Sobre a traição


VOCÊS ACHAM QUE tem solução este casamento?

Os fatos: a mulher, de quase 60 anos, três filhos, fica chocada com a doença que está matando um amigo. Antes de morrer, ele pede a ela que olhe por seu filho único, de 19 anos. Ela promete que sim. Morto o doente, ela se aproxima, maternal, do garoto 40 anos mais novo. Mas logo o sentimento maternal vai sendo substituído por lascívia, por instintos básicos, e os dois se tornam amantes na clandestinidade. Ela pede a empresários conhecidos que financiem um projeto do jovem namorado, um café. Consegue, e o café é aberto. O caso não dura muito. Ela pede o dinheiro de volta e nada. Desesperada, tenta se matar e nada. O marido finalmente sabe de toda a história. Diz que perdoa a mulher e que ambos vão se empenhar em resgatar o casamento.

É uma história real em que o fato central é a traição.

Vou dizer o que acho sobre o tema da traição, quer de uma mulher ou de um amigo. Lembro uma frase que li num romance de John Le Carré, um dos meus escritores favoritos, um mestre das tramas de espionagem. Um personagem diz a seguinte frase: “Mulher que me estapeou não teve uma segunda chance.”

É isso, folks.

Para mim, a pessoa que trai não tem uma segunda chance de trair.  Uma ponte foi explodida e jamais pode ser reconstruída como era antes, quer seja no amor, quer seja na amizade. Já traí uma mulher e fui supostamente perdoado, mas era uma anistia só na embalagem, como o tempo rapidamente mostraria. Já fui também traído por uma mulher, e logo vi que também minha anistia era fajuta. Era a parábola de Le Carré: não havia, verdadeiramente, uma segunda chance. Conheço gente que tentou, e foi um tormento.  A lembrança acorre, a cicatriz se reabre imprevistamente, o sangue jorra sobre a paz e a felicidade. Aprendi, traindo e sendo traído no amor, que você tem que pensar muito bem antes de dar o passo a partir do qual não há volta.  O marido do caso que contei está dizendo que perdoou a mulher. Sinceramente: não acredito. Quero ver no quarto do casal, na hora de dormir, o que eles vão conversar. Num caso clássico, Hillary Clinton perdoou, entre aspas, o marido Bill, segundo é amplamente acreditado nos Estados Unidos, em troca do apoio a sua candidatura presidencial, afinal frustrada por Barack Obama. Um perdão de mentirinha.

Na amizade é o mesmo. Montaigne escreveu que dois amigos são como um tecido tão bem cosido que você não nota a costura. A traição despedaça este tecido tão sublimemente descrito por Montaigne, que mesmo com uma alma quase invencível pela filosofia estóica que praticava ficou simplesmente aniquilado pela morte de seu maior amigo, La Boetie. São comoventes as palavras de Montaigne, em seus Ensaios, sobre seu amigo morto.

Há uma cena em Era Uma Vez na América, de Sergio Leone, em que dois caras que tinham sido os melhores amigos na infância e juventude se reencontram, já maduros. Um está rico, o outro pobre. O amigo rico se encheu de dinheiro por ter traído o outro. Todo o dinheiro que ele tem não lhe traz paz, no entanto. Ao olhar o amigo traído, ele tenta alguma reconexão.  “Lembra …” Impassível, o amigo traído diz: “Uma vez conheci alguém e gostava muito dele. Mas esse alguém morreu.” E vai embora, sob a música acachapante de Enio Morricone.

O amigo que trai, como a mulher que dá um tabefe na reflexão de Le Carré, não tem, para mim, uma segunda chance de trair. Você pode vê-lo por acaso na rua, como no filme de Leone, mas ele é apenas um fantasma, a imagem evanescente e desfocada de alguém em quem certo dia você confiou.

60 Respostas to “Sobre a traição”

  1. Luiz Cordeiro Says:

    Traição, traição.

    Ainda esta idéia antiquada de que se pode ser senhor de outra pessoa. Isto já não faz sentido, ninguém é de ninguém. O perdão existe, sim: Te perdoo por te trair.

    • Fabio Hernandez Says:

      Nelson Rodrigues. Te perdoo por te trair. Na literatura funciona. Na vida prática, é um pouco mais complicado, meu caro Luiz.

    • Eliane Says:

      Não concordo… Não é questão de ser dono ou não de alguém e sim de respeitar a pessoa com quem você está!
      Isso de a pessoa trair por culpa do outro é ilusório… É querer colocar a culpa do seu próprio egoísmo no outro…

      • Anarcoplayba Says:

        Agreed com Elaine.

        Trair é trair. Do as thy will, mas não culpe o outro.

    • lucia Says:

      fui traida não sei por tanto tempo,mas agora não faz nenhuma diferença,jáestou divorciada assim que ele falou que ele falou da amante.tive uma crise nesse dia e só.agora não sinto saudades não,a minha preoculpação é com meus 2filhos,tenho agora outras coisas para pensar eu acho que não amava mas só estava acomodada no casamento.

      • lucia Says:

        eu ti novo o que mas me deixa confornada é que ele foi embora com a amante com um acordo está sendo sustentada por ela,que fim de carreira essa amante,ainda de ser amante tem que bancar o homem casado mais agora divorciado,para ficar com ele,será que isso é amor ou safadesa quero resposta.

  2. Camila Says:

    Ah aí está você!
    Você voltou, de verdade com seus textos ótimos. Tava sentindo falta já.

    Concordo contigo dessa vez, traição é fruto de um relacionamento que se está se acabando. Não tem como dar certo depois. Não é uma questão de ver o outro como uma posse ou de perder a pessoa. Acho que é apenas o fato de a pessoa não estar mais em sintonia, de haver a quebra da vontade absoluta de estar junto, de ter desejo pelo companheiro. Traição e sinal que está enjoado da relação.

    • Fabio Hernandez Says:

      Elogiou criticando ou criticou elogiando, Camila?

      • Camila Says:

        Elogiei elogiando mesmo!!

        Me desculpe o desabafo no início do post, mas é que eu não tava curtindo aquela “vibe” das listinhas dos teus textos anteriores. Acho muito simplório ficar compilando regras e normas para “isso”ou para “aquilo”.

        Você consegue escrever tão bem sobre as coisas que me parece um desperdício ficar apontando métodos e maneiras de ser ou fazer. Mas enfim, o blog é seu e você escreve o que você bem entender. Eu apenas leio-o com prazer.

        Abraços

  3. R Says:

    Há traições e traições. Na minha tolice, acreditava haver diferença entre fidelidade e lealdade; Houaiss e Aurélio dizem que não, devem estar certos.

    Na vida real, não vou dizer que não há perdões, embora certo que não há esquecimento e isso sim, pode ser o fim para qualquer relacionamento, seja amoroso ou de amizade, ou mesmo a combinação de ambos. Até porque a sombra e o receio de um segundo episódio, da repetição de todo o sofrimento, fazem optar pelo nunca mais.

    A segunda chance pode ser dúbia, mas se acontece, há de ser diferente e, infelizmente, acontece sob agouro de um fantasma. Se há perdão verdadeiro, não sei… há arrependimento verdadeiro?

    • Fabio Hernandez Says:

      R, você por aqui! Gente fina. O arrependimento pode ser verdadeiro, na minha opinião, mas isso não é suficiente para que a ponte explodida se reconstrua.

      • Re Says:

        Como já disse Fernando Anitelli: Esquecer não é perdoar.Posso até esquecer… mas não perdoar… ou Perdoar mas não esquecer.

        Ambos levam ao mesmo caminho: o FIM!

  4. Heleno Says:

    Aquele texto anterior sobre pornografia te colocou numa situação em que achei que você tinha perdido a sensibilidade de tratar temas realmente difíceis e profundos para dar algum juízo a homens e mulheres.

    Concordo com cada palavra de seu texto “Sobre a traição”. Não há perdão “verdadeiro” para traição, quer seja de amigo, quer seja da mulher que escolhi para amar. Você coloca tudo numa relação, sua alegria, sua paz, seu sossego, sua vida…

    e a pessoa vira um fantasma de tudo aquilo que você sonhou e quis.. como diria Bob Marley:

    “As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!

    • Karina Says:

      Heleno, sobre o texto anterior…
      Acha que o texto em si o colocou (ao Fabio Hernandez) nessa situação que vc definiu, ou a forma como os comentários acabaram sendo conduzidos?
      É só para eu entender mesmo o que quis dizer, embora n tenha se dirigido a mim. A propósito, já me desculpo pela intromissão 🙂

      • Heleno Says:

        Divertida Karina,

        Achei o posto vago e sem valor “amoral” ou “moral” me parecia uma discussão antropológica árida sobre arte X luxúria… e sem ofender aos colegas que participam dos comentários, também achei que tiveram uma parcela de participação no desenrolar da discussão…

        Mas normal, há assunto para todos os gostos, credos e religiões. Não cabe a mim julgar certo ou errado, apenas não julguei “adequado” o tópico á proposta do blog “Homem Sincero”… Fábio não foi tão a fundo na questão… e a discussão acabou na superfície… na pornografia… 😀

        Eu li a história que deu origem ao brilhante tópico de hoje, sobre Traição, escrito pelo Nogueira.

        Mais uma vez parabéns Fábio, por fazer as pessoas discutirem assuntos como o de hoje. Essa sim, a grande tragédia amorosa, a traição.

      • Heleno Says:

        Divertida Karina,

        Me despeço aqui, o barman cosaco me aguarda no bar! Tomarei muitas vodkas! 😀 até mais carioca!

      • Fabio Hernandez Says:

        Também me desculpo pela intromissão, mas … achei tão boa a discussão sobre o Courbet, o Ingres etc. Até o Manara surgiu, e bem.
        Este é um grupo adulto, inteligente, compartilhador e sequioso de discussões.
        Não estou criticando a crítica do Heleno. Mas discordo.

      • Heleno Says:

        Me parafraseando: “Fábio não foi tão a fundo na questão… e a discussão acabou na superfície… na pornografia… ”

        Eis porque da minha crítica. E corroborando com a mesma, o nível da discussão também não foi tão interessante… pin-ups! aquilo era sensacional…

        Acredito que viram que eu não participei da discussão… mas não é crítica, simplesmente não me motivei ao ler o post e a discussão…

        Eu sou chato mesmo! 😀 desculpe se isso ofendeu alguém, não era a idéia.

    • Fabio Hernandez Says:

      Bob Marley … Sabe o que me lembro de mais marcante nele, Heleno? O enterro dele, na Jamaica, e as pessoas dançando Three Little Birds que tocava alto. Don’t worry about a thing … Grande Bob, may God be with him.

    • Nina Says:

      Vou me intrometer também!

      Gostei tanto do post (do quadro polêmico) quanto das discussões, que oscilaram entre reflexões interessantíssimas sobre arte, piadas, opiniões sobre pelos pubianos (ter ou não ter, eis a questão), indicações de leitura, enfim..

      That’s not real life? Ou será que alguém fica, 24h por dia (até em sonhos), buscando o que há de mais profundo e reflexivo em todas e quaisquer questões humanas? Why so serius?

      E porque não discutir pornografia? Sexo? Arte? Drogas e rock and roll?

      Citando um colega do outro post, “Tudo não está nos olhos de quem vê?”

      • Karina Says:

        Pois é…

      • Heleno Says:

        Karina e Nina,

        Me parafraseando: “Fábio não foi tão a fundo na questão… e a discussão acabou na superfície… na pornografia… ”

        Eis porque da minha crítica. E corroborando com a mesma, o nível da discussão também não foi tão interessante… pin-ups! aquilo era sensacional…

        Acredito que viram que eu não participei da discussão… mas não é crítica, simplesmente não me motivei ao ler o post e a discussão…

        Eu sou chato mesmo! desculpe se isso ofendeu alguém, não era a idéia.

      • Karina Says:

        rsrs

        Acontece. Há temas que inspiram mais, outros menos, vai de cada um. Qd perguntei foi só com a intenção mesmo de entender, só n resisti a concordar com Fábio Hernandez e Nina.

        Fiquei tão atenta à sua crítica ao post que n prestei atenção à frase do Bob Marley. Aliás, acho que fui para outro mundo, pq qd li o comentário do FH à frase ainda fiquei me perguntando de onde diabos ele tirou aquilo huahuahuahuahua
        Agora que li… uau, que frase! rs seja dele ou não (pq sempre duvido de certas atribuições).
        E aí será que a culpa é das pessoas ou de quem deposita nelas seus sonhos?

  5. Heleno Says:

    Antes que venha a pergunta; sim eu critico e te elogio ao mesmo tempo em meu post! 😀

  6. Patricia Lerbarch Says:

    Tenho em mim que a traição é como um vaso de porcelana q depois de quebrado, pode até ser colado, mas as rachaduras ficam visíveis.

    Confeço que tentei perdoar o grande amor da minha vida, mas não foi fácil e depois de um longo tempo de retração desisti de tentar.

    Não está sendo fácil, mas vou conseguir me recuperar.

    Adorei sua reflexão.

    • Alice Barros Says:

      Patrícia, acredite: a recuperação virá tão logo você se descubra muito melhor sem essa pessoa que te causou tanto sofrimento.
      A tentativa de perdoar é nobre, querida… mas isso é utópico!
      Boa sorte na vida e no amor!!
      Melhor você acordar arrependida de ter tentado perdoar do que acordar na vontade!
      =*

    • Fabio Hernandez Says:

      Evite olhar para trás, Patrícia, e vc logo vai se recuperar. Felicidades!

  7. Srta. O Says:

    Esquecer uma traição é simplesmente impossível. Perdoar uma traição é como aceitar acordar e dormir com uma sombra escura que faz questão de te lembrar dessa traição ao olhar nos olhos do traidor. Confesso que tentei perdoar, mas a cicatriz, uma vez feita, jamais volta a ser a pele de antes.

  8. Karina Says:

    Pois é, as pessoas não são objetos que possam ser apropriados, isso já é ponto pacífico, pelo menos para os sensatos. Mas traição nada tem a ver com isso, afinal.
    Os relacionamentos têm regras, declaradas ou não, e expectativas, claras ou subentendidas. Trair é romper com essas regras e expectativas, sejam elas quais forem, e seja o relacionamento da natureza que for.
    Dentro desse entendimento, e sendo como sou, acho muito difícil eu ter a disposição de relevar o que EU considero traição.
    Tenho experiências mais sutis que me poderiam fazer afirmar taxativamente que a pessoa estaria riscada da minha vida. Mas sabe-se lá se esses seriam bons parâmetros. Diante das tantas possibilidades da vida, prefiro dizer que só vivendo, Fabio Hernandez, só vivendo.

    • Fabio Hernandez Says:

      Das duas traições, a da amizade e a do amor, considero a primeira pior, K. Trair o amante ou a amante pode ser fruto de um impulso, de uma sequência de cálices de vinho, de uma carência. Trair o amigo é cálculo. O anátema do amigo que trai é a morte em vida perante o amigo traído.

      • Karina Says:

        Mas de que tipo de amor está falando? Talvez vc queira dizer traição do amante, n do amor. Pq n consigo enxergar o que possa ser pior do que ser decepcionado pela pessoa que vc AMA em função de uma traição. N sei se estou conseguindo me fazer entender, mas o que quero dizer é que amor é amor, seja de amigo ou seja da pessoa que vc, além de amar, tb é aquela com quem vai pra cama. Neste último caso, ser traído n significa pra mim tampouco que seja estritamente saber que a pessoa que amo foi pra cama com outra. Vai além, bem além disso. Como eu disse, é trair nas regras e expectativas.

      • Karina Says:

        putz, acabei de ver que acho que só fiz eco ao que vc colocou, Fabio Hernandez. Sorry. Vc próprio mencionou “amante”, e eu acabei me detendo no “amor” rs Então talvez pensemos a mesma coisa, colocada de maneiras diferentes.

  9. Heleno Says:

    Fábio, porque você não escreve algo sobre “mulheres erradas”? ou “ressaca moral” 😀

    • Alice Barros Says:

      Curiosidade: como vc define “mulheres erradas?”

      • Fabio Hernandez Says:

        É, Heleno: também fiquei com essa dúvida.
        Presumo que as mulheres erradas sejam aquelas não adequadas ao nosso perfil. São erradas para nós, mas não para outros homens. Bem como nós podemos ser errados para algumas mulheres e não para outras. É isso?

      • Heleno Says:

        “Como identificar mulheres erradas”… seria mais “focado” … brilhante definição Fábio… 😀

        Sim, é isso Fábio…

  10. Alice Barros Says:

    Adorei o texto. Adorei a reflexão sobre a traição, sobre o perdão dessa traição que não existe…
    Dad F., ultimamente só tenho passado pra ler mesmo… mas esse post me fez parar e reler, reler, reler…
    Tenho ouvido e lido muito sobre esse assuntoe ponho um ponto final em meus devaneios com a certeza de que o perdão que tentamos oferecer a quem nos trai é utópico… algo impossível.
    Só entende os estragos que uma traição causa, quem é traído. Não apenas na relação com o traidor, mas consigo mesmo e com quem acompanha todo o apuro da “vítima”. O melhor a fazer é se valorizar e tocar a bola pra frente… Se a vida era boa com quem te traía, certamente será MARAVILHOSA sem esse traidor!
    Amei o post! Me fez lembrar a história de Lucrécia em O elogio a madrasta do Llosa!

    =*

    • Fabio Hernandez Says:

      Alice, acho que vc devia contar a história da Lucrécia do Llosa. Li há muitos anos este pequeno grande livro erudito, muito bem escrito e suavemente erótico.

      • Alice Barros Says:

        Lucrécia é uma jovem senhora de 40 anos que casou-se com o viúvo Rigoberto. O viúvo tem um filho (Alfonso)que ama exageradamente a madrasta e isso só contribui para que a linda e sedutora Lucrécia mantenha seu casamento e suas relações sexuais quentíssimas com o esposo. Até que o jovem enteado, enlaça a madastra numa relação nada maternal e descobre nos braços de Lucrécia o prazer sexual.
        Enquanto Lucrécia descobre que essa vida sexual dupla só melhora as relações fogosas que mantém com o esposo…
        No final o menino escreve uma redação com o título o “Elogio da Madrasta” que ele prontamente lê para o pai…
        Então Rigoberto descobre o envolvimento de ambos e expulsa Lucrécia de casa e de sua vida.O pequeno Alfonso então se revela um menino ousado e audaz que armou todo o envolvimento e o desfecho da história para tirar a madrasta da vida de seu pai e do lugar da falecida mãe. Mostrando-se como o personagem mais forte e ousado da trama que é carregada de erotismo e descrições sutis do coito.

        Acho que é mais ou menos isso! Quem não leu, agora já sabe o final da história! =X

      • Fabio Hernandez Says:

        Bom, Alice!
        É uma ótima leitura para este verão de derreter catedrais, para usar a frase do Nelson Rodrigues, o Elogio da Madrasta.
        Se não me engano é nele que o Llosa fala do Schielle, o gda pintor austríaco pelo qual ele é obcecado.

      • Alice Barros Says:

        Exatamente!
        O livro tem uns trechos que descrevem telas, inclusive uma do Schielle…
        É uma excelente leitura, o Llosa sempre é bom, né?
        A narrativa dele é sempre envolvente, que quando a gente menos espera, acabamos a leitura!

      • Karina Says:

        Alice, agora foi lançado “Os Cadernos de Dom Rigoberto”, já viu?

      • Alice Barros Says:

        Vi siiiim, mas são planos de leitura para depois do verão, por agora só consigo ler os blogs…
        Alguém já leu: O paraíso na outra esquina do Llosa???

  11. Anarcoplayba Says:

    Existem dois tipos de pessoas no mundo: as cornas e as que não sabem. Todos os dias eu agradeço por não saber.

    Uma vez que eu não sei se fui traído (embora eu tenha minhas dúvidas capitulescas a respeito), não posso dizer se sei que perdoaria ou não.

    No entanto, realmente acho que tem coisas piores que a traição… e eu costumo falar que namoradas minhas só me vêm bravo uma vez.

  12. Eliane Says:

    Um assunto complexo, já dizia o ditado: “quem ama não trai”… Sempre acreditei nisso, mas ultimamente tenho minhas dúvidas!!! Muitos afirmam amar, seja amigos, amores, mas mesmo assim trai… No fundo sabem que pode ser um caminho sem volta, mas fazem…
    Na minha inocência e inexperiência, prefiro continuar achando que quem ama não trai e concordo plenamente que quem trai não tem que ter uma segunda chance!!!

  13. @fellipetorres Says:

    Muito bom esse teu blog, rapaz.

  14. Luis Jhonne Says:

    Já algum tempo não comento aqui e me deparei com este texto. E lembrou minha atual situação com a Namorada. Ela me deixou devido à uma projeção de traição. Ela pensa que eu a trairia, mas eu jamais faria isso com ela, ela é meu grande amor. Mas espero, ao contrário do que diz teu texto, Fabio, que ela me perdoe e volte.

    Não mais.

    • Fabio Hernandez Says:

      Perdoar pelo que você não fez, Luis? Isso não tem sentido. Não se desculpe pelo que não fez. Sucesso.

  15. Bruno Manzaro Says:

    Acho impossível perdoar uma traição e, mesmo que as pessoas voltem com seu relacionamento, o sentimento que vai ficar, é o de obrigação, vão se olhar diferente, vão se tratar de forma estranha. Após a traição o casal perde a base pra qualquer relacionamento, a confiança, e confiança é uma só.

  16. Juliana Menz Says:

    Eu prefiro ser feliz do que ter razão.
    Já perdoei. E já não fui perdoada. Esse não perdão resultou em um novo casamento de meu ex, assim como uma filha.
    Quatro anos se passaram e esse que não me perdoou se divorcia e vem atras de mim dizendo que foi orgulhoso, que eu sou a mulher da vida dele e que não teve uma vez que ele deitou a cabeça no travesseiro e que não pensou em mim.
    Desculpa.
    Não acredito em regras para a vida.

    • Alice Barros Says:

      Agoooooora vc disse tudo: Não acredito em regras para a vida.
      Concordo plenamente!

    • Fabio Hernandez Says:

      É um clássico, Juliana. O cara não perdoa, começa vida nova, arruma outra mulher e depois não dá certo.
      Aí ele volta para a primeira mulher e diz que errou etc etc.
      Esse é o “perdão de emergência”, que o cara pede qdo tá numa ressaca emocional braba.
      Quase sempre dura apenas o tempo exato da ressaca.

  17. R. M. Gonçalves Says:

    Sim, creio que a traição de amigo é deveras pior do que a de um amante! Mas, pior ainda que a traição de um amigo, é a morte de um amigo. Montaigne tinha razão! Eis abaixo um desabafo sobre isso:
    http://wp.me/pKvkZ-1i

    Abraços…

  18. Leo Conrad Says:

    Pode parecer absurdo, mas…
    Traição pode ser entendida como um auto-boicote. As vezes a pessoa leva tanta porrada da vida que não acredita que nada mais pode dar certo. Sendo assim, quando o relacionamento com alguém começa a dar certo, quando tudo está tranquilo e a coisa caminha tranquilamente para um final feliz, a pessoa se desespera e acaba traindo. Esse tipo sempre tem o pensamento de que uma hora ou outra ela vai se dar mal, então ela se antecipa, na falsa esperança de não sofrer, e acaba botando tudo a perder. E acaba sofrendo do mesmo jeito. Em alguns casos até mais.
    Neste caso a traição, em primeira estância, é com ela própria, e não com a outra pessoa. Será que não merecemos nos perdoar por tomarmos atitudes embasadas em antigos traumas e decepções?
    E se a outra pessoa entender o que se passa, não cabe a ela ter a oportunidade de, caso queira, pedoar da forma mais honesta possível, e não apenas de mentirinha, como fez Hillary Clinton?? Quem sabe o traído em questão já foi o traidor, e fez o que fez levado pelos mesmos motivos ou suposições.
    E não, não sou a favor da traição. De forma alguma. Apenas acho que tudo pode ser justificado. Por mais absurdo que pareça.

  19. Aline Says:

    Oi Fabio, eu gostei muito do que vc disse, acho que esta certo, nunca fui traída, até agora estou na experiência do primeiro relacionamento, mas acho que se fosse traída ñ conseguiria dar o perdão e seguir em frente, isso é muito dificil. Bjs …

  20. Traição « Leo Conrad Says:

    […] O primeiro texto é um comentário feito por mim há um ano atrás em um relato postado pelo Fabio Hernandes em seu blog. Por acaso o reli essa semana e achei que seria interessante postar. Se quiser ler o texto na íntegra, clique aqui. […]

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