O sexo e o budismo


Talvez, anos depois desta foto, seja a hora para meditação

CATHERINE MILLET. Conhece? Uma cinquentona francesa que, basicamente, deu para todo mundo e contou. Ela escreveu um livro em que narrava suas múltiplas, e ponha múltiplas aí, aventuras sexuais. A capa você vê aí em cima. Tremendo sucesso. O amante depois faturou também. Publicou um livro com as fotos de sua mulher nua. Mais um sucesso. O casal explorou muito bem o sexo. Voilà.

Não comprei o livro do marido, mas, se não me engano, li o livro de Millet. Não tenho certeza, o que significa o seguinte: se li, perdi tempo e não recomendo. Mas não tive como não me inteirar com a vida dela, contada na época em tudo que era jornal e revista. Interessante como mesmo em nossos tempos você  descrever sua vida sexual num livro é uma fórmula precisa de sucesso. As pessoas estão mais conectadas virtualmente num computador do que nos órgãos sexuais reais, blogam bem mais do que copulam, mas um livro de coitos todo mundo compra.

Pois a francesa voltou, vejo num jornal estrangeiro. Escreveu novas memórias. Que começam com a descoberta, no computador, de que seu marido tinha tido alguns casos. Ela é tomada de um ciúme feroz. O nome do livro é exatamente este, Ciúme. Liga para ele e cobra explicações. O cara avisa que ao chegar em casa vai contar tudo e conta.

O que me chamou a atenção, ao ver a resenha no jornal, foi a cara de pau da velhota francesa. Quem encara o sexo de uma maneira tão natural como ela está moralmente impedido de ciúme sexual. Para viciados em sexo, o ato do coito é tão primitivo e instintivo como respirar ou andar. Como, portanto, ter ciúme de quem anda ou respira?

Pode ser que ela esteja desejando vender mais livros. É uma possibilidade.

Está dito na resenha que ela parou de ter orgasmos ao se masturbar depois que soube das amantes do marido. Exceto ao imaginá-lo, de costas, penetrando-as com fúria. O quê? Extraordinaire.  Me ocorreu imediatamente a bunda chacoalhante, medonha de Willem Dafoe em O Anticristo. Uma visão pavorosa.  Reforçou minha absoluta convicção de que, se nascer mulher em outra vida, serei lésbica.

Há, em toda mulher, uma idade de fazer amor e uma idade de fazer meditação transcedental. (Nos homens também, um pouco depois.) Conheci algumas mulheres que, depois de terem feito sexo quase como Madame Millet, se tornaram monjas de ordens budistas e estão aí fazendo casamentos budistas, palestras etc.

Talvez fosse um bom caminho para ela. Budismo também vende bem em livros.

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40 Respostas to “O sexo e o budismo”

  1. Nicky Says:

    Li há pouco tempo um artigo no Telegraph, falando de ciúmes. Aqui http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/7085490/Women-betrayed-by-love-and-men-by-sex.html

    Basicamente, os homens sentem-se traídos quando as mulheres fazem sexo com outras pessoas. Nós, moças, sentimos ciúmes do envolvimento emocional que vocês possam ter com a vagabunda. Ou seja, trepar, tudo bem. Gostar da vaca? NO WAY!

    Ler sobre a Catherine me lembrou a Belle de Jour (ou Dra. Magnanti), que sabia separar o “amor” pelo namorado da satisfação com a vida dupla de call girl. Não sei quanto de sangue frio uma pessoa precisa pra chegar nesse ponto, mas espero sinceramente jamais descobrir.

    Mme Millet pode até ter “vendido” a ideia de ciúmes pra literatura, mas que faz todo sentido, faz.
    Parece que o prazer acabou quando a fidelidade do marido também acabou. Uma troca justa, creio.
    Sarah Miles, personagem do Graham Greene, escreve em seu diário: “Sou uma cadela e uma impostora. Quem pode amar uma cadela impostora?”

    Ela (Millet) pode muito bem ser viciada em sexo, mas uma hora esse fogo apaga, mesmo que demore.
    E quando acaba, o que resta?

    No caso dela, a única coisa que ela esperava ter restado não estava mais lá, o carinho (ou respeito?) do benzão.

    E a coisa de imaginar o benzão mandando ver nas outras, com fúria… não sei…
    não sou psicóloga, mas se eu tivesse que arriscar, diria que o prazer dela está em ver o sofrimento (?) das que provocaram nela própria o dilacerante sofrimento que só o ciúmes pode provocar.

    O que não muda o fato de que ela é, na minha humilde opinião, uma verdadeira cadela e uma impostora.

    Mas.

  2. R. M. Gonçalves Says:

    Tenho uma amiga que sustenta uma teoria:

    “Que o sexo, feito sem amor, não deveria ser considerado traição, pois traição é quando você fere o amor de uma pessoa. No caso, sexo por sexo, deveria ser aceito apenas como a prática de um exercício físico”.

    Nunca consegui absorver tal ideia. Mas, dizem que grandes ideias sempre aparecem antes de seu tempo…

    • Nicky Says:

      Ou seja: Mulher só se sente traída quando rola sentimento pela vagabunda!

      Quando não rola, não que a gente vá perdoar, vocês ainda serão escorraçados das nossas vidas como vira-latas insensíveis…

      Mas nosso ego, no final das contas, não ficará completamente machucado. Ele se recupera sem ajuda profissional (espero!).

    • Fabio Hernandez Says:

      RMG, agradeça sua amiga pelas risadas que me proporcionou. Grande tese. Não sei se ela vai respeitar a própria tese no dia em que o marido ou namorado fizer exercício físico com outra mulher. Abraço

      • R. M. Gonçalves Says:

        Fabio, confesso que ao ouvir tal pensamento fiquei vulnerável e me imaginei casando com ela… depois, desisti! Sou um monógamo invicto 🙂

  3. Karina Says:

    Li alguma coisa sobre ela e não tive essa impressão de “cara de pau”. Na verdade me pareceu foi franca demais. Vc pode dizer que ela apenas se adaptou ao mercado lançando uma nova polêmica, mas, sinceramente, não achei isso. Continuo não achando. Ela admite a própria “fraqueza”, admite esse conflito que num determinado momento teve sua gota d’água. É diferente de uma pessoa que defende determinada postura a vida toda e de uma hora pra outra passa a defender o inverso sem qualquer coerência.

    Ela podia virar monja budista, mas se enquanto era a libertária sexual vendia livros com isso, pq condená-la agora?? Uma coisa é criticar a autoexposição, outra é criticar só um viés dessa exposição, só aquele que soa uma afronta, seja lá por que motivo.

    Aqui são trechos da entrevista que li. Não quero entrar no mérito da questão da liberdade sexual, só ajudar a clarear as razões desse novo posicionamento dela a respeito do assunto. Pelo menos as razões alegadas por ela.

    “Você relatou também ter sentido ciúme em relacionamentos anteriores, como o que viveu com um ex-namorado, Claude…
    Sim, mas aquele ciúme era menos profundo, não se transformou em uma obsessão, como no caso com Jacques. Nesse caso com Claude, sim, era um ciúme mais natural.

    E onde está a diferença? Acha que o ciúme está conectado ao amor? Sim, claro. Mas, na verdade, acho que a raiz do ciúme é sexual. E que esse ciúme se exprime de modo mais direto quando existe também o sentimento amoroso.

    Na sua opinião, esse conflito entre a liberdade sexual e a vida amorosa é inevitável? Ou é possível conciliar as duas coisas?
    É inevitável. Acho que esse contrato não escrito entre Jacques e eu, de respeitar a liberdade sexual um do outro, era uma utopia. A liberdade sexual, como sonhada pela nossa geração, de maio de 1968, era certamente uma utopia.

    Você acha que viver a liberdade sexual é mais difícil do que optar por uma relação monogâmica?
    Não. Na verdade, acho que a liberdade sexual é até mais fácil do que a monogamia.

    Então, por que você a considera uma utopia?
    A liberdade sexual é uma utopia na medida em que ela não proporciona a serenidade – para assegurar essa liberdade, será necessário estar sempre em combate, em uma luta. E é uma utopia, também, na medida em que ela não vai evitar o nosso sofrimento. Como aquele que é causado pelo ciúme.”

    • Heleno Says:

      Ka,

      Me apaixonei por suas idéias. Vamos namorar? 😀 prometo que largo o bar, a vodka, pego um avião e vou pra onde você está! mulher inteligente!

      O ciúme está ligado ao amor, que por sua vez é um sentimento de possessividade que não consegue dissociar amor de sexo e vice-versa. Viver a liberdade sexual realmente é muito fácil, porém essa liberdade é falsa… chega um momento em que o vazio fica evidente (e não satisfaz) e algo tem que fazer sentido em nossas vidas. Ai nos pegamos lendo romances, assistindo filmes de romance, sonhando com uma vida “em comum” com alguém…

      A vida fica mais serena quando dizemos mais SIM que NÃO…

      • Karina Says:

        E vc garante um namoro só baseado nas ideias? olha a enrascada se elas forem tudo que eu tiver de atraente!! =p

        Deixa só eu explicar uma coisa… esses trechos dela que reproduzi não estão necessariamente de acordo com o que penso ou deixo de pensar sobre o assunto. Só reproduzi.
        Vai que sua paixão seja pelas ideias expostas na entrevista, né. Como não estou aqui para ludibriar ninguém… 😉

    • Fabio Hernandez Says:

      Só espero que desta vez o marido dela não lance um segundo livro com fotos dela peladas, K. Só isso.

  4. Jorge Gustavo Says:

    Este lenga-lenga de que a traição só ocorre quando há sentimento envolvido é uma tremenda falácia! E falo por experiência própria, do alto de quem foi traído 12 vezes.

    Isso mesmo.

    Pela mesma pessoa.

    E não houve sexo envolvido, somente ósculos adolescentes.

    Quando se entra numa relação monogâmica, vc não vislumbra a menor possibilidade de que o(a) parceiro(a) se envolva com outra pessoa, mesmo que só fisicamente. O mero contato com outra pessoa que não você já machuca. E muito.

    E, para mim, não há escala de valor entre traição física e sentimental. Traição é traição. Ponto.

    Se a Catherine Millet se doeu tanto com a traição do companheiro é porque era chegado o momento em que ela passou a dar valor à monogamia. Não vejo nada de errado em ela ter optado por isso com o passar dos anos. Até foi bem coerente, na sua revisão de posturas

    Como tb não vejo nada de errado em ela, na sua catarse, faturar algum com isso. A Sophie Calle, que fez uma exposição inteira baseada num e-mail de rompimento, também não fez isso?

    • Rafael Says:

      Corno herculiano detected!

    • Fabio Hernandez Says:

      Pera aí, Jorge Gustavo: como vc pode ter certeza de que não houve sexo envolvido?

      • Jorge Gustavo Says:

        Eu não tenho; uso do auto-engano. Mas, independente de ter havido ou não sexo, o fel é o mesmo.

        Por isso que me, para mim, traição é traição. Tendo sexo ou não, sentimento ou não.

      • Fabio Hernandez Says:

        O auto-engano é a melhor forma artificial de felicidade, Jorge.
        Vai com tudo, amigo!

      • Anarcoplayba Says:

        Pílula azul ou pílula vermelha?

      • Jorge Gustavo Says:

        Em Matrix, o agente Smith diz que as primeiras versões da matrix não deram certo por serem perfeitas, ao passo que o ser humano só se reconheçe pela dor.

        Acho que, no final, ser traído, apesar de muito dolorido, me deu a medida exata de estar vivo. Assim, eu preferiria permanecer vivendo na Matrix…

  5. Anarcoplayba Says:

    Doze? Foi uma pra cada signo do zodíaco?

    Piadas à parte, eu tenho a tese de que, conquanto condenáveis para ambos os sexos, homens e mulheres se incomodam com coisas diferentes. Falo por mim, mas gostaria da opinião de vocês:

    Mulheres se sentem mais incomodadas com a traição com sentimento, enquanto os homens se sentem mais incomodados com a traição sem sentimentos. Algo do gênero:

    Um homem se sentiria pior se a namorada transasse com o cara só pela transa do que se fosse uma paixão platônica de adolescente, ao contrário da mulher.

    Comente, confronte e justifique. Vale dois pontos.

    • R. M. Gonçalves Says:

      Creio que isto se dê ao simples fato de que homens pensam mais com a razão, enquanto as mulheres com a emoção. Mas — like a Fabio — posso estar enganado, sempre…

    • Jorge Gustavo Says:

      Nah, na realidade foram doze por pura falta de maturidade da pessoa amada…

      Não posso responder pelo restante da comunidade masculina que por aqui vagueia mas, por mim, posso falar que ambas as situações me feririam.

      Mas, lá atrás quando fui informado da primeira traição, recebi como justificativa que havia se tratado do seu primeiro amor…em ambos os sentidos.

      Na ocasião, até procurei entender que, afinal de contas, a traição havia sido psicologicamente embasada…

      …mas não. No final das contas, qq tipo de traição machuca – seja física, seja por se tratar do primeiro amor juvenil.

    • Karina Says:

      Acha mesmo isso, Anarcótico? a respeito de homens se incomodarem mais com a traição motivada exclusivamente pelo prazer? Já que disse que com VC funciona assim, qual a razão, sabe dizer? seria algo do tipo: ela buscar o prazer de outro significa que está rejeitando (ou insatisfeita com) minha virilidade/masculinidade? seria uma razão assim, mais “primitiva”?

      Pq existe aquele clichê de dizer que a mulher trai mais pelo sentimento do que pela carne. O que, em tese, conferiria às traições femininas uma profundidade maior, se comparada à traição da carne. Essa profundidade, ainda em tese, tornaria a traição feminina mais difícil de ser “absorvida” pelo relacionamento. Por isso se costumam observar muito mais mulheres dispostas a relevar traições masculinas do que o inverso, e aí bate com a sua outra hipótese, com relação ao desconforto maioor da mulher qd percebe na traição do parceiro algo além do envolvimento sexual.
      Mas sua outra percepção achei bem curiosa. Tb quero saber o que os rapazes têm a dizer a respeito.

      Uma pergunta: envolver-se profundamente com alguém, sem contato sexual, sem beijo, sem nada, mas com desejo, é uma forma de traição? Alimentar aquela relação, quando vc sabe que quer ir além, não é uma forma de ir além sem se comprometer?

      • Anarcoplayba Says:

        Então, eu acho que isso vai acabar virando post pq é uma coisa que aconteceu comigo: numa época em que eu estava ficando com uma menina ela saiu ficando com uma pá de amigos meus e eu saia com outras meninas (e ela sabia, pq eu nunca menti pra ela a esse respeito).

        Um dia que eu fui almoçar com uma amiga minha e ela ficou sabendo, ela ficou puta porque (quote) “Não era uma menina qualquer, parecia que eu gostava dela”.

        Minha tese a partir de então: as pessoas vivem os clichês de “homem metedor” e “mulher romântica” e aceitam esses clichês com certa naturalidade.

        Então a traição masculina puramente carnal é vista como algo “normal”, enquanto a traição feminina costuma ser vista como um prenúncio do fim, que só acontece quando a mulher está insatisfeita, quando ela quer um parceiro melhor, etc.

        A situação contrária inverte isso: uma traição emocional do homem é vista pela mulher como algo pior, porque não é um impulso sexual carnal e puro, mas um impulso afetivo, uma ameaça real ao relacionamento. Por outro lado, a traição carnal feminina é sentida como “coisa de vagaba”: é mais fácil aceitar a derrota pro príncipe encantado que pra um pedreiro no ônibus.

        Novamente, essa é a minha TESE, e, como tal, é mera elocubração.

      • Karina Says:

        hum… então… pera, pera, pera… será que isso, lá no fundo, não é pq na verdade vc se sente derrotado por ter estado com uma “vagaba”???
        foi algo que me ocorreu.

        de qq forma, acho bem primárias essas conclusões… vagaba pq fez isso, princesa pq fez aquilo… enfim…

      • Anarcoplayba Says:

        Possível, Nê. Pode ser por ter estado com a Vagaba, pode ser pela sensação de estar numa vala comum, eu e qualquer outro macho que passar perto dela.

        E eu n disse que era algo muito complexo… Arriscaria, até mesmo, que boa parte desses sentimentos nascem de coisas simples.

      • Karina Says:

        é, faz bastante sentido.
        A versão feminina dessa derrota seria a mulher se encantar com a lábia do cara que a faz sentir única pra depois, lá na frente, perceber que era só mais uma.
        E lá vem mais uma vez a diferença: para o homem, ser derrotado é ser lançado à vala comum do sexo; para a mulher, à vala comum do “sentimento”.
        Via de regra, claro.

      • Karina Says:

        via de regra, segundo sua tese.

      • Heleno Says:

        Karina,

        As mulheres tem algo mais desenvolvido nelas que em nós homens: os sentimentos.

        Trair para mulher somente quando o relacionamento já era emocionalmente, as vezes até se resignam a fazer menos sexo pelo parceiro, pelo valor emocional da relação… mas isso não perdura por muito tempo. Mulheres são seres sentimentais por natureza, e a carência acaba por destruir qualquer sentimento. E sim, elas também traem, muito melhor que nós homens.

        Por isso prefiro o boteco, a vodka e o rock’n’roll. Tá fˆ%$ namorar, por isso vou pro Bar.

        Mulheres são simples de agradar: atenção, carinho e amor. O difícil é entende-las 😀

        e Ka, Pensou na minha proposta? carnaval está chegando… quem sabe pego um avião… 😀

      • Anarcoplayba Says:

        Heleno,

        Algumas amigas minhas discordam.

      • Karina Says:

        Heleno, hum…

        1º vc me propõe namoro e diz que namorar tá f…? já é uma proposta desacreditada?

        2º “Mulheres são simples de agradar: atenção, carinho e amor”. Mesmo acreditando nisso vc me propõe namoro e me submete a 4 dias de desatenção total? mimimi
        Acho que agora vou ter que declinar, né ;p

        Mas nossa cidade no carnaval fica uma delícia comigo ou sem-migo, acho que vale o voo :))

        Sobre a motivação da traição nas mulheres… A regra geral penso que seja essa, sim. Pelo menos por enquanto. E como regras têm suas exceções…

      • Heleno Says:

        Anarco, em toda regra há a excessões – então mais que normal, algumas negam, ou reconhecem. Perfeitamente normal.

      • Heleno Says:

        Ka,

        Eu acho que está mais que na hora que estreitarmos nossa comunicação 😀 me mande seu msn -> contato@helenoalmeida.com

        Quanto as minhas considerações sobre namoro – ninguém me parece interessante (e inteligente)… ai encontrei a Ka por aqui… 😀

        Desculpe os 4 dias de sumiço, estou de volta! 😀

      • Anarcoplayba Says:

        Exatamente esse o ponto, Heleno: tenho minhas dúvidas de que a “tendência à fidelidade natural” seja a regra…

      • Heleno Says:

        No post para o Anarco, Onde há escrito excessões escrito por mim, leia-se “exceções” para o melhor português correto.

        Na ansia de responder esqueci-me das regras ortográficas 😀

  6. Rafael Says:

    Me parece que não há muitas coisas mais subestimadas que lealdade, hoje em dia.

  7. Skel Says:

    Fabio. Eu sou budista e estou apaixonada por você.

  8. Camila Says:

    Olha, melhor que os textos do Fábio que estão tinindo ultimamente, são os comentários que valem mais que muitos livros e livros sobre relacionamentos. Acho que traição e traição. Cornos e cornas sofrem de todas as maneiras: corações partidos, virilidades machicadas, vaidades feridas. Umas doem mais, outras menos. Mas ninguém fica impune. Meditação com certeza deve ajudar.

  9. Moça Bonita Says:

    Fábio, por que traição vai-e-vem em seus textos? Se for virar tema de uma obra sua algum dia, eu compro! Q seja bem sórdida!
    Qt à fórmula do sucesso q vc mencionou, aquela de expor a vida sexual pra ganhar didin, eu acho q qq sacanagem deve vir intermediada pela arte, a q não for, é mera indecência!

    • Fabio Hernandez Says:

      Traição é o único assunto realmente sem resposta para um relacionamento, Moça Bonita.
      Por isso a frequência, por isso a discussão acesa e inteligente das pessoas do blog.

  10. vera Says:

    Hoje em dia todo mundo trai ou pensa em trair e acho que por desejo mesmo, puro sexo, a busca por recompensa do nosso cérebro (muito em moda). Para mim a competitividade tá provocando alterações hormonais na mulher e aumentando a líbido. E se estamos fazendo sexo pelo prazer , o ciume virá se o motivo for esse mesmo. Não se aplica mais a teoria que mulher só ciuma se existe envolvimento emocional do homem. Isso é do tempo que mulher só transava por amor!

  11. maria aparecida Says:

    Meu marido me traiu após 23 anos casamento por uma pessoa mais nova, achando que ela seria a mulher de sua vida foi embora deixando 2 filhos abençoados um 18 e uma 17 anos Fazem 10 meses. exatamente a da ta que também perdi meu pai. Assumi a nossa firma estamos muito bem. sofri?? Muito mas com as minhas orações e perseverança estou conseguindo levar a empresa e ainda saio com meus filhos e damos muitas risadas juntos Quem trai geralmente fica só sabia? Quem não me quer é porque eu mereço alguém muito melhorrrrrrrr….

  12. Vanessinha_Th Says:

    E mesmo que a mídia brade a todos os ventos que a traição é fator comum e moda que vem pra ficar, me recuso a aceitar que deslealdade possa ser coisa normal.

    Traição sexual, sentimental, a que for, é sempre mostra clara de falta de respeito, pela pessoa do outro, pelo que se tem com ela.
    Deu vontade de experimentar? Liberte-se e vá. Mas não humilhe a pessoa que está ao seu lado esperando cumplicidade e fidelidade.

    Afinal, que custa colocar-se no lugar do traído e sentir na boca o gostinho amargo de ser enganado sem piedade?

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