A Origem do Mundo: grande arte ou pornografia?


A Origem do Mundo, de Courbet Agora então passemos, por um minuto, a uma discussão de outra natureza: artística.  O quadro acima, de Gustave Coubert, está no Museu d’Orsay, em Paris. Para mim, do alto de minha desumana ignorância artística, é a maior celebração à anatomia feminina jamais feita por um pintor.  É um trabalho de 1886, e seu primeiro dono foi um milionário árabe libertino que montou, em Paris, uma coleção de obras dedicadas à nudez das mulheres. O azar no jogo obrigou-o a se desfazer delas para pagar as dívidas. Não se sabe o que aconteceu com o quadro nos anos imediatos; era muito falado e pouco visto. Antes de se incorporar ao d’Orsay, em 1995, a Origem do Mundo pertencia ao psicanalista Jacques Lacan. Segundo o site do d’Orsay, o virtuosismo de Courbet impede que o quadro caia no terreno da pornografia.

Não vejo muita lógica nisso, para ser sincero.  Se ele fosse menos bom então seria pornografia? Apenas gosto, e muito, do quadro. Poucas visões são mais reconfortantes neste mundo cruel como um cossaco russo e grosseiro como um cigano búlgaro do que esta que nos oferece Courbet, exuberante e acolhedora. Mal nenhum pode nos ocorrer enquanto estivermos sob sua proteção.  Courbet era um anarquista, um provocador, um gênio, e incrivelmente parecido com Johnny Depp no papel de pirata do Caribe, como se pode ver em seu auto-retrato, abaixo. Para mim,  A Origem do Mundo é grande arte.  Courbet morreu em 1897, aos 58 anos. Disse ele não muito longe da morte: “Sempre fui livre. Deixem-me terminar a vida livre. Quando eu morrer, que digam de mim: ‘Não pertenceu a nenhuma escola, a nenhum partido, a nenhuma religião, a nenhuma academia, e muitos menos a algum regime exceto o regime da liberdade’.”

Gostaria de ouvi-los,  amigas e amigos.

Um auto-retrato

59 Respostas to “A Origem do Mundo: grande arte ou pornografia?”

  1. Anarcoplayba Says:

    Eu defendo que a vagina feminina possui um anestésico tópico: o contato da pele com ela causa uma imediata sensação de relaxamento.

    Quanto à distinção entre erotismo e pornografia… Eu acredito que é muito mais acadêmica que outra coisa. O que é pornografia? O Erotismo pesado. O que e Erotismo? A Pornografia leve.

    Pointless, really.

  2. Claudia Says:

    Olha, tive um momento #vousonharcomessaporra assim q abri o blog. Lendo o texto, lembrei das carolas da igreja, do bairro em que eu cresci. Para elas, qqer imagem ou menção a sexo, seja ele anatômico ou prático, era pornografia. Aí vem a questão: a distinção entre pornografia e arte não estará nos olhos de quem vê e nos argumentos que usa para convencer seu “eleitorado”?

    • Claudia Says:

      Opa… Tem vírgula a mais… “…lembrei das carolas da igreja do bairro em que eu cresci”…

      • Nicky Says:

        A vírgula é opcional, vai mudar só a classificação da oração subordinada adjetiva, ou restritiva ou explicativa, mas nesse conetxto não vai fazer tanta diferença.

        o.O

        Ah, desculpa, sou professora de português!
        rs

    • Rafael Says:

      Não só essa distinção mas tudo, tudo está no olho de quem vê, não?

  3. Karina Says:

    As impressões que tive sobre a imagem, numa primeira olhada: apelativa e grotesca.

    Não enxergo aí uma grande arte. Mas também n vejo nela uma pornografia pq n me inspira essa intenção, n vejo vulgaridade. Talvez por ser grotesca. Ou talvez por ser pintura? Ou talvez por n representar uma forma feminina “ideal”, e daí tendo a extrair dela só um significado artístico?
    Não sei. Pra mim, é só um quadro que eu n teria.

  4. Re Says:

    Fabio… querido.

    Vejo seu blog no trabalho e essa sua pintura tão linda a seu ver, quase me mata de vergonha! lol!

    Achei meio grotesco, mas entendo que os homens gostam nem por sexualidade, mas muitos já me falaram que acham o corpo feminino uma escultura mesmo. Compreensível, mas realmente, não é o tipo de arte que eu teria em casa, nem montaria um museu para tê-lo. Acho que nem sendo milionária. Também não para o nu masculino.
    A obra dele é maravilhosa, manda muito bem, o estilo mais realista. Gostei.

    Comentário cretino: esse Courbet no auto-retrato tá com uma carinha de louco… meio Tarso, sei lá… rs

    • Anarcoplayba (A.k.A Tarso) Says:

      Ei! Eu exijo um pedido formal de desculpas!

      Você nunca me viu pessoalmente pra falar isso!

      • Re Says:

        Sorry Anarco!

        Mesmo sem saber porque…
        Mesmo sendo só uma piadinha…

        Me perdoa?

      • Anarcoplayba Says:

        Sem saber porque… eu meu NOME é Tarso! (um deles, pelo menos).

        E sim, eu perdoo. Eu sou um poço de perdão.

        (cof)

      • Re Says:

        s2

        =)

      • Nicky Says:

        hahahahahaa…

        Apposto que você falou do Tarso que o bruno Gagliasso fez na novela! ;D

      • Re Says:

        exato Nicky!!!!

        ainda bem que alguém me defende aqui!

        =) s2

    • Nina Says:

      A cara do artista reflete uma expressão típica da pós-modernidade marcada pela transitoriedade das relações fulgazes, numa conotação descartável do ser que está para além de si.

      Se observares bem o olhar do pintor, perceberás que o mesmo está a pensar: Oh My God!!!!!!!!!!! (OMG para os íntimos)

      Talvez foi a reação que ele fez ao vislumbrar um corpo feminino nu (tal como o retratado) pela primeira vez, aos 9 anos.

      Céus, vou parar com o café.

  5. Nicky Says:

    Acho que o conceito de arte é muito subjetivo (oh, really!?)

    Mas é subjetivo MESMO!
    Por exemplo, não sou muito fã do Salvador Dalí. Tem gente que acha o máximo!

    Do nosso amigo Gustave, eu não diria “Grande” arte, diria “Arte”.

    Esse quadro em específico é do realismo francês. Em termos de comparação (não sei se tosca ou boa), dá pra dizer que ele é tipo um Machado de Assis na pintura.
    “Memórias Póstumas de Brás Cubas” choca algumas pessoas pelo conteúdo irônico que é ‘jogado na nossa cara’.

    Dá pra dizer que o sr. pintor NÃO pintou a origem do mundo? Na visão dele e de muita gente, é sim. E aliás, qual a origem do mundo?
    (Viu… Cada um pensou uma coisa diferente!)

    A sociedade francesa era super católica em 18etanto, quando o Courbet vivia. A origem do mundo era “Deus fez o mundo em 7 dias, Adão e Eva, all that.”
    O povo (povo letrado, que tinha acesso à arte) ficou chocado e não gostou. Fim.

    Por outro lado, os impressionistas (Degas, Renoir, Manet) pintavam coisas politicamente aceitáveis na mesma época e eram louvados.

    A questão é que a beleza desse quadro não reside na imagem em si, mas no tipo de reflexão que causa nas pessoas.
    Quem olha esse Degas http://1.bp.blogspot.com/_dT6LtK9KDJc/SN7smY1rHWI/AAAAAAAAAkE/JfGjZPlT7iY/s400/degas023.jpg acha lindo. Dá vontade de ter na sala de estar. (Eu teria!)

    Mas eu não colocaria “A origem do mundo” na minha sala de estar. Seria um desrespeito com as pessoas… Como eu não daria versos eróticos do Bilac pra aluninhos da 8ª série, só o Via Láctea (polido e bonito) estaria ótimo.

    A arte, às vezes, tem a função de chocar. No choque, você repensa seus conceitos. Pensando, você faz o que o artista queria que você fizesse, e voilà! Ele conseguiu o que queria.

    Em outra linguagem, esses versos meio que resumem o que eu tentei dizer, rs.
    “Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
    O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
    A mão que afaga é a mesma que apedreja.

    Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
    Apedreja essa mão vil que te afaga,
    Escarra nessa boca que te beija!”
    Versos Íntimos – Augusto dos Anjos

    Um clássico da língua portuguesa que todo mundo tem na ponta da língua.
    E é ‘só’ literatura. É grande arte ou é nojento?

    (Nina, acho que também preciso diminuir o café =X)

    • Nina Says:

      Discordo Nicky. Vou pegar mais café. =D

      Entre bobagens e seriedades, minha manhã torna-se mais serena.

      Com ou sem açúcar?

    • Karina Says:

      Esse clássico é grande arte, Nicky, grande arte! =D

      O meu problema com a arte, que, às vezes, tem a função de chocar, é exatamente quando me salta aos olhos que a única função de determinada arte é essa. Choque pelo choque, vou lá na tomada. Difícil é, sem conhecer o contexto e o autor da obra, afirmar categoricamente que seja ou não.

      Eu, do alto da minha leiguice, deixo só as impressões sensíveis. No final das contas, acho que é o que importa. Pq quando uma visita for à nossa casa a gente n vai explicar a fundamentação teórica daquele quadro pra poder justificar o que nos faz exibir um púbis tão feioso na cara do sujeito rs Não é vergonhoso; é, simplesmente, inadequado.

      • Nicky Says:

        =)

        Por isso que eu não gosto de ir pra um museu sem saber o que estará exposto.
        Gosto de me preparar, sabe? Ler sobre o período, sobre os artistas, as fofocas da época, o público-alvo…

        Não acho que seja o choque pelo choque, mas eles tentam tirar a ‘renascencisse’ (que a gente vê no Renoir, por exemplo) da pintura.

        Pra relaxar, gosto dos impressionistas. (Bom, são os meus preferidos at all.)
        Pra pensar, realistas.
        Pra dormir ou morrer de tédio, Marcel Duchamp (sorry, mas não acho que aquilo seja arte, apesar de saber o contexto, os valores, ecc ecc).

        Sobre as impressões, objetivos, e tudo, sei lá! Os grandes artistas são todos um bando de perturbados!

        (Vide Gustave Sparrow…)

      • Fabio Hernandez Says:

        Como Tolstoi disse, ou talvez tenha sido Dostoievski, ou até Flaubert, no final um país se mede pelos grandes artistas que tem.
        O manifesto de Courbet pela liberdade — anarquista como o Anarco — é de comover até um cigano búlgaro!

      • Karina Says:

        rsrs

        Já que falou no Duchamp, posso dar uma sugestão de leitura? “Desconstriuir Duchamp: a arte na hora da revisão”, do Affonso Romano de Sant’Anna.
        Sou uma leiga curiosa, mas minha curiosidade não deu ainda uma guinada forte no caso das artes hehe

      • Fabio Hernandez Says:

        A Taschen tem livros incríveis de arte.

      • Karina Says:

        das artes plásticas, diga-se! rs

  6. Anarcoplayba (A.k.A Tarso) Says:

    Me passou pela cabeça que tá faltando um comentário caminhoneiro pra equilibrar a discussão:

    Tá faltando uma brazilian wax nessa mina!

    • Fabio Hernandez Says:

      Putz, não apoiado, Anarco!

      • Karina Says:

        hum… conte-nos tudo sobre suas preferências depilatórias, Fabio Hernandez. Parte podemos saber buscando nos arquivos, lembro de um post sobre isso. Ou nada mais a declarar?

      • Fabio Hernandez Says:

        A beleza insolente está na exuberância primitiva, K. Não foi à toa que a natureza dotou as mulheres de uma basta pelagem. Foi para atrair os homens.

      • Anarcoplayba Says:

        Gahhhh… Não… pelamor… já é difícil encontrar o Alien depois de passar pelo Predador… mais difícil ainda é encontrar o Alien passando pelo Predador escondido em uma floresta tropical.

        Não aprenderam nada com o filme Predador I não?

    • Fabrizio Salina Says:

      hehehehehehe

  7. Karina Says:

    Anarcótico tá ouriçado pacas hoje!!

  8. Vanessa Says:

    caraca Fábio entro aqui no meu serviço e levei um susto ao ver a imagem rs!!!
    Quando eu chegar em casa leio com calma e faço o comentário!!!

    bjs

    • Fabio Hernandez Says:

      Courbet causou, como se vê. Bela discussão. E se o comparássemos agora com um grande ilustrador de romances libertinos franceses do século 19, Devéria?
      Dêem uma olhada:

      • Anarcoplayba Says:

        Enquanto membro da geração Y, me afilio à escola de Milo Manara:

      • Fabio Hernandez Says:

        Fino gosto. Manara rules.

      • Srta. O Says:

        Milo Manara é ótimo, as ilustrações são realmente insinuantes. Quanto à Taschen, adoooooooro!

      • Karina Says:

        putz, Fabio Hernandez, melhorou um bocado, hein! Definitivamente, se dependesse dessa Origem que vc arranjou pra discutir, o mundo nem nasceria rsrsrs

        Anarcótico…
        no comments. Só senti.

      • Fabio Hernandez Says:

        Não apoiada! Courbet foi um gênio absoluto.

  9. Karina Says:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (infindáveis k’s)

  10. Karina Says:

    infindáveis k’s sairam no espaço errado, mas todos entendem que são referentes à colocação do Fabio Hernandez somada à observação anarco-tosadora.

  11. R. M. Gonçalves Says:

    Caro Fábio e compania,
    Quanto à esse tipo de arte, não entendo patavina! E — por enquanto — não tenho desejo de aprender. Pode ser que no futuro, quando meus outros prazeres não forem mais prezerozos, venha a me interessar por quadros, pinturas…
    Agora, sobre alguns trechos levantados nas discussões acima, especificamente o da “pelagem feminina”, credo!! Pêlos em excesso, além de serem anti-higiênicos e de facilmente exalarem um cheiro um tanto ou quanto desagradável, me causam asco, desânimo e uma incrível vontade de fechar os olhos e não mais vê-los.
    No entanto, uma vagina depilada ou semi-depilada, clama por uma boca masculina (para as polêmicas ‘preliminares’) e são mais vistosas, lisinhas, mais… mais penetráveis.
    Maaaaaas, gosto é gosto, eu sei! E que bom que as opiniões se diferem, afinal, sem as diferenças, não seria possível participarmos de discussões como esta: saudáveis e enriquecedoras.

    • Fabio Hernandez Says:

      Não apoiado, RM! Nada se iguala ao perfume de mulher.
      Qdo voltava de alguma campanha, o Napoleão mandava avisar a Rainha Josefina de que chegaria em um ou dois dias. Era para ela não tomar banho neste período e ficar com cheiro de fêmea. Os franceses inventaram a arte do amor.

      • Anarcoplayba Says:

        Se eu qusesse pêlos embaixo do meu nariz, deixaria o bigode crescer.

        É broxante retirar pelinhos da língua. Mais broxante ainda parar pra retirá-los.

        Se nós escovamos os dentes antes de beijar, elas têm que se lavar tbm.

        Quem gosta de bacalhau é português. Mesma coisa pra pêlos.

        E o mais importante: já é uma tarefa que demanda concentração encontrar o alien passando pelo predador. Eu não preciso de pentêlhos nas minhas narinas pra atrapalhar.

      • Fabio Hernandez Says:

        Pois eu acho que o pêlo subito na boca é um presente imprevisto, como uma flor que cai sobre vc quando vc está caminhando na rua, Anarco.

      • R. M. Gonçalves Says:

        I agree, Fábio. Mas, a humanidade evoluiu e aprendeu o que faz e o que não faz bem. Se pensarmos assim, as mulheres de outrora gostavam que seus homens deixassem aquelas barbas enormes quase tocando o chão (desculpe o exagero, rs) e os homens beijavam na boca outros homens — mesmo sendo héteros convictos — e bebiam suco de uva que acabara de ser pisoteado com pés sujos. Você não concorda que os hábitos vão mudando com o passar dos séculos?

      • Fabio Hernandez Says:

        Não existe forma pior de sexo que o sexo antisséptico. É a negação da essência primitiva sexual.

  12. R. M. Gonçalves Says:

    Caro Fábio e compania,
    Quanto à esse tipo de arte, não entendo patavina! E — por enquanto — não tenho desejo de aprender. Pode ser que no futuro, quando meus outros prazeres não forem mais prezerozos, venha a me interessar por quadros, pinturas…
    Agora, sobre alguns trechos levantados nas discussões acima, especificamente o da “pelagem feminina”, credo!! Pêlos em excesso, além de serem anti-higiênicos e de facilmente exalarem um cheiro um tanto ou quanto desagradável, me causam asco, desânimo e uma incrível vontade de fechar os olhos e não mais vê-los.
    No entanto, uma vagina depilada ou semi-depilada, clama por uma boca masculina (para as polêmicas ‘preliminares’) e são mais vistosas, lisinhas, mais… mais penetráveis.
    Maaaaaas, gosto é gosto, eu sei! E que bom que as opiniões se diferem, afinal, sem as diferenças, não seria possível participarmos de discussões como esta: saudáveis e enriquecedoras.

    • Fabio Hernandez Says:

      Não tem vontade de conhecer arte, RM? Um quadro pode mudar sua vida, fazer você ver as coisas de outro jeito. Sei lá. Think about. Nunca é muito cedo e nem muito tarde para começar alguma coisa, como escreveu Epicuro.

  13. R. M. Gonçalves Says:

    Sorry, meus comentários estão saindo duplicados (internet lenta no trabalho) Vou arrumar…

  14. Nicky Says:

    É legal que foi só os meninos começarem a comentar, interrompendo os comentários sobre ARTE de nós, meninas, que o assunto foi pra depilação.

    Puh – lee – se!

    Depois dizem que NÓS perdemos o foco facilmente.
    Há!

    😛

  15. Petit Poupée Says:

    Eu tava aqui passando o dedo ( no mouse, é claro), correndo pelos textos e pelas discussões q rolaram durante minhas férias na praia…puuxa esse quatro é o seguinte:

    Se o visse na casa de Lacan, pensaria: Cacilda, q tarado!

    Agora, se desse de cara com ele no Museu d’Orsay… sinceramente? não faria cara de conteúdo! Possivelmente daria uma bela gargalhada e passaria a maior vergonha( em geral, intelectuais não gostam de gargalhadas, são muito comedidos…)

    Olho para o quadro não me vem nenhuma palavra, ora, se as palavras fogem é porque se trata de pornografia, é isso!
    A pornografia não gosta de palavras. A pornografia suspende as palavras. A pornografia causa uma crise no discurso.

    Diferente do erótico, este se constroi nas palavras. O erótico se realiza no discurso. E digo mais, não é pra qq um. Se não, fica parecendo Saramago, Neruda ou Drummont q estão mais para impotentes talentosos q para virís escritores…( puuuxa me lembrei da Nicky q me recomendou O Evangelho de Saramago e ele lá na minha estante…capa vermelha…piscando pra mim…ainda se fosse de capa amarela…mas ainda vou vencer as primeiras páginas!)

    Qt aos pêlos pubianos nos homens, aparada a floresta a árvore fica mais vistosa! né nâo? mas ao ponto de ainda serem fofinhos…rss, puxxa só eu pra falar disso meninas???…depois a Nicky fica dizendo q eu não sou de família, também… pudera!

  16. Uvinha Says:

    Bela arte a arte de reproduzir o belo.
    Excitante.
    Fazia tempo que não entrava aqui. Confesso, fiquei uma meia hora observando.
    Extasiada.
    Com certeza, renderá uma boa noite. Em meio a pêlos. Muitos.
    Beijos,

  17. Sonia Diemer Says:

    Deixem-me terminar a vida livre. Quando eu morrer, que digam de mim: ‘Não pertenceu a nenhuma escola, a nenhum partido, a nenhuma religião, a nenhuma academia, e muitos menos a algum regime exceto o regime da liberdade’.”. Acho que o Cara disse tudo, tomara que consigamos atingir o que ele atingiu, o Ser, o Puro ser.
    Gracias.

    Grande Abraço.

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