Os homens, as mulheres e a Tríade Sinistra


Todas querem caras assim

Todas querem caras assim?

TRÍADE SINISTRA, para mim, era Hitler. Stálin e o Muro de Berlim. Mas há poucos dias soube que existe um significado sexual e evolucionista para esta expressão. Tríade Sinistra é uma espécie de ordem masculina da qual o patrono é James Bond. A má notícia para integrantes da Tríade Sinistra, segundo alguns estudiosos, é que eles são narcisistas, manipuladores e sociopatas. A boa é que eles pegam todas. Fazem muito mais sucesso, entre as mulheres, que nós, os bem-intencionados. James Bond, por exemplo. Seu divertimento predileto é matar pessoas enquanto brinca de salvar o mundo. Só quer, como um legítimo cafa, finalizar mulheres exuberantes para logo depois levantar as calças e mais uma vez defender a humanidade de vilões que por mais que se empenhem chegarão mortos ao fim do filme. Nenhuma resiste a ele. Não porque o cinema coloque em sua pele galãs como Sean Connery ou Daniel Craig, segundo alguns cientistas, mas porque ele tem em dose extraordinária todos os ingredientes da Tríade Sinistra.

Os bonzinhos desde sempre suspeitam que os caras maus ganham muito mais mulheres que eles. É uma lenda urbana global e milenar. Segundo essa lenda, as coisas funcionam mais ou menos assim. O bonzinho serve de ombro e lenço de papel quando a mulher que o desprezou sofre pelo canalha indiferente. Um exemplo recente me ocorre. O jovem cafa irlandês que pegou um dinheiro da velha e assanhada primeira dama que sequer era dela. Me chamou a atenção, numa entrevista que ele concedeu a uma televisão, o sorriso cínico que ele em vão tentou esconder quando disse ao repórter como ela o tratava. Ela terminou numa clínica de repouso mental, depois de tentar se matar quando o irlandês adolescente deu bota com a desculpa de que sofria de câncer no testículo; e ele terminou no café legal que abriu em Belfast com o dinheiro que a amante despachada lhe deu. O marido, um bonzinho clássico que se apressou em perdoar publicamente e aproveitou para avisar ao mundo que jamais a traíra em 30 anos de casamento, serviu com certeza de ombro e lenço de papel depois da  brutal notícia do câncer no testículo que sua mulher recebeu do amante debochado.

Para usar este exemplo no desdobramento inevitável. O drama da mulher que se rende aos Condes Vronskis —  outro símbolo ilustre da Tríade Sinistra, o irresistível canalha russo pelo qual Ana Karenina largou marido e filho para depois se atirar sob um trem  —  o drama ,eu dizia, é que, mal terminaram os gemidos alucinados, o cara já está pensando em outra. O pós-coito, para o cafa, é  o tempo exíguo de planejamento da próxima conquista predatória sexual. Os ambíguos cavaleiros da Tríade Sinistra são romanticamente instáveis como um asfalto durante um terremoto. Enfeitiçam, derrubam e partem, e consideram cumprida sua missão. Deixam o palco para que o bonzinho faça o que se espera dele. Seque as lágrimas e suporte, paciente e solidário como um eremita hindu, o desabafo massacrante.

É uma expressão assustadora, Tríade Sinistra. E de certa forma coloca homens e mulheres em situações estereotipadas. Mas quantas histórias você já viu e viveu que se encaixam nessa tese?

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114 Respostas to “Os homens, as mulheres e a Tríade Sinistra”

  1. Eliane Says:

    Tem todo sentido… Por isso que o que restou de “bonzinhos” se rebelaram… Quase uma espécie em extinção…
    A grande maioria já viveu uma tríade sinistra… E o contrario também acontece, homens não querem mulheres boazinhas, as querem por perto como ombro amigo, nada mais do que isso!!!
    Realmente são uns narcisistas, manipuladores e sociopatas… Estilo James Bond mas com um diferencial, acabam matando a vitima também!!!
    F, você diz que as mulheres preferem estes aos bem-intencionados, aí me lembrei de um ditado popular: “De boas intenções o inferno está cheio”…

  2. Anarcoplayba Says:

    Só pra constar: eu tenho minhas dúvidas de que o Primeiro Ministro Irlandês seja “bonzinho”. Vamos lembrar que ele é do Partido Conservador, católico, etc. Faz todo o sentido do mundo que ele a “perdoe publicamente”. O perfil dele é o de um homem, experiente, religioso, e que defende os valores tradicionais. Nada mais coerente do que “perdoar” a esposa que “caiu em tentação” para salvar o “sagrado” casamento.

    E vamos adicionar uma pitada de Teoria da Conspiração? Imaginem que tenham a internado para fazê-la passar por louca? Que ela tenha, de fato decidido se separar, em parte por causa do rapaz, em parte porque não ama mais o marido, e tenham decidido que “seria um escândalo muito grande” e que seria melhor isolá-la do mundo até “a situação se resolver”?

    Quanto à essa história “canalhas vs. bonzinhos”, eu não vou discutir ela de novo: não se discutem fatos com argumentos, e isso é um fato, não apenas científico como também empírico: minha vida sexual deu um boost há uns 8 anos atrás quando eu passei a me preocupar mais com os meus problemas do que com os dos outros.

    O que, na minha opinião, merece discussão é:

    1) Por que isso acontece?
    2) É possível evitar isso? Dá pra ser uma pessoa carinhosa e que genuinamente ajuda os outros sem virar amigo viadinho?

    • Ana Says:

      Me lembra irremediavelmente Hillary Clinton…embora para ela fosse antes um golpe político. Para o Primeiro Ministro Irlandês vejo muito de acomodação.

      Mas se fosse no Brasil…

    • Grace Olsson Says:

      Concordo contigo.Europeu tem a mania de,. UMA VEZ A MULHER QUERER SE SEPARAR, ELE APELA PARA A PSICOLOGIA E, ATÉ INVENTA QUE A MULHER ESTÁ FICANDO LOUCA.
      Falo isso com conhecimento de causa.Eu SOU CASADA COM UM EUROPEU. NAO O TRAIO, MAS TODA VEZ QUE FALO EM DIVORCIO, ELE FALA:

      Grace, acho que vc precisa encontrar uma psicóloga, desabafar, pois tem coisas que as mUlheres nao falam para os maridos…

      Talvez, nessa historia, eu seja a cafajeste. E, justo por isso, ele seja louco para continaur no casamento.POR QUE MEU MARIDO, ANTES DE ME ENCONTRAR, NUNCA, MAS, NUCNA, ELE FOI A FAVOR DE MULHERES QUE NAO FIZESSEM O QUE ELE QUERIA.
      Eu faco o contrario e dou um trabalhao..
      POR QUE, MODIFICAR MEUS PONTOS DE VISTAS(SYNPUNKT EM SUECO) É BEM DIFICIL

      • R. M. Gonçalves Says:

        Assista o filme “Ah… o amor”, Grace. Trata esse tema com maestria!

      • Fabio Hernandez Says:

        Eu diria que o casal parece estar com problemas.

  3. R. M. Gonçalves Says:

    Seguindo a linha dos posts acima, acredito que é possível, sim, ter um equilíbrio harmonioso entre ser um adepto da tríade sinistra e ser uma pessoa boazinha.
    O que não deve-se deixar que aconteça, é que apenas um comportamento prevaleça em detrimento do outro; os dois possíveis resultados de uma postura única são:
    1 – se você for bonzinho em excesso será pisoteado e se transformará em um fantoche de circo;
    2 – se for cafajeste demais, ficará cego e viverá na sua doce ilusão de que está tirando vantagem de tudo, quando na realidade só está perdendo as pessoas a sua volta, numa rotatividade medíocre.
    Portanto, seja um pouco de cada. É como disse Che Guevara: “hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura jamás.”.
    Concordam?
    😉

    • Eliane Says:

      Concordo com você R, o equilibrio seria o ideal, mas não vejo pessoas dispostas e encontrar esse equilibrio!

      • Ana Says:

        Eu não vejo muita possibilidade mesmo desse equilíbrio. As pessoas que tentam ser “boazinhas” acabam se decepcionando e querem ser más. E, no alto da sua falta de escrúpulos, se enchem de um vazio e querem trilhar um caminho mais “correto” depois.
        Na real o melhor é ser o que se é sem dor ou culpa, ou sofrer para modificar. Quando se é meio mauzinho e se quer alguém para passar os dias, pex.

        Ah, e meninas boas não vão para lugar nenhum mesmo, nem mesmo para o céu, como dizem por aí…as más, realmente vão para qualquer lugar.

      • Nicky Says:

        Good girls go to heaven… Bad girls go everywhere!

        Ah, eu acho que é bem assim mesmo.
        (Não que eu seja uma diaba, mas não quero passar nem perto das nuvenzinhas branquinhas…)

    • Anarcoplayba Says:

      Então, RM, nisso a gente esbarra em um aspecto: a técnica do “morde e assopra” não é ser meio bonzinho e meio cafageste. É Síndrome de Estocolmo em Relacionamentos Afetivos (http://anarcoblog.wordpress.com/2009/05/19/sindrome-de-estocolmo-e-relacionamentos-afetivos-cap-i/ , http://anarcoblog.wordpress.com/2009/05/21/sindrome-de-estocolmo-e-relacionamentos-afetivos-cap-ii/ e http://anarcoblog.wordpress.com/2009/05/23/sindrome-de-estocolmo-e-relacionamentos-afetivos-cap-iii/ ) é ser cafageste por inteiro.

      Minha experiência no assunto é de que tem duas fases, a de conquista e a de acomodação. Na de conquista, tríade sinistra for the win. Na acomodação é que surge o problema.

      Cara… não é legal ser um narcisista sociopata o tempo todo. Cansa. Enche o saco. Porra eu quero poder ser carinhoso tbm. O problema é que quando vc é carinhoso, vc dá para a pessoa Poder (ou pelo menos a ilusão de Poder) que ela quer exercitar.

      Aí eu acabo caindo na escola de diplomacia Israelense: aturo uma porrada de atentado até encher o saco de tomar metade do território de volta.

      Como disse o Luís Fernando Veríssimo n’O Jardim do Diabo: A pior coisa pra um escritor de quarta categoria é tentar se tornar um escritor de terceira categoria.

  4. Karina Says:

    R.M, acho que haveremos todos de concordar. Isso é ponto pacífico mesmo. A questão é o cara encontrar o meio-termo. E como disse a Elaine, isso vale pra ambos os sexos, né? Comentei alguma coisa lá no blog da Nicky uma vez… não existe mistério nessa “busca” feminina… o que nós mocinhas pedimos é o que vcs vêm bradando aos quatro ventos há séculos: puta na cama, dama na sociedade. Queremos um cafa na cama e um cavalheiro pra nós, fora dela. Só.

    E, va bene, Anarcótico, vida sexual por vida sexual não faz diferença. A questão é o envolvimento afetivo. Com certeza há mulheres que iriam pra cama na boa com um cafajeste, mas n se imaginam num relacionamento além disso com um espécime cafa.
    sobre as perguntas:
    1) não sei. já dei meus pitacos, mas só posso falar por mim.
    2) sim, é. basicamente, sendo aquilo que coloquei ali em cima pro R.M. Mas como nada nessa vida cai do céu, isso é igual pastel: a receita da massa é fácil, só que o recheio é que dá o sabor. E recheio cada um tem o seu, insosso ou de lamber os dedos.

    • Anarcoplayba Says:

      Lamber os dedos… must… not… make… dirty and sexual… jokes.

    • Nicky Says:

      Ka, também lembrei do meu texto, rs.

      Sobre seu comentário, assino embaixo!

    • Petite Poupée Says:

      Karina, vê se o q vc disse se encaixa nisso:

      Macho alfa é muito legal, mas macho beta mulher gama! rss

      Fábio, eu entendo o colapso nervoso da, como vc disse ” velha e assanhada primeira dama” irlandesa. Ora, a mulher chegou aos sessenta e se deu conta q não tem faro pra escolher marido, amante e melhor amigo, porra! pirante, não? até eu…

      Nicky, adorei o debate sobre alta literatura vs baixa literatura e mais ainda da relação restaurante/lanchonete, no melhor estilo: Livro pra comer, prato pra educação. Eu ia até falar o q penso sobre Paulo Coelho, mas ontem malhei tríceps, parado desde ano passado e tá doendo pra dedéu, realmente não vale a pena…

      Deixemos, pois a tarefa para nosso Fábio, mestre em achar pérolas por aí pra gente

      Beijo a todos!

  5. Tweets that mention Os homens, as mulheres e a Tríade Sinistra « Fabio Hernandez -- Topsy.com Says:

    […] This post was mentioned on Twitter by Paulo Nogueira, Fabio Hernandez. Fabio Hernandez said: RT @pnogueira56: Os homens, as mulheres e a Tríade Sinistra http://bit.ly/89J1Kn Ou: por que elas preferem os cafajestes? […]

  6. Heleno Says:

    My name is Almeida, Heleno Almeida 😀

    007 é meu personagem favorito do cinema, logo após, Darth Vader (o mais admirados do vilões).

    Se os maus existem, é que porque sempre vai haver espaço para eles no subconsciente feminino. Algumas mulheres são bobas, carentes e dão margem ao cafa. Elas o adoram. Já ouvi de amigas dizerem que o homem perfeito é o que puxa o cabelo, dá uns tapas e fala uns palavrões vistos em filmes pornô… romantismo? só no final da conversa, após eu muito insistir … o cafa é uma sujeito muito presente no subconsciente feminino, todas elas comentam. Também pudera, ele tido como herói! Que mocinha não quer ser salva (ou.. ou… completem) pelo herói 😀 algumas também gostam do bandido, fazer o quê?

    Para se evitar o cafa:

    1. Homens cuidem bem de suas mulheres! sejam o herói para elas, e um cafa na cama ou mesmo na rua, com respeito, claro. Nunca deixe faltar atenção. Mulheres adoram ser ouvidas, mimada.. olhe sempre nos olhos…

    2. Mulheres nunca se entreguem de primeira sem antes ter certeza se é isso que realmente querem/necessitam. Evitem sair de um relacionamento através de catapulta e já cair em outro. Dêem um tempo a si mesmas, e vão à luta.

    Encerrando…

    Ontem fui em um bar de rock, tomar aquela vodka com limão.. dei um aperto de mão no novo garçom chileno (o búlgaro pediu as contas, arrumou uma namorada! e a primeira coisa que ela pediu foi que ele largasse aquela vida…) e vi um especial com 20 músicas do Metallica e Megadeth…

    • Heleno Says:

      E esqueci de dizer algo importante que li em uma revista soberba: “mulher não gosta de homem molenga e passivo demais, prefere os mais safados”…

      • Nicky Says:

        Não generalize. Tem momentos e momentos.

      • Karina Says:

        Molenguice e passividade são antônimos de safadeza? não!! São antônimos de atitude. Atitude, sim, Heleno! Na vida, no relacionamento, no todo. Safadeza, sim, Heleno! na hora certa.

        Ainda sobre aquele filme… n estou buscando pra comprar, n, é na locadora. Mas obrigada pela dica.

      • Nicky Says:

        Falando em Metallica, show na semana que vem aqui em SP! ^^

        Estou tentando ganhar um par de ingressos, huhuhu.

      • Grace Olsson Says:

        Eu mesma nao gosto de safados, molengas. Eu gosto de homem que tenha personalidade.mesmo que me dê um trabalho danado para decifrar a mente dele.
        Outro dia, uma médica sueca me disse que TINAH VIVIDO UMA RELACAO ESTÁVEL COM O MARIDO. ATÉ QUE ELE FICOU IMPOTENTE(Essa historia é real e eu presenciei). Até ai, tudo bem.O problema é que ele NAO SE CUIDAVA E ELA CANSOU DE INCENTIVÁ-LO.
        Um belo dia, ela deu de cara com um deficiente.E foi paixao à primeira vista.
        Mas, tinha um problema…SE ELA JÁ NAO TINHA S EXO COM O MARIDO, COMO LEVAR ADIANTE UMA RELACAO COM O PARAPLÉGICO?Sim..por que á primeira vista, tudo que o AMANTE EFZ NUMA CAMA, FOI MARAVILHOSO…MAS, SIMPLESMENTE, POR QUE NAO ERA ROTINA.
        Equandoa rotina viesse?
        Nesse caso, ela me disse:

        GRACE, SE ELE FOSSE UM CAFAJESTE, TUDO BEM…DARIA APRA INVESTIR..MAS, DESSA FORMA , NAO DAR…

        E caiu fora,,,

        Para vcs verem, que, em alguns momentos, o CAFAJESTE CAI BEM…

        BFSEMANA

      • Fabio Hernandez Says:

        Talvez o marido da médica sueca dissesse ser impotente para se livrar dela, Grace.
        É uma boa desculpa, assim como a daquele namoradinho da Mrs Robinson que para dar uma bota na velha disse que estava com câncer no testículo.

      • Grace Olsson Says:

        acho que nao….kkkkkkk
        POis, os valores do homem sueco, Hernandez..sao tao diferrentes…kkkk

      • Heleno Says:

        Toda mulher tem fetiche com um canalha… algumas querem apenas sexo e pouco se importam com a atitude “individualista” do cafa… querem é uma transa esporádica, sexy e eletrizante 😀

        Atitude? o molenga vacila, o safado ganha. 😀

        Eis que venha a cabeça a história da mulher e a traição com o canalha mais novo, e o bonzinho dizendo que aceitava a mulher de volta. Fábio como sempre, uma raposa ao escrever! ;D

  7. Uvinha Says:

    Não separaria os homens entre bonzinhos e cafagestes.
    Levemos em consideração que relacionamentos nunca são iguais e que pessoas agem de forma diferente dependendo da situação em que estão inseridas.

    Respondendo à sua pergunta, sim, já vi diversas situações a que poderia chamar de “tríade sinistra”, mas também já vi muitos componentes dessa mesma tríade, passarem de bonzinhos a vilões em um só instante.

    Não acho, portanto, que essa tríade seja algo realmente palpável. Ninguém é bonzinho ou cafa o tempo todo. Ninguém é igual pelo resto da vida. Exceto, é claro, Bond. James Bond. 😉

  8. Nicky Says:

    O exemplo máximo em que consigo pensar é o Tomas, personagem do Kundera.
    Prefiro colocar aqui o trecho do livro em vez de ficar escrevendo besteira.
    Posso?


    “Os caçadores de mulheres podem facilmente ser divididos em duas categorias. Uns procuram em todas elas sua própria ideia de mulher(…). Outros são levados pelo desejo de tomar posse da infinita diversidade do mundo feminino objetivo.
    A obsessão dos primeiros é uma obsessão lírica: procuram a si próprios nas mulheres, procuram o ideal e são sempre e continuamente frustrados, porque, como sabemos, é impossível encontrar o que é ideal.
    (…)
    A outra obsessão é uma obsessão épica, e as mulheres não vêem nisso nada de comovente: como o homem não projeta nelas um ideal subjetivo, tudo lhes interessa e nada pode decepcioná-lo.
    (…)
    Na sua caça a novos conhecimentos, os sedutores épicos (e é nessa categoria que temos de colocar Tomas) se distanciam cada vez mais da beleza feminina convencional (da qual enjoam bem depressa) e acabam tornando-se colecionadores de curiosidades. Eles sabem disso(…).”

    A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera

    O que acham?

    • Karina Says:

      Bons trechos, Nicky. Só n consegui concluir se o tipo que ele descreve merece o título de quem aqui chamamos “cafa”. O sujeito pode colecionar paixões sem se comportar como um cafajeste com cada uma delas.
      E tb fica difícil só pelo trecho, eu li esse livro faz uns anos, n me lembro bem da trama, só lembro que gostei. Mas tome cuidado, que, pela minha experiência, ele atrai homens doidos rsrs

      • Nicky Says:

        Então, mas aí que tá.
        O Tomas ama uma mulher, a Tereza, e é um colecionador de mulheres.

        No começo do livro ele fala de como funciona a “amizade erótica”.

        Mas quem atrai homens doidos????
        hahahaha

      • Karina Says:

        ai, sabe do que me lembro bem? Lá pro final, se não me engano, há um trecho em que o cão deles morre. jesus. Lembro de mim, num clube, chorando lendo o livro rsrs Foi um dos 3 livros que me tiraram lágrimas =/

        Sobre atrair homens doidos.. é o livro mesmo, esse! Eu estava lendo e veio um cara puxar assunto sobre o livro… um monte de blá blá blás… na segunda msg que ele me passou por email, não deu outra: era um louco alucinado rsrsrs Acontece.

      • Nicky Says:

        Então tome cuidado com estes, também:
        “A vida como ela é…”, do Nelson Rodrigues
        e
        “Fim de Caso”, do Grahan Greene

        Eu estava lendo no ÔNIBUS, voltando pra casa, e uns caras também começaram a puxar papo.
        Quando eu lia Nelson, o menino quis porque quis me convencer a ler umas lendas vikings, sangrentas e violentas… Tipo… oi?
        Me deixa em paz, quero ler 😛

        Não gosto de cara que chega xavecando e pegando na minha mão pra fala comigo. É desagradável, deselegante e clichê.

        Mas sei lá, né.

        (Meu sonho de consumo é um Antônio de Castro Alves… ui ui ! Fantasia Literária, hahaha)

      • Karina Says:

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        o meu tb foi no ônibus!!! será que o problema é ônibus???
        se fosse, já estava frita.
        Mas… dos males o menor… por Fim de Caso já passei incólume hihi
        Sempre alerta, Nicky!

      • Nicky Says:

        Sim, sempre alerta!

        Curiosidade: na FACULDADE, nunca chegeram em mim por causa de livro… E olha que estou sempre na biblioteca.

        Irônico, não?
        rs

      • Karina Says:

        NUNCA me abordaram por causa de livro em NENHUMA outra circunstância. Minha experiência é bem singular. Acertei em cheio no livro e no assento.

      • Heleno Says:

        Karina,

        Já me abordaram, e continuei a conversa… vi que valia pena, afinal eu estava em um ônibus cheio de universitários.

        Ler livros é excelente, leio em média 10 por mês, mas 90% técnicos e somente os 10% restantes são ficção/romance/aventura/drama.

        Em resumo, ler é abrir a mente para a imaginação. Mas dependendo da pessoa que puxa papo, é também a possibilidade de encontrar alguém interessante que também curta livros, só pergunte antes quais livros ela leu recentemente… tudo é valido, quando surge o interesse… 😀

        Realmente leitura sobre elfos, gnomos… pode não combinar com o ideal que temos de pessoa “perfeita” … ah.. também não gosto do extremo… intelectualóides… a vida é simples. Simplicidade sempre.

        Os últimos livros que li? Guia Completo para Fotografia Digital (National Geographic Explorers, 2009) e também reli (pena enésima vez) A Marca de uma Lágrima do soberbo autor Pedro Bandeira (1985).

        Cuidado com o que lê, isso pode atrair ou afastar os pretendentes… por isso sempre leio o que me interessa. A garota que me abordou era estudante de jornalismo… eu estava lendo “A história das teorias da comunicação”… discutimos a viagem quase toda, ao final pedi o celular, o msn, rolou um cinema…

        É isso, seja simpático(a) sempre.

      • Karina Says:

        Perfeitamente, Heleno. Só que o que eu falei n tem a ver com isso, não. Só brinquei com a Nick que a lembrança mais viva que me traz A Insustentável Leveza do Ser é a história do maluco. Foi uma coisa tão nonsense que tenho que lembrar!!

        E se alguém puxasse papo comigo sobre um livro eu n teria tb o menor interesse em saber especificamente o que ele tem na biblioteca. Isso é o de menos. Não seleciono minhas relações com base nisso, bem longe. Se a pessoa é interessante, vai ser interessante com nossos interesses “literários” convergindo ou não. Ou pode ser interessante sem que tenha sequer o hábito de ler. O que importa é que alguma coisa ali me atraia o bastante.
        E se for um leitor chato, intelectualoide, como vc disse… aí, meu querido, sou muito mais um cara que seja legal mesmo que nunca tenha entrado numa livraria.
        =D

  9. Jorge Gustavo Says:

    Nicky,

    Fiquei curioso…vc tem um blog? Qual o endereço? Deixei uma mensagem lá em cima, mas acho que vc não viu…

    Abraço!

    • Nicky Says:

      Calma, eu estava procurando o trecho do livro e digitando, rs. Já respondi ali em cima mesmo 😉

      • Jorge Gustavo Says:

        Nicky,

        Opa!!! Obrigado pelo retorno, achei bastante interessante as coisas que vc tem escrito aqui neste blog mas eu, mesmo, não tenho. Ainda.

        Só não concordo com vc quando vc disse em um comentário, não me lembro a qual postagem, sobre o Dan Brown ser um bom escritor.

        Beijo!

      • Nicky Says:

        Dan Brown NÃO é um bom escritor? Ah…

        Ele pesquisa MUITO bem os fatos históricos, constrói a trama intercalada – tipo, conta três histórias ao mesmo tempo, deixando a gente sem fôlego!-, ele faz uma boa análise de alguns quadros – sou louca por arte -, fala de símbolos, línguas, povos…
        Também gosto do que ele faz com o tempo/espaço na narrativa, prende a atenção do leitor, ele faz você ficar grudado no livro.
        Ele é genial!

        Mas precisa ter seu valor reconhecido na grandez certa.
        É livro de ler no ônibus, indo pra faculdade, ou na praia, ou só pra se distrair… Diferente de um Milan Kundera, por exemplo, ou de um Machado de Assis. São níveis diferentes de leitura.

        Mas eu não sou uma intelectual chata ou uma crítica literária arrogante.

        Tenho birra de pessoas que têm birra de best-sellers, sabe!?
        Acho que o Dan não é um deus da literatura, mas tem seu valor, sim!
        Muita gente que fala mal nunca leu, sabe?
        Mas não entremos nesse mérito.

        =)
        Gosto é igual… nariz! Cada um com o seu. Hahaha

  10. Ana Says:

    Ops, relendo me ocorreu outra coisa. “Sociopata”, se muito não me equivoco, tem muito a ver com “falta de controles sociais”, a popular “falta de noção”. Ou seja, um sociopata tem menos medo do erro e do ridículo, tenta mais, insiste e sabe querer mais do que nós, os normais, que temos que zelar por uma reputação. E todo mundo gosta de gente decidida, não?

    (considerações sobre um ex, que talvez nem pertença a essa Tríade, me deixou tonta e acabou me jogando nos braços de um bonzinho. E não me arrependo…do bonzinho :D)

    • Anarcoplayba Says:

      Correndo o risco de estar equivocado, o Sociopata é caracterizado pela total e completa falta de respeito às convenções sociais e ao convívio humano em geral. Não é que ele não tem noção do que faz. Ele tem. Mas não liga.

      Você pode entender bem melhor o conceito de sociopata se pensar, por exemplo, em engenharia social: Pessoas que convivem (até muito bem em sociedade), mas não pensariam duas vezes em subverter tudo.

      • Rafael Says:

        Somos dois.

      • Fabio Hernandez Says:

        Um bom exemplo de sociopata literário e cinematográfico é o Ripley, criado pela Patrícia Highsmith, Anarco. Vc deve conhecer.

      • Karina Says:

        Ou o personagem do Javier Bardem em Onde os Fracos não Têm Vez, embora eu ache que a psicopatia seja pouco explorada no filme, pq só pega pelo radical. Esse filme é uma loucura. Depois que assisti saí com a sensação de “gostei tanto, e não sei por quê!”.

      • Karina Says:

        Usei o termo “psicopatia” pq pensei que pudesse ser considerado sinônimo de sociopatia, mas pra tirar a dúvida dei uma pesquisada muito por alto e parece que há uma diferenciação, sim. O personagem do Javier parece que se enquadra mesmo no quadro dos sociopatas.

        Mas agora me veio à cabeça outro personagem, aí sim um bom psicopata: Leonardo DiCaprio, em Prenda-me se For Capaz.

      • Anarcoplayba Says:

        Confesso que nunca vi os filmes, Fábio.

        Falha de Currículo, I know.

  11. Nicky Says:

    Ah, e o Bond só virou um canalha depois da Vesper, ok!? (nos filmes.)

    Nos livros, se não me engano, ele chegou a se casar com uma mulher… Mas ela foi assassinada 😦

    O fato de ele ser um canalha é uma defesa. No fundo ele tem medo de se apaixonar de novo e quebrar a cara. Ele não aguentaria.

    (Não me crucifiquem! Estou falando de linguagem literária, e NÃO que a vida real seja assim. Grata.)

    • Jorge Gustavo Says:

      Olá, Nicky! Eu tb não sou, evidentemente, um crítico literário, e até acho que há autores piores por aí, tal como Sidney Sheldon (e aqui estou correndo risco de ser enxovalhado por milhares). Mas, creios que os personagens criados pelo Dan Brown tem a profundidade de um pires, não são bem trabalhados, pelo menos em minha opinião.

      Todavia, concordo integralmente com vc ao dizer que há leituras e leituras e que Dan Brown é leitura para desestressar a cabeça, num começo de férias ou para lançar numa conversa de botequim sobre religão e teorias da conspiração.

      E, fazendo um adendo, James Bond só foi casado, uma vez, em Cassino Royale mesmo, tanto nos livros quanto nos filmes. Aliás, o Cassino Royale com Daniel Craig é uma releitura do mesmo filme feito na década de 60, com James Bond sendo personificado pelo George Lazemby.

      • Nicky Says:

        Jorge, acho que todos os outros elementos da trama compensam a falta de profundidade das personagens.

        O Brown tem um estilo “Hollywood” de escrever.
        Tenho um parâmetro pra classificar as coisas, seguindo um padrão de qualidade.
        Vai de 0 a 10, sendo 0 = McDonalds, 10=Fasano.

        =)
        Por enquanto, coloco o Robert Louis Stevenson (Dr. Jeckyl and Mr. Hyde)em Fasano e o Paulo Coelho (Diário de um Mago) em McDonalds.
        Pra matar a fome, qualquer coisa serve, mas para agradar o paladar…

        (Alouca!)

      • Heleno Says:

        Nicky,

        Pra min Dan Brown e Paulo Coelho estão no mesmo nível: ambos trabalha o mítico (religião, vida e morte). A adaptação de Veronika Decide Morrer (2009) ficou um filme interessante, leve e bom de se assistir. O mesmo digo das duas últimas adaptações de Brown para hollywood.

        O Diário de um Mago dará um filme incrível, se bem produzido e trabalhado, não tenho dúvida. Quanto ao teor literário não faço delongas, há melhores livros por aí. Eu disse melhores, mas isso não significa que a obra de PC não valha nada.

        Não daria ZERO para Paulo Coelho, até porque ele tem o seu mercado/público.. 100 milhões de livros em todo mundo, em alguns países é best-seller… e muito menos a Dan Brown.

        “Joga pedra na jeni, ela é boa de acertar, ela é boa de cuspir.”

        Eu vejo muito no Brasil, um círculo de intelectuais que rotulam a obra de PC como sendo menor e medíocre… pra mim não passa de recalque de intelectuais chatos que não alcançaram o sucesso da obra de PC… o cara tem uma cadeira na Academia Brasileira de Letra.. a elite dos escritores no Brasil… hollywood já comprou os direitos de “O diário de um mago” e “Veronika decide morrer”…

        Com certeza Dan Brown não é visto como “intelectual” em seu país de origem, até porque sua obra é fincada na “ficção” com alguns detalhes da realidade e história, mas não deixa de ser ficção, pura e simples.

        Que venham as pedras, eu ouvi isso no festival de literatura em Parati (RJ), e assino embaixo.

      • Fabio Hernandez Says:

        ops, sou então recalcado. mas no hard feelings, Heleno, porque vou com a sua cara.

      • Heleno Says:

        Fábio,

        Nem sempre o recalque é ruim. Quando ele te estimula a também encontrar o seu espaço ele é positivo. E isto você fez, tem espaço.

        Durante muitos anos assinei a VIP por seus textos, simples, diretos, poéticos e verossímeis.

        Porque não lança uma 2a versão atualizado do livro “O Homem Sincero”? ou mesmo lança um romance com toda a vasta experiência literária advinda de todos esses anos?

      • Nicky Says:

        Heleno, não quero ser mal compreendida. O PC é, no MEU ranking de profundidade, McDOnalds, eu não acho que ele é um escritor nota 0. Se eu der zero pro cara mais vendido do mundo, que nota vou dar pras historinhas que EU escrevo? Não posso ser assim, até mesmo pela minha formação.

        Algumas professoras minhas da faculdade simplesmente abominam best sellers. Acho ridículo, mas respeito a opinião delas.

        Tive minha fase ‘overdose de Paulo Coelho’, devo ter lido uns 5 livros seguidos, respirando BEM fundo em cada erro de português – você falou das traduções, SIM, ele é SÓ o cara mais traduzido no mundo… SE eu pegar outro livro dele, tentarei em inglês… quem sabe passo menos raiva -, e confesso que teve um livro que eu precisei comprar, de tanto que mexeu comigo, Onze Minutos. A história é lindíssima…

        Acho que cada livro é único! Algo que transcende o autor, sabe?

        Eu classifico o PC como leitura McDonalds segundo o MEU parâmetro.
        Mas acho que toda leitura é válida quando te acrescenta alguma coisa.

        O Harold Bloom, um p**a crítico literário e professor da Yale, é um dos caras que a gente pode chamar de autoridade quando se trata de Shakespeare. Tenho um livro dele chamado “Shakespeare, the Invention of the Human.” (Altamente recomendado, FH! Conehce?)
        Conforme você lê, sente a paixão que ele tem pela obra do Will.

        Ele termina o prefácio desse jeito:
        “We are lived by drives we cannot command, and we are read by works we cannot resist. We need to exert ourselves and read Shakespeare as strenuously as we can, while knowing that his play will read us more energically still. They read us definitively.”

        Então não somos nós que lemos um texto, é o texto que nos lê.
        Há uma razão para algumas histórias tocarem tanto uma pessoa e não significarem quase nada pra outra.

        Não acho legal adotar um só parâmetro para classificar as obras e querer que toda a sociedade – com pessoas de formações, crenças, histórias de vida, educação, todas bem distintas – use do mesmo ranking e, o que é pior, concorde com ele.

        Particularmente, nunca fiquei seriamente emocionada lendo “Crepúsculo”, por exemplo. Eu li os quatro livros antes de lançarem o primeiro filme… Faz um tempinho.
        Mas tenho amigas que choraram quando leram o segundo livro.

        É um livro que teria 2 na minha escala McDonalds 0/Fasano 10, mas não porque seja ruim. Se o texto da Meyer conseguiu despertar na leitora o sentimento de profunda depressão da personagem, chegando a fazê-la chorar e ficar triste, quem sou eu pra dizer que o texto é ruim?

        E sei lá, eu estava lendo Kundera e minha mãe disse “Credo, não consegui passar da página 20!”. Se pra mim foi tão fantástico e pra ela mãe não quis dizer nada, eu vou dizer que ela é burra e que não entende nada de literatura? Não dá, né.

        Acho subjetivo demais, sabe?
        Mas enfim… Como sempre, escrevi demais.
        E como sempre, conseguimos desviar do assunto inicial, huahuahauhauhauha.

        Fábio, sugiro que no próximo post você faça uma pergunta do tipo “Respondam SIM ou NÃO.”

        ;D

      • Fabio Hernandez Says:

        O velho Harold Bloom … Fazia tempo que não ouvia falar dele. Bem trazido ao debate.
        Já o Paulo Coelho, bruxo de araque, não serve para ser lido em nenhuma das múltiplas línguas em que ele possa ser traduzido.
        Qquer hora entro no twitter dele para selecionar filosofices rasteiras dele e colocá-las em debate aqui.

      • Grace Olsson Says:

        Eu entrei uma vez e disse que discordava dele, num pensamento lá, e ele me bloqueou…kkkkkkk
        Sem falar que, mantive contatos com ele, via email, em outra época, e ELE ME SAIU PIOR QUE A ENCOMENDA. É um homem nao confiável.
        E prefiro nao comentar as obras dele, para nao soar despeitada..kkk

      • Nicky Says:

        ai, só um PS.

        Okay, é tudfo subjetivo.
        Mas o cara fazer parte da Academia Brasileira de Letras é um tanto……… ABSURDO!

        Gosto, cada um tem o seu.
        Mas isso já vai além do mau gosto!

      • Heleno Says:

        Nicky,

        Em nada 100 milhões de livros vendidos, cadeira na Academia Brasileira de Letras, livros traduzidos para mais de 80 idiomas, dois filmes em Hollywood (já lançado, e outro em produção) tendo por base dois livros seus – são critérios que você julga subjetivos. São bem claros, o cara tem o valor dele (!) e o a academia viu isso, e não é absurdo ele ter sido escolhido. São os tempos.

        Apesar do estilo de literatura que ele pratica ser abominável para você, isso não tira o mérito dele. Aqui vejo a diferença básica entre gosto (ou mal como você mesma definiu) pessoal, e mérito de um autor.

        Pra mim não é mau gosto nem a leitura daqueles livros na banca de revista que tem na capa um cara musculoso salvando uma mulher linda vestida como uma princesa… ou aqueles que falam sobre novelas… aqueles são os pocke books mais vendidos de todos os tempos.

        O que é subjetivo mesmo é o mau gosto e a definição do mesmo!

      • Nicky Says:

        Considerando que o fundador da Academia foi Machado de Assis, parar no PC é decadência.

        Lógico que ele tem seu valor, mas a gente não poder esquecer do ‘padrão de qualidade’.
        Eu adoro os livrinhos de capa vermelha… Principalmente os da série Fuego!

        Mas me desculpa, dizer que ele é bom só porque vende muito é como colocar Truffaut e Manoel Carlos no mesmo patamar.

        #NOT

        Sucesso comercial é sucesso comercial.
        Literatura muito bem escrita é literatura muito bem escrita.
        Period!

        Se a Academia Brasileira de Letras se prostitui pro público alvo que compra auto-ajuda, aí já não é comigo, pobre professorinha de Português.

        (Não quero nem pensar no que o Antônio Cândido diria!)

      • Heleno Says:

        Nicky

        A literatura mudou: o ufanismo nacional não é o que faz os livros serem desejado pelas pessoas no Brasil e no mundo.

        A academia sabe disso: a padrão das pessoas que compram e lêem mudou desde do século XIX 😀

        “Qualidade” é outra coisa questionável, quando analisamos público-alvo (leitor)… tenho amigos que lêem livros sobre advogados (ficção), assassinatos, terror e poucos lêem romance rebuscados de 500 páginas… como o “Guerra e Paz”…

        Paulo Coelho é ótimo para discutir, exatamente porque rendem boas discussões. Como esta 😀

        Todos estão certos nela – há vários pontos de discussão: estrutura narrativa, personagens, enredo e a proximidade da história com a realidade das pessoas.

        Me parece que em pleno século XXI os leitores estão interessados nisso, e o PC sabe como ninguém produzir livros com esse teor.

        Só não curto a “filosofia coelhiana” que criou em torno das obras.. tais como, o manual do guerreiro da luz… 😀 ainda assim, tem um valor moral… sei… sei.. 😀

        No fundo as pessoas precisam de “segurar” em algo para poder seguir com suas vidas. Grande maioria das pessoas gostam de histórias que inspirem (amor, coragem e sucesso) e os intelectuais algo que os ajudem a construir teorias, idéias e alguns casos, até livros.

        No demais é isso: a literatura moderna e sua função da nossa sociedade, se segmentou ao extremo… explico, lembro-me do dia da estréia do filme-catastrofe “2012”, ao sair do cinema fui à Saraiva e vi o livro “Como sobreviver ao 2012” 😀 puro oportunismo..

        E hoje eu vi um mais engraçado ainda “como se tornar o pior aluno de suas escola”… 😀 há meus tempos de 2o grau…

        A indústria do livro não se prostituiu, ela se adequou aos novos tempos. Sendo sarcástico: a igreja deveria fazer o mesmo.

        Cabeça aberta sempre!

      • Fabio Hernandez Says:

        ops, Guerra e Paz não é rebuscado. é simples e profundo, vc lê os dois volumes de 600 páginas (que tratam da vida na Rússia na época da guerra napoleônica) como se estivesse lendo um folhetim.
        rebuscado, confuso é o Dan Brown com suas tramas absurdas.

      • Nicky Says:

        Para estar na Academia Brasileira de Letras, o requisito MÍNIMO é saber escrever português.

        Não, a ABL não tem o meu respeito.


        E a indústria do livro tem mais é que se prostituir mesmo!
        Agora, admitir essa prostituição da parte da Academia seria como colocar a Geisy pra me dar aula de Ética.
        Na minha Universidade Presbiteriana.
        De vestido rosa.

        Tenho a cabeça aberta, mas tem coisas que… Ah, Heleno, me desculpa, mas não dá! Vai além do bom senso!

        O povão só não lê Shakespeare, por exemplo, porque não lê NADA de maneira geral.

        Pensar é difícil. Pensar dá trabalho.
        Pense nisso.

      • Heleno Says:

        Já vi que você é teimosa, então aguardemos mais alguns anos até a maturidade chegue.

        Muito me preocupa o seu comentário sobre a Geisy, ninguém pode ser rotulado(a) pela roupa que veste. Pra mim aquilo foi PRECONCEITO puro e violento contra as mulheres. Ninguém que tenha ao menos uma educação básica pode compactuar com aquilo.

    • Karina Says:

      Nick,

      “Há uma razão para algumas histórias tocarem tanto uma pessoa e não significarem quase nada pra outra.”

      É exatamente isso que defendo. Pode haver livros melhores ou piores técnica ou esteticamente, mas cada livro tem seu valor individual, e o que o torna mais ou menos relevante para fulano ou beltrano é o tanto que ele é capaz de tocar a alma da pessoa, o quanto de empatia consegue provocar. Isso vai depender sempre antes de que lê do que da história em si.

      • Heleno Says:

        Concordo.

        E o cinema prova isso também. Explico: há uma filme “Irresistível paixão (1998)” baseado em um romance simples, de bom enredo – que 9 em 10 pessoas que eu emprestei disseram adora-lo até compraram depois…

        Tudo bem George Cloooney e Jennifer Lopez agrada a gregos e troianos, mas a história clássica dos opostos que se atraem..

        Tem brilhante cafajeste que se apaixona por uma linda policial.. que antítese -> http://www.imdb.com/title/tt0120780/

      • Heleno Says:

        PS : A palavra “uma” é culpa do meu entrosamento sabático com o garçom búlgaro que trabalhava no bar de rock que eu freqüento 😀 somado isso a muita vodka 😀

      • Fabio Hernandez Says:

        Ops, garcom búlgaro, Heleno? Se for cigano, com certeza afana a gorjeta dos colegas garçons.

  12. Jorge Gustavo Says:

    Ah! E sobre este post, especificamente, acho que faz parte da vida moderna alternarmos papéis periodicamente. Não há homem que já não tenha sido cafajeste para uma e bonzinho para outra.

    Assim como não há mulher que já não tenha agido inadequadamente com um e com propriedade com outro. Eu mesmo já tive uma ex que certamente me fez sofrer como a um condenado mas que, ao meu sucessor, o tratou a pão-de-ló.

    E eu mesmo já tive meus momentos de cafajestajem involuntária…

    • R. M. Gonçalves Says:

      … e essa inconstância de comportamentos, meu amigo Jorge, pode ser que faça bem, pois assim sabemos o que é melhor — que traz bons resultados — e escolhemos o que queremos ser (mais cafageste ou mais bonzinho) conforme vamos mudando.
      Mas o você falou é verdade; tendemos a agir de uma maneira diferente e específica diante de cada tipo de pessoa.
      Estranho isso, não?

      • Jorge Gustavo Says:

        Acho que tudo se resume ao fato de não aceitarmos o amor quando ele surge, como se julgássemos não sermos merecedores daquele amor. É mais ou menos como a máxima do Groucho Marx: “recuso-me a frequentar clubes que me aceitam como sócio”.

        Aliás, existe um livro de Alain de Botton, “Ensaios de Amor”, no qual ele versa um capítulo inteiramente sobre como esta máxima se aplica ao relacionamento amoroso. O livro – o qual eu ainda não acabei – é muito bem escrito e se propõe a ser uma análise racional e filosófica de cada etapa da relação – do flerte ao final.

        É claro que, por se tratar de um tema tão espinhoso – as relações humanas – o livro não pode ser considerado como a palavra final para entender uma relação amorosa – independente da orientação que ela siga.

  13. Rafael Says:

    Muito me agrada o caminho do meio. Nem bonzinho, nem cafa.

  14. Marcelo Says:

    Se o cara for muito bonzinho as mulheres “montam cavalo” se for mto “cafa” não tem mulher q ature por mto tempo, a não ser q esteja mesmo interessada em sexo apenas.
    Eu Já fui um romantico bonzinho, como Fábio disse, daqueleas q enxugam as lágrimas da guria…Todavia não me tornei tbm um cafajeste, apenas aprendi a nao ser tão bobo.

  15. R. M. Gonçalves Says:

    Olá FABIO e todos os convivas daqui:
    Me permita fazer uma meia-digressão nos posts para indicar um filme maravilhoso que assisti ontem no cinema; tem tudo a ver com tudo que está não só nesse texto, mas em muitos outos textos desse site. Chama-se “Ah… o amor”.

    É um filme italiano esplêndido. Versa sobre tudo: relacionamentos, traições, sexo, juventude perdida, religião, impermanência, início e fim de romances, comportamentos, etc.
    Uma profusão de temas e assuntos numa avalanche alegre e organizada de cenas que vão deliciosamente passando na tela. MUITO engraçado e muito inteligente! Um filme pra rir… chorar… depois rir até chorar… ter ataques súbitos de gargalhadas, refletir, aprender, filosofar… VALE CADA MINUTO!
    Acho que qualquer pessoa não poderia morrer sem ver esse filme 😉

    A quem interessar, abaixo a sinopse:
    http://refilmagem.com.br/filme/ah-o-amor

    Trailer:

    PS: não encontrei o trailer legendado, só dublado (eca!)

    Abs, Robson.

  16. Pê Sousa Says:

    Nick, te digo: leio Brown e nem por isso me sinto menos inteligente, como tem muita gente que acha isso. Mas também sei conpensar com leituras bem mais intelectualizadas, como Roth, Maugan e Dostoiévski

    Xeros Juazeirenses

    • Nicky Says:

      Pê,

      Li dois livros do Dan Brown, que peguei emprestados.
      Mas nunca mais voltei a abrir.

      Quando li o Kundera, eu PRECISEI comprar o livro num sebo depois…

      Aquelas leituras pra fazer sempre, sabe? Pra ler, reler, rereler, anotar, usar num texto meu, e depois ler mais um pouquinho.

      Outra comparação?
      Todo mundo é capaz de tomar somente água (de líquido) durante o dia.

      Mas ninguém dispensa um Nescau geladinho, batido no liquidificador, até fazer espuminha…
      Dá mais trabalho, mas não é muito melhor começar o dia assim?

      O Brown é legal. Ponto.
      Mas se você quer profundidade, não é exatamente a melhor escolha.

      Mas tenho certeza de que você lê com a consciência de que não é uma masterpiece da literatura universal.
      Neste caso, estamos todos perdoados.

      E Amém! huahauhauhauhauhau

      • Grace Olsson Says:

        Nicky, o Kundera é um autor para toda vida.
        Acho que ele é o único autor – depois do Machado de Assis – que me fez lê-lo, mais que 4 vezes. O mesmo livro.
        Bjs e dias felizes!

  17. Heleno Says:

    A máxima entre os cafas…

    “O maior vacilo de um cara ao conhecer uma garota que lhe interessa sexualmente, é tentar fazê-lo como amigo. Deixe claro nos primeiros momentos que amizade é ótima, mas você quer algo mais… e insista.”

    E mais lenha na fogueira:

    “Um bom cafa nunca acredita (ou finge acreditar…) que existe amizade verdadeira com uma mulher gostosa, linda e inteligente. Ele é própria prova que isso não é possível.”

  18. Pê Sousa Says:

    Ah, Nick
    ia-me esquecendo, gosto muito de Nescau, principalmente naqueles dias de chuva quando não se tem vontade de sair, mas apenas ficar em casa, uma xícara fumegante de Nescau, um bom livro e a indelével companhia da solidão “boa”.

    Anotei sua sugestão sobre o Kundera…

    Xeros juazeirenses

  19. Jorge Gustavo Says:

    Meus caros,

    Li toda a polêmica levantada sobre o Dan Brown e o Paulo Coelho…

    …e o que eu acho dos dois autores é que eles fazem parte de uma literatura dispensável, que não te agrega nada, mas que podem ser muito úteis para passar um tempo no qual vc não esteja muito com vontade de elocubrar teorias para aprimoramento da condição humana…

    …vivemos numa modernidade na qual as pessoas não encontram saídas para os males que afligem sua alma e estes dois autores, por exemplo, suprem esta carência. Mas eu não condeno quem os lê e os tem como autores de cabeceira.

    Foi mencionado, ainda, que Paulo Coelho teve seus livros transformados em filme. Isto não é garantia de que o livro seja bom, mas sim a tentativa de expandir o sucesso alcançado em outras mídias.

    Concordo, também, com os comentários travados acima de que as leituras tem diferentes significados para quem as realiza. Peguemos Harry Potter – eu tenho amigos que conseguem fazer verdadeiras teses sociológicas a respeito do que está escrito, enquanto eu não consigo vê-los como uma tentativa, apesar de bem sucedida financeiramente, frustrada de recriar um fantasia que foi trabalhada, de maneira soberba, por J. R. Tolkien.

    A literatura pode ser vista como mais uma forma de fazer negócios e ganhar dinheiro – assim como há produtos destinados para determinados nichos de mercado, há leituras destinadas para determinado público e seus autores não podem ser condenados por isso, vide o caso de Crepúsculo (como tb já mencionado acima).

    Bem, é isso que eu tinha para falar, obviamente, sem o rigor crítico da nossa colega Nicky.

    • Heleno Says:

      Jorge Gustavo disse:

      “Foi mencionado, ainda, que Paulo Coelho teve seus livros transformados em filme. Isto não é garantia de que o livro seja bom, mas sim a tentativa de expandir o sucesso alcançado em outras mídias.”

      Não acha contraditório dizer que um livro não é bom porque fez sucesso no mercado editorial? Deixa ver se eu entendi… ter “sucesso” não significar ser bom… hummm é isso? Não é bom pra quem? pra quem não compra ou pra quem o lê?

      Quando a literatura quando era esclusiva para a classe burguesa, era recheada de termos, verbetes e jargões pouco acessíveis aos “incultos” era uma forma social de definir as classes sociais. É incrível que ainda em pleno século XXI pessoas pensem dessa forma, segreguem as outras pelo que lêem..

      Em pouco mais de 100 com o avanço da indústria cultural do livro, temos vários nichos de literatura, de todos os gostos e temas. E é um tremendo erro de analise comprar livros de estilo complemente diferentes. Uma literatura não é boa ou não se vende pouco, ou se vende muito… mas sejamos francos, ainda não conheci livros ruins que tenham milhões de exemplares vendidos… e ninguém vai investir milhões em um filme para salvar um livro… a não ser que seja bom o suficiente para ir as telas…

      Contra fatos não há argumentos.

      Nunca li um livro do sr PC, mas se alguém me pergunta o que acho dele digo: “É um escritor de sucesso”.

      • Heleno Says:

        No quarto paragrafo, na linha três onde está escrito “comprar”, leia-se “comparar”

        Grato!

  20. Nicky Says:

    Dear Heleno,

    Leia Paulo Coelho, pelo menos para saber do que está falando.

    Esse café com leite de “a gente tem que se adaptar à grande massa” é admitir que devemos aceitar a ignorância e, o que é pior, nos resignarmos diante dela.
    Sim, acho que “dialogar com a massa” é fundamental, mas acho abominável a política “panem et circenses”. O objetivo é domesticar o público e deixá-lo burro, acho isso ridículo.
    Meu trabalho é ensinar as pessoas a pensar, e não o contrário. Logo, jamais vou concordar que quantidade é sinônimo de qualidade.

    Quanto à Geisy, não gosto dessa “mania de vítima” do brasileiro.
    1. Sim, o que fizeram com ela foi trágico, nenhum ser humano merece aquilo.
    mas 2. Eu preciso DE VERDADE dizer o que eu pensaria de uma menina andando pela minha faculdade com aqueles trajes?
    O que não anula o 3. As pessoas que fizeram aquilo com ela são selvagens e imbecis.

    Quanto à literatura do século XIX e o recalque, OH, PLEASE!
    Se a revista Tititi publicasse toda semana um capítulo de “Senhora”, do José de Alencar, você teria o livro dele nos “10 mais vendidos” do Caderno 2 do Estado de SP. Senti um sutil preconceito de vossa parte para com a literatura não-contemporânea.

    Quanto à minha postura, acho que o senhor, do alto de vossa maturidade, deveria ter um embasamento melhorzinho antes de ser agressivo. Ainda mais comigo. Primeiro porque eu não lembro de ter perdido a elegância e nem de ter feito qualquer comentário radical sobre qualquer assunto que seja. Segundo porque a minha idade não tem relação ALGUMA com o meu histórico escolar. Mas se te ofende o fato de a minha “opinião” ser reflexo de anos de pesquisas feitas por recalcados em comunicação, literatura e sociologia, peço que me desculpe!

    Talvez eu deva jogar minha formação no lixo e assistir Zorra Total em vez de ler Machado de Assis pra dar umas risadas.

    Sem mais.

    • Jorge Gustavo Says:

      Eu tenho para mim que 100 milhões de exemplares vendidos não é sinônimo de boa qualidade literária e, torno a insistir, ter a obra transformada em cinema também não o é.

      Eu passei o final de semana tentando lembrar de algum livro péssimo transformado em cinema, mas não encontrei. Gostaria de uma ajuda…

      Paulo Coelho, Dan Brown, Rhonda Byrne (a autora de O Segredo) aproveitaram uma carência, que eu julgo de caráter espírito-intelectual, e resolveram ganhar dinheiro em cima desta carência. Nada contra, mas o fato de terem vendido toneladas de exemplares não os configura como boa literatura. O problema é que as pessoas não tem conhecimento e acham estas obras o supra-sumo da literatura. É mais ou menos como aquela máxima: “no deserto, se vc não sabe o que é água, acaba tomando areia…”

      Mas, confesso, não entendi a polêmica com a literatura do século XIX, vc poderia me esclarecer???

      AH, sim: adorei sua citação a Truffaut: ah, ninguém discorre sobre o amor como ele!

      • Nicky Says:

        “A academia sabe disso: o padrão das pessoas que compram e lêem mudou desde do século XIX.
        (…)
        e poucos lêem romance rebuscados de 500 páginas… como o “Guerra e Paz”…”

        Vem daqui.

        Sei lá, os clássicos não são recalcados.
        Se têm esse status, é porque são atemporais… Não?

      • Jorge Gustavo Says:

        A fluidez da nossa realidade se aplica a tudo, de relacionamentos até literatura. A sociedade busca literaturas efêmeras, que não agreguem nem necessitem maiores esforços por parte do intelecto.

        Os clássicos são, naturalmente, clássicos por serem atemporais, por resistirem a esta fluidez. Mas demandam uma atenção que as grandes massas não estão dispostas a dispender. Daí termos obras de baixo rigor literário fazendo enorme sucesso.

        Eu não condeno quem só lê este tipo de obra. O que eu condeno é a pessoa se limitar a este tipo de realidade, não se sujeitando a conhecer novos pontos de vista que possam fazê-la redefinir seus conceitos e visões de mundo.

      • Heleno Says:

        Jorge,

        A literatura do século XIX foi marca pelo romantismo, ultra-romantismo, naturalismo e um certo ufanismo. Posso citar algumas obras de espessa leitura que definiram a literatura do século XIX. A leitura era para poucos, em algumas países até proibida (!)

        Hoje a literatura tida como “válida” é milhões compram, se configurando assim no o atual critério da indústria do livro. “A voz do povo é a voz de Deus”… por isso livros medíocres raramente viram filmes em Hollywood. E mais, livros de sucesso são de simples entendimentos, pouquíssimos verbetes que requeiram dicionário para uma leitura no ônibus, por exemplo.

        Eu também condeno que se limita a apenas ler clássicos e dizer que o resto é vazio, árido e sem qualidade.

        Parafraseando Jorge: “Eu não condeno quem só lê este tipo de obra. O que eu condeno é a pessoa se limitar a este tipo de realidade, não se sujeitando a conhecer novos pontos de vista que possam fazê-la redefinir seus conceitos e visões de mundo.”

        Assino embaixo,

        Um abraço

    • Heleno Says:

      Vicky,

      Uma pessoa tão jovem com idéia tão medievais quanto à literatura… isso me preocupa.

      • Nicky Says:

        Heleno, no hard feelings, também vou com a sua cara.

        Minhas ideias não são medievais.

        Acho que houve um grande mal-entendido por aqui.
        Como eu disse, adoro “livro que vende”. Acho que são fundamentais para o nosso entretenimento.

        E também não sou uma férrea defensora dos clássicos.

        O que eu tentei colocar – e acho que falhei, vendo onde chegamos – foi que entretenimento não deve ser levado a sério quanto à qualidade literária.

        Eu citei a Meyer, não foi?
        Em cada livro da Saga Crepúsculo, ela faz uma releitura de um clássico.
        Usa linguagem e tema (e os clichês) que dialogam com os adolescentes.
        “Twilight” não pode – e nem deve – ser comparado a “Pride and Prejudice” em profundidade e estilo, mas eu acho completamente válido usá-lo como ponto de partida. Em 2002 eu estava na 8ª série, minha professora de português levava Vinícius de Moraes numa aula e Shakespeare na aula seguinte.

        Enfim, não vou me estender pra gente encerrar esse assunto logo e não causar mais mal-entendidos.

        Mas sobre UMA coisa eu não gostaria de ser mal-interpretada:
        Nossa preferência por um ou outro autor não pode ser confundida com crítica literária com embasamento teórico. Period.

        Reitero minha sugestão, dessa vez mais delicadamente: leia Paulo Coelho.
        O primeiro livro que li foi pensando “Quero conhecer pra saber falar bem ou mal com propriedade.”

        Ainda sobre eu ser medieval, se eu publicasse meia dúzia de títulos da minha biblioteca, você diria que eu tenho 14 anos.

        Insisto na tecla do Ecletismo (ou Ecleticismo, whatever). Mas sabendo exatamente como separar as coisas.
        Espero ter me expressado bem desta vez, lemme know.

        E pra selar a paz, vou contar um segredo que atesta minha Ecleticisse (acabei de inventar essa palavra!).
        Constam na minha playlist: Astor Piazzolla, Metallica, Rod Stewart e Gaiola das Popozudas. Todos co-existindo em perfeita harmonia.

        Certo!?

      • Karina Says:

        Ai, gente… será que agora bandeira branca pode tremular lá no mastro?
        A discussão estava ótima, mas comecei a ficar inquieta com a possibilidade de um desfecho trágico rsrs

        =D

      • Nicky Says:

        hahahahahaha…

        Não, diplomacia é fundamental.
        Ainda mais entre as pessoas que leem Fabio Hernandez.

        Só podem ser gente boa! ^^

        (Ah, as discussões entre você e o Tarso são bem melhores! ;D)

      • Karina Says:

        kkkkkkkkkkkkkkkk

        Anarcótico, nemesice tem uma fã!

        ;-p

    • Anarcoplayba Says:

      Olha… sobre essa história da Geisy e do vestidinho vermelho, a única coisa que eu tenho a dizer é:

      Ela já deu o que tinha que dar.

      • Nicky Says:

        must… not… make… jokes…

      • Petite Poupée Says:

        Essa não K, eu fui a primeira a cantar essa pedra da nemesice há um tempão huahuauahua

      • Anarcoplayba Says:

        É que eu e a Ka temos uma relação tipo Espada Quebrada e Neve que voa. A gente se adora, mas sempre acaba saindo na porrada.

        (figurativamente falando, claro.)

      • Karina Says:

        Ah, sim, PetitE… só que vc não declarou sua fãzice da nemesice, e foi isso que falei da Nicky. Mas sua cantada de pedra foi bem registrada rsrs ; ))

        Espada Quebrada e Neve que Voa conheço não, Anarcótico. Mas vc pode ser o fio d’ovos que eu fico sendo a cerejinha, tá bom simples assim.

      • Anarcoplayba Says:

        Que absurdo, Nê… Assista “Herói” que vc vai entender… se se empolgar, assista tbm “O Clã das Adagas Voadoras”.

      • Karina Says:

        Sim, senhor! De Herói nem nunca ouvi falar, que me lembre, mas o Clã é famoso, só n assisti.

        Depois da rapadura, descobri uma metáfora pra vc tb hehe Em momento oportuno ela surgirá.

      • Petite Poupée Says:

        Pô K, agora ficou claro q vc nunca me levou a sério…sacanagem rss

  21. Nicky Says:

    PS.: Depois de um exaustivo trabalho de apuração, informo aos senhores e senhoras (não sei por quê, mas informo mesmo assim) de que Paulo Coelho não é presidente da Academia Brasileira de Letras. (Ufa!) Ele apenas ocupa a cadeira de número 21.
    O presidente se chama Marcos Vinicios Vilaça. (E tem tudo pra cair nas nossas graças. É jornalista, advogado, professor e poeta.)

    Beijos.

    • Anarcoplayba Says:

      Ou seja: É tipo um Frankensteins dos leitores, comentadores e autor desse blog.

      It’s ALIIIIIIIIIIVEEEEEEEEEE!

    • Karina Says:

      oi, gente! 😉

      Nicky, cheguei ao cúmulo de voltar lá as 56 msgs(rs) só pra achar onde foi dito que o Coelho seria presidente da ABL. Não em lembrava disso ter passado pela discussão, e olha que acompanhei tim-tim pot tim-tim rsrs E n achei =/
      ou estou cega ou… estou cega.
      mas td bem, já tá esclarecido.

      • Fabio Hernandez Says:

        ops! se o paulo coelho fosse presidente da abl eu já teria pedido asilo a meu amigo pn no exterior. prefiro a companhia de um cossaco russo ou a de um cigano búlgaro a suportar uma página do pc.

      • Nicky Says:

        Ka, preguiça master de ler tudo de novo.
        Se eu não escrevi, eu pensei, deve ter sido isso, rs.
        Hoje eu parei pra pensar e fiquei deprimida.

        Enfim, está esclarecido ^^

        Fabio, é bom seu amigo pn ser dono de uma pensão, já que serão bastantes as pessoas que vão pra lá também!
        (hipoteticamente, of course!)

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