Como perceber se ela vai dar levar bota em 14 tópicos (E eventualmente se antecipar)


OS 14 SINAIS VITAIS de uma bota iminente falam, gritam, esperneiam. Latem, até. E podem dar coice. Você só não os ouve e não os vê se for otimista ao extremo ou se não quiser enxergar, o que é comum em casos de paixão que subitamente se tornam unilaterais.  O conjunto desses sinais é matador como um homem-bomba. Individualmente, os pontos podem não significar, necessariamente, a proximidade da bota. Podem retratar apenas uma má fase do casal, ou uma passageira temporada de dúvida dela em relação a você. Calculo que se você ticar apenas metade dos 14 sinais vitais ainda há alguma esperança, sobretudo se você renovar o guarda-roupa, reforçar a leitura de bons livros e parar de ver vale tudo nas noites de sábado. Mais da metade e só um milagre. O que você pode fazer, nessas situações, é se antecipar e salvar a honra, se isso fizer bem a você.

A lista:

1) Ela não ri mais de suas piadas;

2) Nomes masculinos aparecem nas conversas com muito maior frequência, e a maioria você jamais ouvira;

3) As opiniões dela sobre sua mãe mudaram de uns tempos para cá, e não para melhor;

4) Você tem que ligar de um número desconhecido porque do seu celular está difícil ela atender;

5) Quando toca o celular dela, ela pede licença e vai atender longe, dizendo que é uma amiga;

6) Ela discorda de você mesmo quando você diz que o tempo está feio num dia frio e chuvoso;

7) Ela pede para você escovar os dentes antes do sexo e até durante;

8 ) Ela dá um unfollow súbito em você no twitter e diz que não consegue seguir tanta gente;

9) Nos primeiros 30 minutos da conversa ela consulta o relógio três vezes ou mais;

10) Ela diz que precisa ter uma conversa, mas não especifica;

11) As enxaquecas coincidem com as oportunidades de sexo;

12) Você fala em planos e ela muda de assunto;

13) Enquanto conversa com você ela está atualizando o Facebook;

14) Ela pede de volta os livros, dvds e cds, e devolve os seus sem que você os peça.

73 Respostas to “Como perceber se ela vai dar levar bota em 14 tópicos (E eventualmente se antecipar)”

  1. Nicky Says:

    Homens, atenção ao primeiro item!

    Se quiserem parar só nele, é bom reagir, ou os itens da sua lista tendem a aumentar progressivamente.

  2. Rafael Says:

    A 2 é foda. A 2 entrega!

  3. Karina Says:

    Pois é… e ainda há quem se recuse a enxergar o que está bem ali na cara. Esse apego a uma relação que, para um dos dois, não cabe mais, é muito triste. Daí começa aquele processo de compaixão que extermina qualquer possibilidade de manter uma visão do outro como homem/mulher.

    O problema é que temos o defeito de acreditar no que convém. Acreditar que o fim foi repentino é só uma maneira de culpar ainda mais o outro, qd o outro, na verdade, não tem culpa alguma. Culpar pelo quê?
    Desumano é quando quem dá a bota na verdade nunca achou que aquela relação teria futuro mas foi levando a situação sorrateiramente sem nunca ter deixado as coisas claras. Isso, sim, tem seus requintes de crueldade. De resto… c’est la vie.

    Mas, mas, mas… cá entre nós, não é nada louvável vc reconhecer que a coisa está feia e, em vez de colocar o ponto final, ou o ponto-e-vírgula, que seja, deixar as coisas acomodadas e só ir abandonando dicas pelo caminho como quem joga iscas para o bichinho dar de cara no penhasco. Esperar que o outro se toque tb é covardia. Ou não é? Mas sei que às vezes é difícil. Enfim… ai, ai…

  4. Eliane Says:

    Infelizmente tem pessoas que dão sinais pq são covardes para terminar uma relação!!! Já ví muitas vezes isso acontecer e na maioria das vezes essa atitude partiu do homem… Eles fazem de tudo para a mulher terminar, se elas perguntam se tem algum problema eles dizem que não, mas na mente deles não tem problemas mesmo, está tudo bem resolvido, o modo de agir para a mulher não suportar mais a situação e terminar…
    Então Fábio proponho que você escreva os 14 sinais que os homens dão quando querem terminar mas a covardia não permite…

    • Nicky-san Says:

      É verdade, Eliane…

      Tem dois tipos de sinais, creio eu: os conscientes e os inconscientes.
      Parar de rir das piadas do outro, por exemplo, é inconsciente.

      Já outros poderiam MUITO BEM ser evitados com uma boa conversa… I do agree with you.

  5. Anarcoplayba Says:

    Eu tava pra escrever sobre isso… Mas sob uma ótica um pouco mais abstrata (pra variar) mas convenhamos, Fábio… Boa parte desses sintomas já justificam de per si o fim (notadamente 4, 5, 6 e 11)… outros são uma declaração de término (12).

  6. Re Says:

    cruéis porém verdadeiras… mas gostaria de saber o lado masculino disso… rs

  7. Nevermind Says:

    A gente não consegue ver que não consegue ver o que não consegue ver, e quando vê, pensa que o que vê é o que é. Pistas, infelizmente, não costumam funcionar muito bem, e aí as pessoas efetivamente falam só quando a crise se instala ou é iminente. Essa é a tragédia humana, que leva para o buraco não só o que está irremediavelmente podre, o irrecuperável, o irreconciliável. As possibilidades do mundo se ampliam na mesma medida em que se torna mais difícil escolher, de modo que cada perda, sobretudo essas causadas pelo cruzamento das cegueiras, assumem uma dimensão igualmente fútil e catastrófica. Tudo bem que o “potencial” não existe – só existe o atual, o que se verifica, o que se prova. Mas as pessoas não são “dados” estáticos, mas se transformam, se adaptam – possibilidade que se frustra quando o não-dito fica pelo dito.

    • Fabio Hernandez Says:

      Never, acho que vc deve rir mais das coisas. No fundo é tudo uma comédia.

      • Nicky-san Says:

        Ai, lembrei de uma frase (que colei usando o Google, pq não lembrava o autor…).

        “Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos.”
        Erasmo de Rotterdan

      • Fabio Hernandez Says:

        que frase! anotada e em breve tuitada, pequena.

      • Nevermind Says:

        É verdade, Fábio, eu preciso mesmo começar a rir mais das coisas… ser mais leve, enfim, menos aborrecido… Certíssima, Nicky-san, certíssima, independentemente da autoria da frase. Obrigado a ambos – às vezes ouvir coisas simples assim fazem uma grande diferença.

      • Nicky-san Says:

        Aw, not at all! =)


        Algo que vc escreveu — “Mas as pessoas não são “dados” estáticos, se transformam, se adaptam – possibilidade que se frustra quando o não-dito fica pelo dito.” — ficou meio contraditório pra mim.

        As pessoas se transformam não por que elas querem, mas por causa das circunstâncias. Às vezes eu ouço “você tá muito quieta, o que aconteceu?”, e a outra pessoa não percebeu que talvez eu seja uma pessoa quieta, em vez de tagarela como antes. Isso acabou de me ocorrer… às vezes a gente se frustra não com as mudanças, mas com a nossa própria incapacidade de enxergá-las. A gente não devia se frustrar, só tentar estratégias diferentes.

        O não-dito pelo dito é uma questão de preguiça! Custa perguntar o que está acontecendo em vez de se torturar com os “sinais”?
        Eu tenho uma birra de conclusões desse tipo!
        Vontade de pegar o cara pelo pescoço e dizer “Hey, eu tô aqui! Se quer falar, chega e fala!”

        Enfim. É isso.

    • Anarcoplayba Says:

      Nevermind, sem entrar no mérito, essa é a beleza de tentar entender o mundo: o mundo muda, e pessoas também.

      Porém, isso não significa que as coisas sejam imprevisíveis… apenas que nossa capacidade de previsão está ofuscada.

      Concordo com você: não pense em pessoas como dados estáticos… Mas sim como elementos dinâmicos. Existe uma função para as reações das pessoas. Como elas reagem aos fatos e informações que existem. É um algoritmo pessoal pra cada um: um padrão de comportamento.

      NUNCA diga que algo “não faz sentido”. Tudo faz sentido, nós que não conseguimos (e muitas vezes não queremos) perceber.

      Mas isso já é metade do futuro post.

      @Nicky-San: Discordo.

      Pessoas não mudam por causa de estímulos externos… pessoas reagem a estímulos externos. Mudança de verdade exige vontade. Parte de dentro pra fora e não de fora pra dentro.

      As circunstâncias e pessoas são, quando muito um gatilho, ou, citando Moore: “O drama é todo seu, eu só providenciei o pano de fundo.”

      E quanto a “custar” perguntar sobre algo, se você perguntar, você vai saber uma coisa com certeza: o que a pessoa QUER que você saiba.

      Ou seja: a coisa mais importante a observar é observar como a pessoa reage quando não está sendo observada. http://anarcoblog.wordpress.com/2006/02/09/sobre-heisenberg-e-sua-mae/

      Vale a máxima: “If you have to ask, you’re not ready to know.”

      • Nicky-san Says:

        Well, my point!
        Eu não quis dizer que as pessoas mudam POR CAUSA das circunstâncias, mas que as circunstâncias PODEM ajudar.
        Precisa de vontade, acontece de dentro pra fora, tudo bem, isso eu concordo. Mas se você parar pra pensar, o que desperta essa vontade? Vontades não surgem do nada… Nesse aspecto, gostei da parte do gatilho.

        E quando a perguntar o que acontece, pensa comigo:
        você está numa festa e a sua namorada, do nada, faz uma cara feia. Ela sabe que é porque a sua ex-namorada está na mesma festa, mas você não sabe.
        Você percebe a cara feia, mas não viu a ex ainda.

        Consigo ver a cena.
        “Pq vc tá com essa cara?”
        “Nada.”
        Geralmente, depois disso, o cara sai pra pegar um cerveja e fica pensando ‘afff, que frescura ficar de cara feia’, em vez de insistir OU arrancar dela o pq da cara feia.

        And if you have to ask, maybe you’re not ready to know, but you’re sure curious to learn.

      • Nicky-san Says:

        Ah, sim, o Moore.
        Anotei a frase, thanks for the tip!

      • Karina Says:

        Bom, eu ia comentar pro Nevermind, aí veio a Nick, depois o Anarco, então me calei. Fiquei muito atrasada. Mas voltei atrás =p
        Cá estou para tecer meus comentários… que agora vão resvalar na Nick e, claro, no meu Nêmesis-mor:

        Nevermind, como já disse, visitei seu blog. Li quase de cabo a rabo, como um doce masoquismo rsrs E por duas razões: primeiro, como tb já falei, gostei demais da sua (boa) escrita, sua maneira de expor as ideias que parece um rasgo no peito. Essa é a parte doce. A outra razão é mais pessoal. Mas, acredite, essa dor que vc está sentindo vai passar. Fique com o melhor dessa experiência. Tantas pessoas passam a vida desejando alguns momentos como os que vc teve a chance de viver…

        Anarco,

        Às vezes a pessoa quer dizer tudo, muito, quer colocar o coração pela boca, mas se o outro não se mostrar interessado a coisa não sai. E “mostrar-se interessado” pode ser manifestado por uma perguntinha, sim: “o que está acontecendo? quer conversar? falar sobre isso?”, como disse a Nick.
        Há pessoas que querem e até sentem necessidade de falar sobre o que sentem, mas não enxergam abertura. Se essa falta de abertura é por desinteresse mesmo do outro ou por distração, faz uma grande diferença, claro. Estar com alguém q n se interessa pelo que vc sente vale de quê?
        Sendo distração, concordo com seu outro ponto: observar. E, na dúvida, é importante, sim, perguntar. Mas tb confiar que o que o outro está dizendo é, sim, o que sente. Pq, da mesma forma, de que vale a relação se vc n pode confiar no que é confessado?

        Essa máxima é o ideal, mas pode n caber para todos.

      • Nevermind Says:

        @Nicky-san: Concordo com a discordância do Anarco e reforço o ponto: o seu “por causa” – causalidade – não pode ser simplesmente convertido em uma potencialidade – “podem ajudar”. A questão é de linguística e de lógica. O ambiente externo não “determina” nada no ambiente interno, quer dizer, no sistema (no caso, psíquico). Nós estamos sujeitos a “irritações” do meio, que se convertem em reações do sistema e no sistema, dependentes de sua estrutura, ou seja, contingentes. Ponto para a teoria do “gatilho” do Anarco. Aliás, sua fala me parece bastante ilustrativa do meu ponto: o não-dito ficou pelo dito, e precisamente isso gerou um (muito pequeno) problema na comunicação. Infelizmente, nas relações concretas, esse acúmulo de não-ditos, no inconsciente ou na falta de coragem/vontade, conduzem a você-sabe-o quê.

        @ Anarco: É isso mesmo. Nossa incapacidade – de resto insuperável – de rastrear de modo preciso o “campo semântico” das nossas interações é, paradoxalmente, nossa glória e nossa perdição. Meu palpite é que nossas únicas ferramentas para impedir a dissolução completa do nosso “mundo objetivo” (que inclui, por óbvio, a subjetividade) são as derivações do amor: perdão, boa vontade, paciência, resignação e respeito, por si e pelo outro.

        @Karina: Obrigado pelo elogio e, sobretudo, pela leitura. Pode saber que seu “prazer masoquista” tem plena contrapartida no meu exibicionismo, igualmente masoquista. Aliás, depois do seu novo comentário resolvi reabrir o acesso ao blog, que hoje eu havia intuído que o tal anda ressentido demais, amargado demais, incompatível com o que quero me fazer ao desfazer-me – ao menos o deixarei aberto por mais algum tempo, até eu fechar o ciclo. Eu sei que a dor, o tormento, passam – já estou minimamente escolado. E, como já disse Leminsky, “um homem com uma dor / é muito mais elegante”… A gente aproveita como pode. Só acrescento que, dos naufrágios que já passei, esse foi meu Titanic (credo, isso soou brega demais… mas é verdadeiro)

        @Todos: Muitíssimo obrigado pela inteligência dos comentários e pela paciência com a minha falastrice!

      • Nicky-san Says:

        JEEZ! Too much information 😐

        Eu concordo com a teoria, caramba!

        Só não gosto de tanta racionalidade e tanta base científica pra falar de algo tão passional.

        Nunca vi pé na bunda tão profundo e filosófico!

      • Fabio Hernandez Says:

        Hahaha, como diria O Abominável Cafa, aquele que basicamente faz duas coisas na vida, finalizar e dar botas.

      • Fabio Hernandez Says:

        Nicky-san, é fundamental filosofar sobre a vida amorosa, dissertar sobre o coito e o pós-coito e às vezes até o pré-coito, versejar como Bilac sobre uma mera chupada, ou tudo vira uma vulgar troca de fluidos de duas pessoas em posição absurda, como escreveu Marco Aurélio, o filósofo-imperador.

  8. Sand Says:

    O item 1 é realmente o mais verdadeiro. O restante pode muito bem ser interpretado como uma castração casual da mulher.

  9. nathaly Says:

    é, a 2 é a maior das indicações.
    sem dúvida !

  10. Neyde Says:

    Alter ego,
    Pode ser qualquer um desses sinais… ou não.
    A bota é dada quando deixa de existir a intimidade, a cumplicidade e o elo de comunicação (gracinhas que só pertencem ao casal apaixonado), não é mais lembrado.

  11. Petit Poupée Says:

    Adoro listinhas! Eu acrescentaria a 15- Mudanças radicais no visual- o parceiro começa a se preocupar em ficar mais bonito, elegante, jovial e sex, ao mesmo tempo que o romantismo e a cama estao, praticamente, nulos entre o casal.

    ps. Anarco, vou aguardar seu texto abstrato sobre essa parada.

    • Fabio Hernandez Says:

      batata!

      • Petit Poupée Says:

        Lembrei de outra, Fábio, o q dizer das longas saídas para coisas rápidas? O outro começa a ficar muito solícito para realizar pequenas tarefas fora de casa q antes eram disputadas no par ou ímpar ( ir ao mercado, levar o cachorro pra passear, comprar cigarro) aí tem, né nao?

      • Fabio Hernandez Says:

        Um clássico, Petit. Começam a furar pneus, surgem congestionamentos infernais sábados, parentes morrem aos borbotões …

      • Nicky-san Says:

        Batata?
        hahahahaha

        Sério, essa palavra é MUITO engraçada nos dias de hoje!

      • Fabio Hernandez Says:

        Batatíssima!

      • Fabio Hernandez Says:

        O Nelson Rodrigues usava muito essa palavra, cujo som é realmente engraçado …

      • Nicky-san Says:

        Hummmmm, então acertei ao pegar essa referência!

        Hoje em dia, “batata” me lembra minhas tias, rs.

  12. Neyde Says:

    Fabio Hernandez,
    Seu comentário anterior foi Batata? Francamente!!! Não estou entendendo como vc ainda confunde uma coisa com a outra…
    Na altura da sua (nossa) vida vc já deve ter aprendido (e vivido..rsrs) que a paixão é uma ilusão com muita adrenalina. Quando vemos o outro como ele é a Bota é inexorável porque saimos da ilusão e a paixão acaba.
    Essa Bota vem através de uma forma dolorosa com sinais explícitos que identificam a quebra do código do casal. Só não vê quem não se dá o devido valor, respeito ou entra na negação. Para essas pessoas podemos relacionar n sinais ….pq a leitura será sempre distorcida e o pior ….justificada.
    A frase de Vinicius de Moraes diz tudo: “Que seja infinito enquanto dure…”

    • Nicky-san Says:

      Eu também gosto quando o Vinícius diz isso:

      “Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
      Ao abri-los ela não estará mais presente
      Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
      E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
      O fel da dúvida”

      Se você gosta dela, insista. (Mulher é cheia de #mimimi, os caras já deviam saber.)
      Mas se a sua insistência não der certo, não nos odeiem, vai…
      Às vezes a velha “Não é você, sou eu” é verdadeira.

      E acho que, no caso de estarmos conscientes dos sinais, uma conversa honesta é a melhor alternativa.

    • Fabio Hernandez Says:

      Batata, Alterego.
      Batatíssima!

  13. dan Says:

    porra, 3 desses itens e eu já chamo na D.R.

  14. Petit Poupée Says:

    Essa é pra Nicky

    As DRs sao substituídas por um laconico ok( problemas no teclado rss)

  15. Karina Says:

    Acho que eu sempre digo Nick. Desculpe, Nicky.
    =D

  16. Anarcoplayba Says:

    Éééééé, Karina… estar com alguém que não se interessa por você… por quê?

    É engraçado, e citando (e complementando) o poetinha:

    Todo mundo quer mais ser amado que amar… até mesmo Deus: não é o primeiro mandamento “Amai a Deus sobre todas as coisas”?

    E de repente vem Cristo e fala: A única Lei é amar ao próximo como eu vos amei, ainda que ele te estapeie.

    Quando eu li isso que vc escreveu, vários “Pqs?” pularam na cabeça: Necessidade de falar o que sente. Pq? Precisar de abertura. Pq? Querer que alguém se importe com vc. Pq?

    Tenho minhas respostas pra isso… mas nenhuma delas é motivo de orgulho.

    Citando-me:

    Fofa, uma outra vida é possível.

    Dá pra se viver sem sofrer por essas coisas…

    É só você transcender as pessoinhas que vivem ao seu redor.

    Toda essa gente pequena que fica me-me-me, mi-mi-mi.

    Seja grande. Seja forte. Seja quem cuida, não quem precisa de cuidado.

    E se você conseguir… se você conseguir vencer a carência, a vontade de ter pessoas cuidando de você, você vai ver que as pessoas vão passar a te admirar. E te admirando, elas vão querer te agradar.

    Vão cuidar de você não porque você precisa ou porque elas gostam de você, mas porque elas querem que você goste delas.

    E aí, você vai estar no comando, porque quem manda não é aquele de quem as pessoas gostam, mas aquele que as pessoas querem que goste delas.

    http://anarcoblog.wordpress.com/2009/06/26/da-serie-coisas-que-eu-tenho-tanto-orgulho-de-ter-escrito-que-nem-acredito-que-fui-eu-mesmo/

    • Karina Says:

      Hum, Anarco… do “citando-me” em diante, n vale pra mim.

      Considerando a primeira parte, meu porquê é relativamente simples. A partir do momento em que resolvo investir numa relação é pq alguma coisa ali me faz crer que posso ser mais feliz nela do que sozinha. Taí minha razão. Até onde vou investir, não sei. É td uma questão de pesar prós e contras.

      Agora… citando-me:
      “Conhecer-se traz uma independência absurda.
      O perigo é que essa aceitação impassível dos limites dos outros, quando aliada à independência, pode custar uma vida de relacionamentos superficiais. Às vezes é preciso investir para conquistar reinvenções, e o independente corre o risco de nunca estar diposto a isso.”

      Espero n perder essa disposição muito cedo.

      • Anarcoplayba Says:

        Realmente, confesso que ocasionalmente me questiono a respeito do caminho que estou trilhando: a aceitação incondicional do outro corre o risco de se tornar indiferença. Afinal, se você não se magoa e ama incondicionalmente o próximo… Qual a tônica dos seus relacionamentos?

        Isso me lembra um diálogo de filme excelente (Fresh) questionada porque a irmã não morava com a avó que “a amava” ela respondeu: “There’s no use being loved by a F***ing saint. She loves everyone, even the dogs in the streets”.

      • Karina Says:

        Putz, é o que me pergunto: se não é incondicional, não é amor? Pq é tão difícil…
        Ou acho difícil pq nunca aconteceu? Ou o que chamam de incondicional é o que eu chamo de excesso de condescendência com o “melhor que o outro tem a oferecer” e por isso mesmo nunca vai acontecer, pelo menos n assim?
        Well… vou levando, um dia um descubro mais rs

        —–
        Isso me lmbra um monólogo meu: não valorizo lágrimas daqueles pra quem tudo é drama e não valorizo paixão de quem tem uma paixão para cada dia.
        E amor? Quem diz que ama tudo e todos, como a vovó aí, pra mim não ama nada nem ninguém. Mas. Cada um na sua.

    • Nevermind Says:

      Perfeito: noli ire, fac venire. Aliás, o velho Eliphas Levi já dizia: “La femme t’enchaîne par tes désirs: sois maître de tes désirs, et tu enchaîneras la femme.” O resto é só mãos à massa.

      • Anarcoplayba Says:

        Okeeeeeey… as coisas estão ficando estranhas por aqui…

      • Nevermind Says:

        Tá bão, tá bão, fui eruditamente babaca, ou babacamente erudito – pardon my French. Só quis dizer que “fazer vir e não ir” ‘é o miolo da sua idéia – ser ativo, não passivo: paixão é passividade pura.

      • Nicky-san Says:

        Paixão não é passividade pura!

      • Fabio Hernandez Says:

        “A mulher domina vc pelos desejos; seja dono de seus desejos, e vc dominará a mulher”.
        Hmmm.
        A frase é sábia, perfeita, e pode ser lida por mulheres, basta colocar ‘homem’ onde aparece ‘mulher’. O duro é dominar os desejos; a única pessoa que eu julgava ter dominado os desejos era o Tiger Woods.

  17. Anarcoplayba Says:

    Karina, dando uma viajada bizarra agora, os hindus tem uma cosmogonia interessante a esse respeito… segundo eles, existem as criaturas da terra (animais) que só tem os três primeiros chakras (sexualidade, amor romântico e inteligência) e as do céu (que só tem os três últimos (harmonia, aceitação e vontade).

    O ser humano seria a união de céu e terra, possuindo sete chakras (os três primeiros, os três últimos, e o quarto, que eles chama de crístico e que é a união do Céu com a Terra, e é responsável pelo Amor Incondicional).

    Por essa teogonia, o amor romântico é apenas a sexualidade com uma camada de complexidade a mais: Não quero apenas sexo: quero também o prazer emocional.

    O Yoga seria uma série de técnicas para estimular esses chakras, desde o chakra da sexualidade (que é nato em todos os seres humanos) e passando para os outros, em ordem ascendente, de forma que a evolução seria algo (perdoe-me a liberdade poética) como: sexualidade, afetividade, racionalidade, amor incondicional, manifestação da vontade, aceitação, e harmonia.

    Ou seja, ACHO que isso, o amor romântico ao qual estamos acostumados seja uma coisa… E o Amor Incondicional, de verdade, é outra muito diferente… uma que eu não consigo sequer imaginar ainda.

    A gente estaria esbarrando em um problema semântico: A gente tem mania de falar em amor como amor, mas existem vários tipos de amor. Falta léxico.

    • Karina Says:

      Viajou bizarramente, mas, pasme, esse seu comentário foi o mais claro e coerente até agora rss Pq foi menos hermético. Às vezes a gente fala coisas que só fazem sentido pra nós, normal.

      Tem post novo e este teclado está me deixando louca, n faz ideia da lerdeza. Vou-me embora. Até o próximo!

  18. Anarcoplayba Says:

    @Nevermind

    As a matter of fact, o francês n me surpreendeu… a referência a Eliphas Levi sim.

  19. Sobre Percepção e Ego. « AnarcoBlog Says:

    […] lado, é o do “Homem Sincero”) o grande tema foi sobre “sinais” de que uma bota se aproxima no […]

  20. Anarcoplayba Says:

    @Rafael

    Sim, é um ótimo começo. Mas como eu sempre falo: não leia os escritores de manuais. Leia quem os escritores de manuais leram.

  21. 2013 Corvette In Germany Says:

    Hey I know this is off topic but I was wondering if you knew of any widgets I could add to my blog that
    automatically tweet my newest twitter updates.
    I’ve been looking for a plug-in like this for quite some time and was hoping maybe you would have some experience with something like this. Please let me know if you run into anything. I truly enjoy reading your blog and I look forward to your new updates.

  22. skin whitening forever tips Says:

    Hey there excellent blog! Does running a blog similar to this take a
    lot of work? I’ve absolutely no knowledge of coding but I had been hoping to start my own blog in the near future. Anyways, if you have any ideas or techniques for new blog owners please share. I understand this is off topic however I just needed to ask. Appreciate it!

  23. best Pimple treatment Says:

    Many thanks, I’ve just been seeking information about this topic for quite a while and yours is the
    best I’ve discovered until now.

  24. Senaida Says:

    I totally understand everything you’ve said. Really, I
    browsed through your other articles and I think
    you happen to be absolutely right. Great job with this website.

  25. Is vigrx Plus permanent Says:

    Hello there! Extraordinary stuff, please do tell us when you post once more.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: