Você apagaria se pudesse a lembrança de uma dor amorosa?


Kuba é um querido e brilhante amigo meu à distância. Mora em Santa Bárbara,  Califórnia. Mexe com computadores, e também com palavras, e em ambas as coisas é muito bom. Alguns anos atrás, escrevia semanalmente a um grupo de pessoas, entre as quais eu, as “Impressões Kubanas”, um relato dos fatos interessantes que sua mente alerta e seus olhos sensíveis captavam no dia a dia. Posso confidencialmente dizer que tomar cerveja com Kuba era tão bom quanto lê-lo.

E eis que, depois de um longo tempo, chegam à minha caixa de correspondência as “Impressões Kubanas”. Terão retornado regularmente? Espero que sim.

O tema central me fascina, a possibilidade de extiparmos as memórias ruins da vida, sobretudo as amorosas. O filme em que o assunto é tratado, O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, é perturbador, romântico e provocativo. Escrevi um texto sobre ele, e se não dou o link aqui, é por minha obtusidade tecnológica. Simplesmente não sei.

Você gostaria de apagar as lembranças do amor perdido? É uma questão complexa. Parte de mim diz, num impulso, sim, sim, sim. Outra parte, depois de pensar um pouco, diz não, não, não. Nadja, por exemplo. Num certo momento, ma separação, eu simplesmente não dormia por causa dela, a quem devo minha relação absolutamente estável com o Frontal. Mas … mas eu teria também que suprimir aquela madrugada em Salvador em que, na areia morna e suavemente iluminada pela lua de Itapuã, nos atiramos um ao outro? Esquecer também aquele vestido amarelo?

Não sei.

Kuba chega a sua própria conclusão, eu fico dividido. Colei e copiei Kuba, talvez a única pessoa que tenha de fato lido meu livro, e acho que se inicia aqui um debate legal. Apagar ou não as glórias e as misérias amorosas?

F

Tudo bom contigo?

Então, estou aqui pra falar o seguinte. Alguns cientistas realizaram algo que me soou como ficção científica: conseguiram selecionar e apagar memórias. Foi num ratinho, é verdade, mas conseguiram. Mickey Mouse ficou horrorizado, mas nem por isso podemos limitar os horizontes científicos. Utilizaram uma proteína que fez com que o ratinho perdesse memória (vale a pena esclarecer que foi memória estabelecida, de longo prazo, já que as de curto prazo podem sumir facilmente por diversas razões). Apagaram um pedaço da vida do danadinho. Na verdade, apagaram uma reação adquirida ao ser submetido a choques após ouvir um sinal sonoro específico. Depois da experiência, o ratinho escutava o sinal mas já não mais pressentia que uma coisa ruim iria acontecer.

Se essa coisa de apagar memória for transportado para a esfera humana, o que aconteceu com o Jim Carrey em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” poderá sair do mundo da ficção e vir aqui para as ruas da nossa vida. Os cientistas pensam em curar fobias ou traumas, mas os desiludidos de plantão – que se contam aos milhões, diga-se de passarem – logo tratarão de tentar apagar as dores mais prosaicas e inevitáveis de toda a gente que anda e respira e sonha e se apaixona. Mais ou menos como alongar algo que se faz amplamente hoje em dia: sentar ao balcão de um bar e tomar um porre interminável…

Eu já fico achando que apagar memória sem critério pode ter um resultado tão ridículo como quem faz cirurgia plástica sem um pouco de bom senso. Mas por enquanto não dá para ter certeza de nada. Aqui do meu lado acho que seria mais proveitoso a conquista inversa: poder reter na memória um aprendizado específico. Veja bem, não estou falando em não esquecer nada, como aquela mulher com síndrome de hipermemória (que me parece mais uma praga, isso sim), falo apenas em escolher algo, e depois ler ou estudar e não esquecer mais.

Hummm… pensando bem, é melhor deixar tudo como está. Lembrar algumas coisas, esquecer outras. E seguir vivendo com as consequências. Proust dizia que o grande valor das coisas e das pessoas está naquilo que está escondido da memória voluntária. O que define o valor de alguma coisa é justamente aquilo do qual não nos lembramos, pois a memória voluntária pode ser traiçoeira, seletiva e enganosa. É, por exemplo, a sensação de felicidade que me assalta quando eu passo um protetor solar que tem justamente o cheiro da infância vivida e desfrutada durante as férias e feriados nos acampamentos do litoral norte em São Paulo. Quando eu me ponho a lembrar daquela época, como estou fazendo nesse exato momento, o que me vêm ao pensamento são imagens daqueles dias, aquilo me minha memória voluntária é capaz de tirar lá do meu baú de lembranças. Quando eu sinto o cheiro desse protetor solar o que surge de imediato é um sentimento, veja bem, não é um pensamento ou uma lembrança, é um sentimento. Tanto o pensamento como a lembrança surgem logo em seguida, é verdade, mas o que primeiro me atinge é um sentimento, um sentimento de certa inocência e intensa felicidade.

E isso realmente faz toda a diferença.

Voltando ao ratinho, a sua memória foi apagada, por ironia, justamente quando ela foi acionada, ou seja, no momento em que seu cérebro ativou as sinapses relativas àquela lembrança ela se perdeu. Deduzo que a proteína destruiu essa ponte química nos neurônios do danadinho. Durante o experimento o ratinho não mais reagiu ao sinal sonoro, o que levou os cientistas a concluírem que ele perdera aquela memória. Mas, posteriormente, demonstrou os mesmos sinais de medo quando foi posto na câmara original onde se deu o aprendizado sobre as consequências do tal som. O medo do som se foi, o da localização ficou.

No filme, o Jim Carrey queria se livrar das dores de um amor livrando-se das memórias da mulher que as causava. Assim o fez: apagou as memórias de sua amada. Repare que o fato de ter se livrado das dores não o tornou uma pessoa feliz. Ao menos não daquela felicidade de sorrisos e bom humor que esperamos. E mesmo depois de tê-la apagado da memória ele voltou a se envolver com a (antiga?) amada. Parecia haver algo inexplicável que ainda os unia. Uma sina, um destino, um sei-lá-o-quê. Eu me lembrava do Nelson Rodrigues e o seu “se acabou é porque não era amor” e achava até romântico pensar em Drácula ou Florentino Ariza para tentar explicar aquele sentimento imperecível.

Colocando tudo junto – o protetor solar, Jim Carrey e o ratinho – eu vejo que é praticamente impossível determinar, uma por uma, todas as memórias que fazem florescer em nós determinado sentimento. Uma coisa é certa meus amigos: não se apaga tristeza assim como não se cria felicidade. Mas cá entre nós, é do caralho ver o sol nascendo! Mil beijos, mil abraços, e um bom final de semana pra você.

Kuba

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27 Respostas to “Você apagaria se pudesse a lembrança de uma dor amorosa?”

  1. Daniel Granja Says:

    Não apagaria, sem as memórias dos muitos amores perdidos, como poderia me basear para os novos amores e, acima de tudo, que memórias teria para rascunhar textos?

    • Daniel Granja Says:

      O tempo é o senhor da memória para as coisas ruins, depois de algum tempo as coisas ruins ficam la no fundo, praticamente esquecidas e as coisas boas as vezes vem à mente de maneira muito agradável. Por pior que sejam as lembrancas, sempre haverá coisas boas juntas e apagar isso é apagar uma parte da vida da gente.

  2. Eliane Says:

    Ótimo texto… Eu concordo com o que o Daniel disse, mas confesso que por muitas e muitas vezes desejei apagar uma dor amorosa como está acontecendo atualmente… Mas como não lembrar de momentos bons? Daqueles que nos arrancam sorrisos, que dá aquele friozinho na barriga, que nos levam ao céu só de pensar? Fora o aprendizado…
    No campo do amor nada é fácil, mas vale a pena!!!
    Assim, eu não apagaria as lembranças… Nos desprender de uma dor amorosa sim, esquecer não… não dá!

  3. Fabio Hernandez Says:

    sabe o que me ocorreu depois? a dor do amor perdido vai cedendo com o tempo mas as coisas boas ficam. se no começo vale a pena apagar a lembrança, porque a dor é muito maior que o resto, depois a equação se inverte.

    • Eliane Says:

      é a mais pura verdade!

    • Re Says:

      é por isso também que eu não apagaria Fabio. No começo é cruel a dor, mas depois de um tempo, talvez anos, a gente enxerga as coisas com outros olhos… nada é mais tão ruim quanto parece.
      o problemas são os dias, semanas, meses… que levamos para isso.
      e depois administrar aquilo que nos magoa mesmo depois de tanto tempo.

  4. Nina Says:

    Nao que eu seja a favor de teste cientificos com animais, e particularmente sinto ate pena do pobre ratinho, porem, eu figura humana e imperfeita ADORARIA APAGAR ALGUMAS DE MINHAS MEMORIAS DOLOROSAS.Na verdade eu TENHO MEMORIA SELETIVA! Mas so descobri isso muito depois de assistir o filme.É verdade!! Por exemplo, minha cunhada me perguntou como é Berlim. Eu amei a cidade mas pasmem nao fui capaz de me lembrar de quase nada da minha viagem a Berlim porque eu a fiz com meu ex que me traz memorias terriveis

    Quando assisti pela primeira vez o filme protagonizado por Jim Carrey e Kate Winslet, ha 6 anos,alem de chorar quase o filme inteiro, me apaixonei por essa ideia! Eu estava na epoca de coraçao despedaçado e o quão insignificante foi aquele cara eu adoraria apaga-lo de vez da minha vida, bom acho que nem foi preciso pois ja esqueci quase tudo, as vezes nem me lembro que eu sequer me relacionei com ele.Deve ser a minha memoria seletiva!

    Eu nao apagaria no entanto TODAS as memorias do meu primeiro amor, que foi aquele que DE FATO E VERDADEIRAMENTE me causou mais dor, e ainda o faz.Se decidisse por acionar o DELETE nos comandos do meu cerebro relacionados a ele ou qualquer outra dor, SERIAM TAO E SOMENTE para junto as memorias DELETAR alguns dos meus maiores defeitos ocasionados por estas experiencias dolorosas tais quais: Insegurança, ciume,crises de baixa auto estima.

    Porem…se o preço a ser pago por acionar o DELETE fosse tambem me fazer esquecer aquele beijo demorado no escurinho, aqueles amassos cheios de tesão dos 15 anos de idade, aquela euforia toda vez que ele chegava ahhh isso eu nao quero mesmo!!!

    Saudaçoes a todos!

  5. Re Says:

    Esse texto é uma realidade cruel.
    Todos já devem ter pensado em apagar aquele sentimento que de tão real chega a ser um incomodo.
    Passo por isso agora, e posso dizer que pensei mil vezes em deletar do coração tudo o que passou, não querendo sumir com tudo o que vivemos.
    Guardar somente o que foi bom, como muitos preferem fazer, é sofrido porque nos leva a questionar o fim. Lembrar do fim, nos leva ao primeiro sofrimento.
    Lembrar das dores causadas por tudo o que aconteceu é dilacerante…

    Talvez apertar o delete seria bom… a consciencia de deixar para trás tudo o que passou que é deprimente.
    Mas eu não teria coragem, afinal cada momento é parte do todo que sou hoje… cada momento que vivi me moldou e me deixou assim.
    Apesar de tudo não apagaria. Não mesmo =)

  6. Nicky-san Says:

    Wait a minute!

    Eu ia começar a ler o texto do Kuba, mas parei no seu “editorial”, rs.

    1. Seu livro ficou na minha cabiceira um bom tempo. Acabei de me conformar que meu pai perdeu meu exemplar, quando eu emprestei pra ele, entao sem drama de escritor barato pra cima de mim! Ainda sinto a “dor da perda”, que passa quando voce escreve algo novo no blog, mas nao se compara a segurar o livro deitada na minha cama com o conforto da minha playlist.

    2. Estou no meio de uma materia, nao posso parar meu processo criativo na metade, entao prometo que daqui umas 20 horas eu volto e leio com calma, e provavelmente fazer um comentario todo dramatico OU sentimental. Ok!?

    Besos, querido.

    ps.: a falta de acentos e ‘til`s’ eh porque estou na faculdade, so tem Mac disponivel e deve ser a minha segunda experiencia com Macs; meu portugues eh melhor que isso, voces sabem… rs

  7. Julia Duarte Says:

    “Não se apaga tristeza assim como não se cria felicidade”. Frase simples, efeito perturbador.

    bjs

  8. Nicky-san Says:

    ps2.:
    (te amo, Google!)

    cabEceira

  9. Says:

    Brilho eterno de uma mente sem lembranças! Comprei o filme e assisti várias vezes porque me lembrava alguém… hj eu não quero nem olhar a caixa do dvd e muito menos lembrar do cafajeste! Mas esquecer é algo que não dá. Mesmo porque esquecer as coisas ruins implicaria em tirar da nossa vida o que foi bom, e não necessariamente bom com a pessoa em questão, mas com as que você conheceu e conquistou através do outro, o aprendizado, essas coisas… O bom é que a vida segue e que quando você menos espera, a lembrança da pessoa que você tanto queria apagar da memória já não te assombra mais com tanta frequência. E realmente, é do caralho (amei essa frase do Kuba) ver o sol nascendo, principalmente, nascendo pra você novamente!

  10. Karina Says:

    Quando o presente não está lá essas coisas, é respirar as boas lembranças que nos traz vida e vontade de seguir adiante. As más lembranças podem sufocar, mas as boas fazem viver. E se assumirmos que não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe, facilita um bocado.

  11. Mariana Says:

    Gente, a única coisa perene, que não envelhece e não se tira da gente são as lembranças. Do resto, tudo perece..Por que iríamos querer apagá-las? Um beijo!

  12. Uila Gabriela Says:

    Não, não perderia minhas memórias por nada…são o retrato de uma vida, sou eu ali, era como se estivesse me apagando também, se são boas ou ruins não interessam, são minhas, sou eu =)
    E acho que acontece algo muito parecido com todos mundo, mesmo que na sua memória tenham traumas, eles serão muito melhor superados se vc conseguir lidar com eles, não simplesmente os “tirando” da sua vida…
    Mas enfim, esse Kuba tem Blog?

    Beijo
    :*

  13. Ana Paula Fernandes Ventura Says:

    Olha, nunca apagaria minhas memórias ruins, dolorosas e tristes. Eu aprendi muito mais com elas do que com qualquer outra. É na dor que mais se cresce. Deixar de sentir dor nao é ser feliz. Tem aquela doença, insensibilidade congênita à dor, que a pessoa não sente dor alguma. Feliz? Muito pelo contrario. Coitada, a pessoa se se machuca, nao sente dor e ocasionando algo muito grande. Pense em quebrar o dedo da mao e nao sentir dor e só perceber a longo prazo.
    Ou seja, colocando isso como simbolo, se nao se sente dor, não se sabe aonde machuca, e nao sabendo aonde machuca, se piora e nao ha melhora na ferida.

    Fabio, sem leio (quando tenho tempo) seu blog. Acho que nunca comentei aqui. Mas aqui vai meus parabéns. pois gosto do que escreve, apesar de discordar de algumas coisas.
    rsrs

    Bjos

  14. Cami Says:

    A resposta de imediato foi… Não mesmo!!!
    sou muito ruim de memória, mas como o ratinho… não esqueço o sentimento!
    Já sofri, j´chorei, já fui feliz… mas as circunstancias? o oq me levou a sentir tais sentimentos? não me lembro nem fazendo muita meditação! rsrsrsr

    Gosto de sentir, gosto de lembrar… me sinto viva.. tenho certeza que um dia acaba.. e tb tenho que um dia volta… esses sentimentos, lembranças me fazem sentar na praia (arpoador, melhor!) e chorar… mas de felicidade.. passei, to viva.. cresci…

    Se eu não esqueci como se anda de bicicleta, mesmo com todos aqueles tombos.. não tem como esquecer do q vivi!!!

    como já dizia caetano:
    Saudade (lembrança) até que é bom… melhor que caminhar vazio!!

    bjo
    ah mais uma vez, me rendo à seus textos!
    Parabéns, inclusive ao seu amigo!!

  15. Nicky-san Says:

    Hummmm…
    Preciso confessar que não assisti ao filme, apesar de muita gente falar dele.

    Mas lembrei de um trecho de um livro que li no colégio.
    (E vai a Monique, procurar o livro e o trecho de que lembrava!)

    Chama-se “O Cavaleiro Inexistente”, do Italo Calvino.
    O trecho:
    “Se infeliz é o apaixonado que invoca beijos cujo sabor não conhece, mil vezes mais infeliz é quem mal pôde saboreá-los e a seguir tudo lhe foi negado.”

    Seguindo a sua teoria, não tem amor sem uma tragédia, sem um drama, sem sofrimento… right?

    Não sei vocês, mas eu não apagaria nadinha da minha mente!

    Outra historinha…
    Estava eu na faculdade, e encontro um amigo músico.
    Depois de um ouvir as “aventuras” do outro, ele diz:
    – Acho que ela estava me dando um fora, mas não ficava dizendo toda hora que não queria me deixar mal. Eu falei pra ela ‘Relaxa. O máximo que vai acontecer é eu chegar em casa, abrir uma cerveja, pegar minha guitarra e escrever umas 15 músicas.’

    Acho que, apesar da dor e do sofrimento, há sóis que a gente não esquece nunca, nem que queria muito.

    E posso falar?
    Ainda bem. O que seria do meu amigo músico sem as lembranças (ainda que ruins? ou principalmente ruins?) pra rechear as letras de um melancolia toda melodiosa?

    Mais que nas memórias do cérebro, a gente guarda coisas na memória do corpo.

    O jeito que alguém te abraça… O jeito que alguém te toca…
    O cheiro de alguém… A sensação do abraço de alguém, que às vezes dá pra sentir só de pensar…
    Tem momentos em que você se desliga do mundo, não pensa mais nada e só sente esse tipo de coisas… E é tão perfeito, tão orquestrado, ao mesmo tempo que é natural… Não sei explicar.

    Será que é como ver o sol nascer pela primeira vez?


    Você pode não lembrar de como aprendeu a andar de bicicleta, mas nunca mais esquece como se faz! Isso é a memória do corpo.

    (Droga, escrevi demais…)

    Um beijo,
    M.

  16. Cami Says:

    Lembranças = saudade?

    Help me…

    kisses and huges

  17. Renata Says:

    Olá,

    Sempre leio seu blog, desde que descobri os seus textos na coluna de uma revista feminina. Mas só hoje resolvi registrar a minha presença aqui.

    Não é raro eu passar por desilusões, estou vivendo esse momento cruel de tentar esquecer um amor perdido!

    Gostei muito do que o seu amigo escreveu! Sim eu gostaria de apagar todas as lembranças dolorosas desses momentos de desilusão.

    E sempre apago o que posso. Todos os rastros virtuais que a pessoa deixa, fotos e tudo o que pode estimular a lembrança, esse é o primeiro passo pra tentar seguir em frente! Muitas vezes me arrependi de ter apagado, principalmente as fotos, mas faço do mesmo jeito! Porque acredito que as grandes lembranças ficam na memória e com o tempo serão doces e suaves.

  18. taisanto Says:

    Quem nunca quis apagar da memória algo de ruim que aconteceu? Atire a primeira pedra…
    Mas sinceramente, depois de pensar um pouco, eu não tenho vontade nenhuma de apagar a minha memória, nem que seja uma pequena parte dela.
    Nossa memória é um misto de sentimentos, lembranças… dores, sofrimentos, alegrias, desilusões, amores que não eram amores. Enfim, porque precisamos apagar somente o que foi ruim? Apaga tudo de uma vez e pronto. rsrsrs
    Se não houvesse a dor, como escreveríamos prosas, músicas, poesias, crônicas? a dor é o alimento para a alma e para a escrita também. Eu prefiro deixar tudo do jeito que está, tudo aqui na minha cabecinha, para que eu possa lembrar de tudo, aquele cheiro, aquela canção, aquela voz…
    Não quero deixar nada pra trás, mesmo quando eu me lembrar me faça sofrer.

    T.

  19. taisanto Says:

    Quem nunca quis apagar da memória algo de ruim que aconteceu? Atire a primeira pedra…
    Mas sinceramente, depois de pensar um pouco, eu não tenho vontade nenhuma de apagar a minha memória, nem que seja uma pequena parte dela.
    Nossa memória é um misto de sentimentos, lembranças… dores, sofrimentos, alegrias, desilusões, amores que não eram amores. Enfim, porque precisamos apagar somente o que foi ruim? Apaga tudo de uma vez e pronto. rsrsrs
    Se não houvesse a dor, como escreveríamos prosas, músicas, poesias, crônicas? a dor é o alimento para a alma e para a escrita também. Eu prefiro deixar tudo do jeito que está, tudo aqui na minha cabecinha, para que eu possa lembrar de tudo, aquele cheiro, aquela canção, aquela voz…
    Não quero deixar nada pra trás, mesmo que quando eu me lembrar me faça sofrer.

    T.

  20. ARY Says:

    EU TERIA CORAGEM DE FAZER ESSE PROCEDIMENTO POR QUE ESTOU MUITO DECEPCIONADA COM A PESSOA QUE EU AMO,ELE NÃO ME AMA MAIS TAMBÉM NÃO SABE QUE EU AMO ELE,E SÓ PRA VARIAR ELE TEM NAMORADA,EU ESTUDAVA EM UM PERIUDO AI EU MUDEI PRA VER SE ESQUECIA ELE MAIS ELE MUDOU PRO MESMO PERIUDO QUE EU ,E AGORA EU SOU OBRIGADA A VER OS DOIS JUNTOS TODOS OS DIAS NA ESCOLA,É MUITO DOLOROSO VELOS JUNTOS …

  21. mtcalvim Says:

    vc faria sucesso se tivesse facebook !!! posso publicar os seus textos ????

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