O manual da caçadora do homem perfeito na Era Digital


NOVE COISAS EXTRAORDINARIAMENTE vitais para a mulher que irá, em 2010, à caça, de acordo com as idiossincrasias clássicas masculinas:

1) Cuidado, ao usar os modernos recursos tecnológicos, para não dar a ele a impressão de que você está caçando, mesmo que esteja. Treine um ar distante, meio blasé, à francesa. No mundo concreto, isso significa não mandar email nas primeiras 36 horas depois que você conheceu um cara interessante. Chamar no celular, apenas depois de 48 horas.

2) Dê um Google News para se atualizar antes do primeiro encontro. A oferta de mulheres é alta, dada a demografia amplamente favorável aos homens; a preferência é por aquelas que estejam sintonizadas com as coisas. Use a tecnologia a seu favor.  Se você mostrar algum conhecimento sobre, por exemplo, a nova casa do terror, o Iêmen, vai impressionar qualquer homem que não seja obtuso. Atenção: os nativos do Iêmen são iemenitas, não iemenianos ou iemenienses, e a capital é Sana, não Xana.

3) No primeiro coito, não conte piadas. Nem no segundo e no terceiro. Melhor nunca. Fora ver na mulher a mãe ou a avó, nada é tão antiafrodisíaco para um homem quanto tentativas de humor no sexo. O glamour sexual impõe seriedade, concentração, voz sussurada misturada a gemidos suaves. Nada que remete a standup comedy.

4) Jamais recuse uma moeda a quem pedir quando você estiver com um potencial namorado. Sorria ao dá-la. É a era da generosidade, da retribuição. O homem que não seja um ególatra desprezível vai se impressionar bem com alguém que se compadeça com a pobreza.  Tenha na mente boas frases para a ocasião, tipo: “A miséria de qualquer pessoa me diminui, porque pertenço ao gênero humano.” Você dará muito azar se ele souber que esse é um verso adaptado de John Donne.

5) Ao pedir carne num restaurante, pense no animal que foi morto, agradeça mentalmente a ele o momento bom que você está vivendo e, se for o caso, diga que está pensando em aderir ao vegetarianismo. Existem razões éticas e ambientais para reduzir o consumo de carne, fora os aspectos puramente de saúde. Se o homem com quem você estiver não for um mentecapto, ele gostará de discutir assuntos como a proposta feita no final de 2009 por vegetarianos ilustres como Paul McCartney de escolher um dia da semana para não comer carne. Caso você seja vegan, evite discursos de mais de 70 segundos pela causa nos primeiros 45 dias.

6) Nos primeiros três envios de email passe a ele links interessantes, como um cover de Petula Clark dos Beatles. Preste atenção na grafia correta das palavras, mas não se incomode em usar as reduções inventivas da língua da internet, como aki.  No mundo do excesso de informação, se você tem atributos de um bom filtro no mundo digital — isto é, em meio a tanta coisa ruim sabe escolher o que faz diferença — será valorizada por todo homem que não seja um imbecil. Boa capacidade de expressão conta muito, desde que o cara não seja um analfabeto repelente.

7) Não cometa o engano de achar que mostrar seu IPhone vai deixá-lo de queixo caído. Modéstia é uma virtude que ganhou nova força na Era Digital, bem como simplicidade. Ter um IPhone é ok, mas mostrá-lo ostensivamente não. Só um babaca deslumbrado e pobre de espírito e de conta bancária vai achar legal.

8 ) Nunca, jamais tuíte durante uma conversa nos primeiros 70 dias. Você estará dizendo que dá mais importância ao twitter do que a ele. Tuitar no coito, desde que com intuitos eróticos, pode e às vezes deve. Se tiver mais seguidores que ele, não comente. Ele achará você arrogante e pretensiosa. Só os boçais se impressionarão com o seu cartel de seguidores. Ainda no capítulo do twitter, convém não seguir celebridades e muito menos comentar tuítes de artistas.

9) Dê a ele um livro por mês nos primeiros 180 dias, se o flerte for adiante. Se ele não ler ou não gostar do presente, é um sinal de que é uma besta. Inadequado, portanto. Escolha com carinho e cuidado. Evite Paulo Coelho e Dan Brown. Jorge Amado, relançado, oferece leituras maravilhosas. Autores contemporâneos como Amos Oz, Vargas Llosa e Philip Roth também. Paradoxalmente dar Fim de Caso, de Graham Greene, pode ser um excelente começo de caso.

61 Respostas to “O manual da caçadora do homem perfeito na Era Digital”

  1. Nina Says:

    Céus, to fudida!!!!! E não literalmente!!!! rsrsrsrsrs

  2. Heleno Says:

    Em pleno século XXI ainda falamos de “joguinhos”… não ligar nas próximas 48hs… falando sério, a mulher tem que mostrar que está a fim mesmo. Quando você está a fim, quer estar perto. O que ela tem que saber é “ler” se o cara está a fim também, senão de nada adianta tal ardil.

    Prefiro mil vez a mulher fale na lata, á dissimulada que “dá a entender” e quer o que homem tenha bola de cristal.

    Eu já me apaixonei por uma que falou na minha lata “me beija”… porque eu queria a mesma coisa…

    • Karina Says:

      Boa, Heleno! Aliás, ótima!

      Desconfio que vc se sai melhor qd n assume o papel de Co-Fabio Hernandez hihihi

      Joguinhos são um ó, concordo concordíssimo! As pessoas têm que ser mais honestas com o que querem e com o que oferecem.
      Por outro lado, é muito triste a pessoa que sai desfilando uma placa “sou carente, prazer”. O limite entre um e outro é bem claro, mas tem gente que n consegue enxergar. E os outros enxergam, com certeza.

      Complementando o que vc disse… na dúvida, sempre vale arriscar. E aí, sim, dependendo do retorno, seguir adiante ou se recolher.

      • Heleno Says:

        Divertida Karina,

        A qualquer pessoa, homem ou mulher. Seja carente, mas seja divertido(a) e inteligente. Rir o é o melhor afrodisíaco que existe, e somando a inteligência e bom papo, é fatal.

        Esse “hihihi” não se levo como ironia ou elogio, na dúvida melhor nem pensar. 😀

      • Karina Says:

        rsrs

        “hihihi” é só uma risadinha marota.

      • Nina Says:

        Ah, que bom que ainda há aqueles que cultuam o bom humor e as risadas sinceras!! Fiquei preocupada com o item 3. Não precisa tentar ser um membro do CQC, mas ridadas espontâneas e um bom humor sadio são fundamentais! Depois reclamam que as mulheres não tem senso de humor! 😛
        As vezes acontecem situações inesperadas/inusitadas durante o sexo (pacote completo…jantar/vinho/preliminares/coito/relax final). Ficar esse tempo com cara de “mulher fatal” sem risos, sem brincadeiras? Not for me. 😉

      • Fabio Hernandez Says:

        Humor é essencial. Piadas são muito bem vindas, principalmente se forem boas, mas não no ato do coito em si, Nina. O homem se distrai, se dispersa, tenta guardar a piada pra contar pros amigos depois. É uma pequena tragédia sexual.

      • Re Says:

        nosssss Fabio….

        agora imaginei o cara parando no meio de tudo para tentar guardar a piada… aquela olhada meio pra cima e pra direita sabe?? pensando? rs

        homem, ou faz uma coisa ou faz outra… as duas complica! lol!

        yes, é uma pequena tragédia… =)

  3. Nina Says:

    Lembrei da música Foolish Games – Jewel…….. ao menos as mágoas resultantes desses joguinhos viram arte……….http://www.youtube.com/watch?v=L9abuQVho5I

  4. Karina Says:

    ah, sim…

    sobre a 6)
    Se a pessoa tiver mais de 17 anos, vou me incomodar absurdamente ao ler um “aki” ou um “axu”. E como estou meio longe de ser papa anjo…
    rs

    • Fabio Hernandez Says:

      a língua está em perene transformação, srta K

      • Karina Says:

        Por essas e outras, já soube de uma professora que defendeu que “pobrema” é evolução da língua. Tá certo.

  5. Nicky Says:

    É…
    Não conheço ninguém que tenha perdido alguma coisa arriscando.

    Mas Fabio, sobre os livros, eu arriscaria um só por causa de 5 páginas.
    Um que mostra várias entrevistas que a Clarice Lispector fez.
    As 5 páginas são a entrevista com o Nelson Rodrigues.

    (E aí, passei no ISO Fabio Hernandez?)

    Ótima lista, thanx 4 the tips!

  6. Eli Santos Says:

    A parte dos iemenitas está Ok… Mas pode pular a parte vegetariana da conversa e falar da curiosidade em experimentar um bife de kobe?rs

    • Fabio Hernandez Says:

      Outro dia li uma, juro, vegan que dizia, orgulhosamente, que excremento de vegetarianos é mais saudável.
      Mas o que mais me chamou a atenção é que ela chamava carnívoros de ‘carniceiros’. “Quando eu era carniceira etc etc”.

  7. Alice Barros Says:

    Os joguinhos são meio que “propaganda enganosa”, né?
    Vai que a mulher finge estar antenada com tudo que acontece no mundo, que vive dando moedinhas a quem pede sempre e etc… Depois que o negócio vai adiante, ela se mostra totalmente diferente!
    Acho que o grande lance da conquista é ser autêntica, espontânea e natural. E se quer beijar, fala mesmo. Se tá querendo assume logo e pronto.
    Atitude tem sido essencial ultimamente, não sei o que acontece, mas parece que os homens estão com medo de (como diria vozinha) “cortejar” as mulheres…
    Ou será só impressão?

    • Fabio Hernandez Says:

      Se todo mundo fosse tão autêntico assim, Alice, ninguém ficaria com ninguém, porque a alma humana é soturna, sombria, cruel como um cossaco russo e grosseira como um cigano búlgaro.

  8. Anarcoplayba Says:

    Ah, Fábio, pelamor… isso parece mais uma tentativa de ganhar livros que um guia de verdade…

  9. Vanessa Says:

    acho q está meio dificil encontrar um cara que goste de ganhar um livro por mês rs :)!!!

    gostei

    bjs

    obs: estou aguardando o encontro do fã clube do Homem Sincero rs..

  10. Anarcoplayba Says:

    Vamos lá: eu CONCORDO com o item 7. E extendo ele a tudo. Não fale do seu carro novo, não fale do seu apartamento novo, não fale da viagem maravilhosa que fez para o Caribe, etc, notadamente se você está usando dinheiro para tentar parecer interessante. O máximo que alguém consegue com isso é atrair pessoas interessadas em dinheiro.

    De fato isso se extende não apenas às questões financeiras. Citar autores é show off, ao invé disso, cite idéias. Etc, etc.

    Obviamente, vale a máxima a respeito dos decotes: o truque é saber o quanto mostrar e o quanto esconder. Mencionar que leu um comentário sobre psicologia é muito melhor que falar que o Dr. Karl Menninger falou “X”; falar que uma vez conheceu um mosteiro lindo é muito melhor que falar que na última viagem para a Ásia, enquanto passava pela china, passou duas semanas conhecendo os mosteiros.

    Agora, quanto ao resto, eu discordo, filosoficamente, de praticamente tudo.

    A tônica das dicas é “agrade o homem”, o problema é que a gente (pelo menos eu) não sente atração pelo que as pessoas fazem por nós, a gente sente atração pelo que a pessoa É.

    Dar presentes, fazer vontades, se amoldar, se reprimir ou se forçar, são agrados que fazemos a alguém porque gostamos desse alguém, não uma receita de sedução.

    Sedução é dado pelo binômio atração + confiança. A confiança depende, basicamente, de você transmitir segurança, passar para a pessoa a sensação de que a respeita.

    Já a atração, é a coisa mais linda da face da terra: a gente se sente atraído em função direta do nosso egocentrismo: a gente deseja aquilo que a gente quer pra gente. Aquilo que a gente admira. E a pergunta é: quem admira uma pessoa que se arrasta pela outra? Ninguém!

    Ponto importante: Isso não significa “não ceda, não dê presentes, não agrade, etc.”. Isso significa, sim, faça aquilo que você TEM VONTADE de fazer para agradar o outro. O foco deve ser sempre em quem você É.

    Por outro lado, vale dizer que ceder ou se abster muitas vezes é uma demonstração de respeito ao parceiro.

    Agora algumas pessoas podem estar pensando: mas vai dizer que um homem não gosta de uma mulher que faz todas as vontades dele? Sim, gosta, claro que gosta. Quem não gostaria (homens e mulheres) de um escravo voluntário?

    Mas o manual é pra caçadora, não é? Então, quem caça vence. A Caçada é a Conquista. O objetivo é, ao final, ter a presa a seus pés. É ter a presa presa. Atrair passarinhos com alpiste não é caçar. Caçar é prender.

    Fazer as vontades? Isso é meramente comprar alguém. E sabe o problema de comprar alguém? Vira e mexe aparece alguém pagando um preço melhor.

    Acho que eu já falei isso aqui: o truque não é fazer com que o outro deseje estar com você. Se você fizer isso, estará sujeita aos caprichos dessa pessoa. O truque é fazer com que essa pessoa deseje que você a deseje. Se ela desejar o seu desejo, ela vai estar sempre ao seu lado, porque desejar o desejo do outro é desejo ao quadrado.

    • Re Says:

      arrasou anarco….

      tenho que concordar em tudo.
      Mostrar o que tem, mostrar que sabe, que é superior…. é broxante!
      Humildade em primeiro lugar, respeito, carinho, etc… em seguida.

      gostei muito disso: “O truque é fazer com que essa pessoa deseje que você a deseje. Se ela desejar o seu desejo, ela vai estar sempre ao seu lado, porque desejar o desejo do outro é desejo ao quadrado.”

      =)

    • Karina Says:

      Anarco, acho que esse seu comentário veio atrasado 2 posts. Tá muito apropriado para aquele “11 Coisas (simples) que os Homens…”
      rs

      • Anarcoplayba Says:

        Nah… uma coisa são nossas expectativas… e convenhamos, todos temos expectativas.

        A pergunta é se elas são razoáveis ou não. Por exemplo: DR é uma coisa que tem que ter um objetivo prático: existe um problema, devemos encontrar uma solução. Não um passatempo…

        E por aí vai.

  11. Anarcoplayba Says:

    Vamos lá: eu CONCORDO com o item 7. E extendo ele a tudo. Não fale do seu carro novo, não fale do seu apartamento novo, não fale da viagem maravilhosa que fez para o Caribe, etc, notadamente se você está usando dinheiro para tentar parecer interessante. O máximo que alguém consegue com isso é atrair pessoas interessadas em dinheiro.

    De fato isso se extende não apenas às questões financeiras. Citar autores é show off, ao invé disso, cite idéias. Etc, etc.

    Obviamente, vale a máxima a respeito dos decotes: o truque é saber o quanto mostrar e o quanto esconder. Mencionar que leu um comentário sobre psicologia é muito melhor que falar que o Dr. Karl Menninger falou “X”; falar que uma vez conheceu um mosteiro lindo é muito melhor que falar que na última viagem para a Ásia, enquanto passava pela china, passou duas semanas conhecendo os mosteiros.

    Agora, quanto ao resto, eu discordo, filosoficamente, de praticamente tudo.

    A tônica das dicas é “agrade o homem”, o problema é que a gente (pelo menos eu) não sente atração pelo que as pessoas fazem por nós, a gente sente atração pelo que a pessoa É.

    Dar presentes, fazer vontades, se amoldar, se reprimir ou se forçar, são agrados que fazemos a alguém porque gostamos desse alguém, não uma receita de sedução.

    Sedução é dado pelo binômio atração + confiança. A confiança depende, basicamente, de você transmitir segurança, passar para a pessoa a sensação de que a respeita.

    Já a atração, é a coisa mais linda da face da terra: a gente se sente atraído em função direta do nosso egocentrismo: a gente deseja aquilo que a gente quer pra gente. Aquilo que a gente admira. E a pergunta é: quem admira uma pessoa que se arrasta pela outra? Ninguém!

    Ponto importante: Isso não significa “não ceda, não dê presentes, não agrade, etc.”. Isso significa, sim, faça aquilo que você TEM VONTADE de fazer para agradar o outro. O foco deve ser sempre em quem você É.

    Por outro lado, vale dizer que ceder ou se abster muitas vezes é uma demonstração de respeito ao parceiro.

    Agora algumas pessoas podem estar pensando: mas vai dizer que um homem não gosta de uma mulher que faz todas as vontades dele? Sim, gosta, claro que gosta. Quem não gostaria (homens e mulheres) de um escravo voluntário?

    Mas o manual é pra caçadora, não é? Então, quem caça vence. A Caçada é a Conquista. O objetivo é, ao final, ter a presa a seus pés. É ter a presa presa. Atrair passarinhos com alpiste não é caçar. Caçar é prender.

    Fazer as vontades? Isso é meramente comprar alguém. E sabe o problema de comprar alguém? Vira e mexe aparece alguém pagando um preço melhor.

    Acho que eu já falei isso aqui: o truque não é fazer com que o outro deseje estar com você. Se você fizer isso, estará sujeita aos caprichos dessa pessoa. O truque é fazer com que essa pessoa deseje que você a deseje. Se ela desejar o seu desejo, ela vai estar sempre ao seu lado, porque desejar o desejo do outro é desejo ao quadrado.

  12. Nina Says:

    Ok, acho que estou fazendo uma confusão conceitual aqui… estou confundindo “contar piadas” com “ter senso de humor”, categoria muito mais abragente…

    Concordo que contar piadas e sexo/coito não combinam. Mas isso não deleta a possibilidade de um bom humor. Principalmente se acontece algum imprevisto cômico! =D
    E nem a possibilidade de sorrisos……….. safados, espontâneos, ingênuos, incrédulos, irônicos, sedutores, escancarados, de canto, mordidos, enfim, muitos e muitos sorrisos.

    Anarco: ótimo comentário… e se sair para caça é prender, então deixo meu crachá de caçadora sobre a mesa. Passei dessa fase já, é muito egocêntrica. São jogos gostosos/sedutores? Sim, mas superficiais.

    O desafio é ter alguém que “deseje o seu desejo” sendo livre, sendo cada vez mais ele mesmo. Aí que a coisa começa a ficar interessante! 😉

    • Anarcoplayba Says:

      Ah, Cara Nina… de fato é o melhor dos mundos desejar e ser desejado espontaneamente…

      Mas é aquela história: amores não correspondidos são lindos. Nos livros. Se eu desejo, eu quero primeiro ver realizado, depois partir para o mundo ideal. Se me permite a mesma analogia (pobre) com as caçadas: primeiro você caça. Depois decide se vai soltar ou não.

      • Nina Says:

        Teria alguma diferença entre seduzir e caçar, nesse contexto?

      • Nicky Says:

        Nenhuma, I think.

        Nina, estou com você nessa.

      • Nina Says:

        Então temos que sair na night nicky! hahaha

      • Nicky Says:

        Ué, achei que você tinha aposentado sua licença de caça…

        Mas demorou pra gente ir pra night!

        Aqueles convites do tipo “Se dirigir, não beba! Mas se for beber, me chama! :D”
        hahaha

      • Nina Says:

        Ah, eu não tô a fim de ficar fazendo joguinhos com intuito de prender pessoas (stricto sensu), mas seduzir e dar risada (latu sensu) é vital!! Por isso questionei se tem diferença…… toda caça com intuito de prender alguém passa pelo processo da sedução… mas será que todo processo de sedução tem esse intuito de presa?

        Talvez tenha. Talvez sejamos mais egoístas e inseguros do que gostaria. Talvez Fábio e Anarco tenham razão e jamais vamos conseguir sair dos círculos pseudo-seguros dos joguinhos. E pra aguentar isso, pede mais uma dose! =P

      • Anarcoplayba Says:

        Nina, eu enfrentei essa questão há algum tempo já:

        http://anarcoblog.wordpress.com/2007/10/03/jogos-trapacas-e-dois-canos-fumegantes/

        http://anarcoblog.wordpress.com/2007/02/07/joga-bonito-o-caralho/

        Minha opinião: o que difere é a intenção. O Jogo (termo que eu prefiro em vez de “Caçada”, por fazer referência à Teoria dos Jogos) é o mesmo pra ser um babaca que “come e joga fora” ou pra conquistar o “Amor da Sua Vida”. As notas são as mesmas, a harmonia também, a melodia idem. É a mesma música. A diferença é como você usa.

        E, nesse ponto, confissão de outro homem sincero (com letra minúscula pq não sou o titular): as vezes nas quais eu MAIS me fodi foi quanto eu parei de jogar. Conheceu, apaixonou, jogou, ganhou, parou de jogar, fodeu.

        A vida não premia pessoas boazinhas. Ela premia pessoas melhores. Se você quer o amor da sua vida, você tem que fazer por merecer.

        A felicidade não acontece por acidente, ao contrário da tristeza. A felicidade demanda muito trabalho consciente e direcionado.

  13. R. M. Gonçalves Says:

    Gostei de todos os itens, especialmente do 5 e do 9. Explico:
    5. Sou vegetariano há 4 anos e me faz bem estar com alguém que compartilhe comigo uma lasanha de carne de soja, uma feisojada no restaurante Vegethu`s ou uma pizza integral na Maria Farinha.
    9. Minha obsessão por livros certamente faria com que me apaixonasse ainda mais a cada exemplar presenteado. E minha biblioteca agradeceria. Ainda mais se ela se interessar em saber quais são meus autores prediletos… aí daria até casamento 😉
    Abs a todos!
    Robson.

  14. R. M. Gonçalves Says:

    Gostei de todos os itens, especialmente do 5 e do 9. Explico:
    5. Sou vegetariano há 4 anos e me faz bem estar com alguém que compartilhe comigo uma lasanha de carne de soja, uma feisojada no restaurante Vegethu`s ou uma pizza integral na Maria Farinha.
    9. Minha obsessão por livros certamente faria com que me apaixonasse ainda mais a cada exemplar presenteado. E minha biblioteca agradeceria. Ainda mais se ela se interessar em saber quais são meus autores prediletos… aí daria até casamento
    Abs a todos!
    Robson.

  15. Srta. O Says:

    Não gosto de listinhas pré-determinadas. Me soa como aqueles livros teens de “como fazer qualquer sujeito se apaixonar por você”. Pra mim, ainda continuo na teoria de que menos é mais. Seja como for, sempre haverá alguém que se interesse pelo seu jeito, suas idéias. Afinal, não somos criados como gados confinados, que só comem da mesma ração. Não acham? Beijo e feliz ano novo, povo!!

    • Nina Says:

      Bem, eu acho que de uma certa forma somos criados como gado sim, mas não precisamos seguir fielmente às instruções sociais, não é mesmo?

      Listinhas pré-determinadas são limitantes, mas não é para levá-las tão literalmente/ tão a sério. Como o próprio Fábio pergunta para o Anarco: vc discorda de qual item, filosoficamente/na essência?

      A lista simplifica a leitura e permite algumas risadas. O importante é estar atento ao que está por detrás de cada item. É aí que a discussão enriquece! E que chegamos aos cento e tantos comments! =D

      • Anarcoplayba Says:

        Agora que eu vi seu comment eu lembrei, Nina, eu ia responder: Quem acha que não somos criados como gado nunca viu como gado é criado, ou nunca trabalho em Sampa.

        Acorda, come, trabalha, come, trabalha, casa, lazer, dorme. Rinse, Repeat.

        Não pensem nisso como uma grito desesperado por socorro: Eu acredito sim que seja possível ser feliz independentemente do que acontece ao redor, e, sempre, um passinho de cada vez, é possível se aproximar mais de Deus.

        Quanto ao fato de que a lista é simplificada/humorista, concordo plenamente. Tem seu valor cômico/artístico/bloguístico, etc. Por isso, inclusive que eu só fiz o comentário filosófico depois da sugestão do autor. Me deu carta branca pra ser chato, eu aproveitei.

        Retribuindo o favor agora, Fábio: Quais os pontos nos quais você discorda desse “cost” (comment+post”, de forma filosófica?

    • Fabio Hernandez Says:

      Feliz Ano Novo, Srta O!
      O Sr. R, gente finíssima, continua no seu pé?

      • Srta. O Says:

        hahaha, Feliz Ano Novo pra vc tb, F!
        R é gente finíssima mesmo, mas não está no meu pé, não. Está nas minhas mãos. hahaha. Brincadeirinha! Mas essa eu não podia perder..

      • Fabio Hernandez Says:

        LOL!

    • R Says:

      Não estou nem aos pés, já soltos há tempo; nem nas mãos; assim como areia que escorre quando se tenta segurar; só nas memórias mesmo (sem Ovídio de minha parte).
      Feliz ano novo!

      PS: sem graça a brincadeira, alias, longe da verdade

  16. Karina Says:

    hum… estava lendo aqui a discussão de vcs (Anarco e Nina), e fiquei com uma duvidazinha, Anarcótico. Acho que na sua defesa vc acabou se perdendo num argumento.

    “o truque não é fazer com que o outro deseje estar com você. Se você fizer isso, estará sujeita aos caprichos dessa pessoa. O truque é fazer com que essa pessoa deseje que você a deseje.”

    daí Nina colocou:
    “O desafio é ter alguém que “deseje o seu desejo” sendo livre, sendo cada vez mais ele mesmo.”

    e vc retrucou:
    “amores não correspondidos são lindos. Nos livros. Se eu desejo, eu quero primeiro ver realizado, depois partir para o mundo ideal.”

    Ok. Acontece que se vc parte do princípio de que fazer com que o outro deseje que vc o deseje (que frasezinha, hein!) implica tb um truque, vai estar tão vulnerável quanto se fosse o caso de fazer com que o outro desejasse estar com vc. Pq pressupõe a mesma artificialidade. Jogando com artifícios, em qualquer caso sempre vai existir a ameaça de uma terceira pessoa com uma arma melhor de que lançar mão. Por isso entendo o que a Nina quis dizer e concordo com ela. Extensivamente, apoio totalmente o binômio seduzir/dar risada. Se o barco afundar, sempre vai restar uma gargalhada.

    Na verdade, achei que essa era sua ideia inicial tb, mas a palavrinha “truque” melou meu raciocínio.

    • Anarcoplayba Says:

      Em certo aspecto, sim, Karina. Fazer com que a pessoa deseje que você a deseje também tem um grau de artificialidade. Mas o foco é diferente: não é algo como “eu a quero por causa do adjetivo X”, torna-se “eu quero que ela reconheça em mim o adjetivo X, eu quero conquistá-la, quero que ela me reconheça”.

      Perceba que AINDA é algo negativo e feio (afinal… vc está se aproveitando da fragilidade de uma pessoa que quer ser reconhecida pelos outros – sintoma de que não se reconhece), mas é um foco diferente: sai de vc e entra nela. Torna-se a criação de um desejo nela, um desejo que só pode ser satisfeito pelo seu desejo.

      O que um terceiro pode fazer com relação a isso? Talvez criar outro desejo, fato. Mas de cara, existe um detalhe nisso: Quantas pessoas pensam dessa forma? A maioria pensa que a disputa é entre “os concorrentes” (Se ela tem namorado, eu tenho que ser mais bonito, mais inteligente, mais gostoso, mais rico), e acaba tirando o foco da pessoa realmente importante: a caça.

      E nisso entrararíamos nisso: o território da conquista são os sentimentos da conquistada (ou conquistado), não os competidores.

  17. Nina Says:

    Excelentes comentários e análises… Agora, mantenha toda essa postura analítica quando botão IN LOVE estiver acionado. Foda… Vamos ver se na próxima aventura amorosa eu sigo a cartilha! 😉

    NOTA DE RODAPÉ

    (cartilha está sendo utilizado, nesse comment, no seu sentido lato, lúdico, mas com uma filosofia inerente)

    (aventura amorosa, nesse contexto, pode ser definido como qualquer relação heterossexual que cause frio na barriga)

    • Anarcoplayba Says:

      Exatamente por isso que o Capitão Nascimento é meu Pastor e nada me faltará.

      Sempre que bate o frio na barriga eu repito o Mantra: “Vai na calma, na paz, na tranquilidade. Sem correria, olhou, fatiou, passou. Faz o seu que vai dar tudo certo! Sem correria, não quero ninguém tentando virar herói!”

      • Nina Says:

        SIM SENHOR CAPITAO!!!!!!!!!!!!!!!!!

        Missão dada é missão cumprida!!!!!!!!!!!!!!!!

        hahaha

      • Karina Says:

        LOL! LOLsíssimo!!!

      • Re Says:

        mas como é complicado gente…

        Como é possível ficar como ficamos, qdo é acionado o IN LOVE?(adorei isso Nina!)
        Tudo o que vc já sabe, já passou, tem certeza que vai acontecer se você tomar “x” atitude, parece que é amassado como uma bolinha de papel e jogado na lata do lixo.

        Repetir esse mantra é muito bom sim, mas quem consegue segurar isso e manter? E digo mais…. geralmente, o IN LOVE é acionado sozinho… quando a gente vê já tá igual um patinho seguindo a mãe pata, ou feito um peixe na rede de alguém. E ai?

        É fato desconcertante, mas real. Reze com todas as suas forças para gostar de alguém, e reze mais ainda para ela gostar de você tanto quanto você gosta dela. Pelo menos nesse jogo ninguém vai jogar sozinho e sempre terá apoio para levantar.
        Caso contrário voltaremos ao infeliz amor unilateral… e o mantra do Anarco vai ter que virar oração da manhã, almoço e janta… Amém.

        lol!

      • Anarcoplayba Says:

        Por isso que é importante treinar: só depois de muito treino que o lógico vira instintivo.

        E ei… discordo quanto ao adjetivo “infeliz” para o amor unilateral.

  18. Eli Santos Says:

    Putz.. Não precisa, né? Cada um na sua.. mas a galera vegetariana costuma ser meio radical (claro que tem excessões) mesmo.. enfim… Acho que, na dúvida, melhor não falar de comida…rs

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