… primitivas em vocês…

      • R. M. Gonçalves Says:

        No “amor”, sem dúvida! Pois, na vingança você pode ficar sem casa, sem carro, sem emprego, e algumas vezes até sem algum membro do corpo! :-O

      • Nicky Says:

        hauhauhauhauahuaha

        boa!

  3. Marcelo Says:

    Diria q tão perigoso como uma cossaca, é a paixão!
    Lembrei de um trecho de um livro do alexandre Dumas:
    “A mais bela rosa dura, apenas, um dia, o mais pequeno espinho punge a vida toda…
    Faz carinho as mulheres ,mas não te entregas pela paixão,se não quiseres tornar-se escravo delas…O amor é doce nas cançoes,mas, na realidade, o seu começo é o temor, o seu meio é a inquietação, e o seu fim é sofrimento”.

  4. Rafael Says:

    E que fique claro: não foi o inverno que derrotou os nazistas – foram os (as) russos(as)!

  5. Anarcoplayba Says:

    Já falei isso antes e repito:

    Mitologicamente, odos os demônios nascem de uma mulher rejeitada por adão.

    Faz parar pra pensar.

  6. Regina Says:

    Marcelo, sua última frase é perfeita…

  7. Moça Bonita Says:

    Fábio, a cossaca russa nao foi cruel, foi eficiente!

    Tudo depende do foco. Eu aprendo coisas bem legais contigo, se é que vc me entende

  8. Heleno Says:

    Uma mulher realmente magoada pode até te perdoar por algum erro do passado, mas ela nunca esquece. Eis que surge uma “cossaca russa” na sua vida…

    Senti isso na pele, nesta semana… fui dizer “Oi para uma ex-namorada pelo Twitter e ela simplesmente me esnobou, como seu estivesse “a fim” dela…. foi comentar com amiga “que o mundo dá voltas” e a amiga ainda respondeu “eu não te disse” … eu ri muito! Porque pra mim apenas foi “Oi”… mulheres sempre fantasiam muito, ainda mais magoadas…

    Tudo bem, eu não deveria ser tão simpático… mas não tem jeito, eu sou assim… eu deveria ter dito realmente o que aconteceu para eu ter dado uma “bota” nela … e de certa forma, não tiro a razão dela, eu mereci…

    Mas confesso que fico pensando… “eu magoei tanto ela assim?” quando a ver pela rua e for propicio conversar, conto aquilo que não tive coragem de contar há alguns anos atrás .. e o resultado pouco me importa… o que quero é falar, e que ela entenda que o que fiz foi melhor para ela e para mim…

    Isso é libertador para quem falar quanto para que ouve.

  9. Marcelo Says:

    Regina e eu estou na última frase, sofrendo!!!Me sinto como o jovem werther…rs

  10. Marcelo Says:

    Como eu queria q tivesse uma guerra do paraguai hoje em dia, p eu me alistar!!!!

    • R. M. Gonçalves Says:

      Marcelo, se precisar de um recruta, de um soldado que sofre contigo, estou a disposição para a luta!
      Y viva la revolución!

      • Marcelo Says:

        R. M. Gonçalves

        Valeu meu irmão!!!! Nestas horas amigos, e pessoas solidarias ajudam mto!! mas como diria o tio do fabio, citando Seneca, a vida é alto e baixos, e tudo é efêmero…passageiro…

      • Nicky Says:

        Doidos!
        Nem pensem em ir pra “guerra”…

        Fiquem por aqui e eu lhes faço companhia =)
        Fechou?

      • Anarcoplayba Says:

        Como diria o Capitão Nascimento:

        “Só adolescente com ilusão de romantismo não entende que guerra é GUERRA.”

        Senhores, Vamos todos sentar o dedo nessa porra.

      • R. M. Gonçalves Says:

        Aproveitando o ensejo do assunto, permita-me fazer um adendo com uma frase do incomparável Pascal:

        “Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida”.

        O sentimento que movia as ações de Che Guevara não era revestido com irascibilidade, mas sim com amor; amor ao próximo, com o escopo de extirpar de vez as desigualdades sociais extremas, oriundas da tirania que assolava o campesino.

  11. Pê Sousa Says:

    Bem apropriado, hein Robson? Oxalá se o Che, com seu inquietante espírito revolucionário ainda estivesse entre nós?…

    Pensando naqueles que legaram suas vidas a uma causa maior, tenho de concordar que é mesmo dura a vida, principalmente com os inconformados, que na vida sonham com algo diferente e bem mais solidário.

  12. Regina Says:

    Então somos dois…Marcelo
    pois estou comprovando a veracidade da sua frase

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