Você hesita diante de uma sex shop?


Dou uma girada na Internet.

Olho o mundo, daqui de minha modesta condição de escritor barato, pelo laptop. Viajo longe, mesmo sem sair de minha cadeira que range quando me mexo. Henry Miller, um dos meus escritores prediletos, um dos meus heróis literários, também ele como eu sem leitores e sem dinheiro por tantos anos, Henry Miller, eu dizia, escreveu uma frase esplêndida sobre viagens. “Viajar é aprender a ver as coisas sob outros ângulos”, disse Miller.

E então viajo pelo laptop, destinos ao acaso dos cliques. Fui dar há pouco na China, e eis que vejo que, na modernização pela qual passa o país mais populoso da Terra, um fenômeno está acontecendo: as lojas de sexo estão vendendo barbaridade.  Olha só. Até há pouco tempo, a China fabricava e exportava brinquedos sexuais em grande quantidade. Mas o consumo interno era proibido. LOL.

Agora não. Fico imaginando a dificuldade de chineses e chinesas em entrar numa loja. Lembro, na adolescência, as voltas que meus amigos e eu dávamos no quarteirão antes de entrar numa farmácia e pedir, olhos nos sapatos, a voz trêmula, camisinha para balconistas que pareciam ter um prazer sádico em observar nosso constrangimento juvenil.

Mas não. Vejo o vídeo de uma reportagem e lá estão eles, consumidoras e consumidores chineses, entrando nas lojas como se estivessem indo fazer compras no magazine Luiza.

Tenho, ou tinha, a impressão de que muita gente preferia comprar vibradores, bonecas infláveis ou o que fosse pelo correio, pela internet. Amigas e amigos meus fizeram isso. Não me parece ser o caso dos chineses jovens, e nem tão jovens assim, que estão descrobrindo as delícias secretas da liberdade, depois de tantos anos de recato sexual impingido culturalmente exceto para os chefões.

Você. Sim, você. Não adianta olhar para trás e para o lado porque é você.

Você entra com naturalidade numa sex shop? Ou hesita? Já saiu de casa e na frente desistiu? Ou, como na China urbana moderna, pede no balcão um vibrador como se estivesse pedindo um chiclete antes de sair para uma balada? Tem histórias para compartilhar com nosso grupo escasso, mas valente?

Se sim, está aberto um fórum, por cuja participação digo a você: gracias, muchas gracias.

13 Respostas to “Você hesita diante de uma sex shop?”

  1. Suzy Says:

    Ah, estes brinquedinhos são muito legais, me divertem e relaxam muito. Não vejo problemas em entrar numa sex shop e comprar. Pena que perto de minha casa não tem nenhuma loja do tipo, o que me direciona a comprar pela internet. Minha última compra foi um pênis de borracha, quando recebi a encomenda pelo correio (caixinha super discreta), me surpreendi com o tamanho enorme, rsss, acabei dando de presente pra uma amiga, e ela adorou!

  2. Tay Says:

    Sempre entrei com naturalidade.. mas nunca comprei coisas tão exóticas. Derepente se fosse comprar um vibrador iria ficar um pouco sem graça mas acho difícil. Geralmente os profissinais nas sex shop conseguem nos deixar bem à vontade. A impressão que se tem é que estamos sim numa loja comum de departamentos. Como é um local exclusivamente destinado a isso, acho que é mais simples que pedir camisinha na farmácia ou supermercado com gente te ouvindo e coisa e tal.

  3. Monique Buzatto Says:

    Well, acho que eu sou mais como uma inglesinha que estuda em Cambridge do que uma chinesinha descolada.

    Mas eu PRECISO confessar: outro dia entrei numa loja de lingerie pra procurar uma roupinha (*n’importe quoi*). Tinha uma mulher lá, escolhendo a lingerie mais sem graça do mundo! Não é que a mulher “me aproveitou” pra comprar tudo o que sempre quis comprar na vida? rs
    É engraçado o quanto as pessoas morrem de vergonha de entrar nas lojas e fazer compras. Até nas farmácias, onde vende camisinhas coloridas e gelzinhos com efeitos quente ou frio, as pessoas passam e nem olham pras prateleiras. E quem olha, recebe um olhar do tipo *hihihi. safadgeeeenho ;D *

    Acho besteira as pessoas terem vergonha. Se quer comprar, entra, escolhe e compra! A diferença entre a sex-shop e a C&A é que nesta vc prova e compra, naquela vc compra e prova. É isso ^^

    (Credo, como eu ando acadêmica AND poética, rs)

  4. Uila Says:

    Faço minhas as palavras da cara Moniqye Buzatto?
    Mas e vc, homem sincero? se sentiria constrangido em entrar numa sex shop?

    :*

  5. Infinity Says:

    Ref. O presente que não dei de dezembro de 2008….
    Em 17/09/2008 Paulo Nogueira posta em eu blog: Papai

    “E vejo-o doente, uma cena rara para um homem vigoroso, exuberante, que jamais deixara de ir ao trabalho por razões de saúde”

    “Montaigne escreveu em seus Ensaios que a estatura de um homem se mede efetivamente na atitude perante a morte. Sócrates, Catão, Sêneca enfrentaram a morte serenamente, e deram um exemplo para a humanidade. É uma passagem de Montaigne à qual volto constantemente, e ao lê-la penso sempre em papai. Na doença que o devastou e matou com rapidez, câncer no pâncreas, papai foi um bravo.”

    “O que o tempo não destrói? Algumas coisas talvez resistam ao correr dos longos dias, para lembrar uma expressão de Machado de Assis, que meu pai leu na juventude com anotações a caneta numa coleção completa de capa dura e verde, e não são necessariamente boas”

    Mera coincidência???

  6. Infinity Says:

    21/07/2008 Paulo Nogueira postou qual a palavra que vc mais odeia?

    Digo a Camila que a palavra que mais abomino é impermanência, pois representa o fim de tudo o que amamos. Nada é tão correto quanto o conceito budista de impermanência, e nada tão cruel, em minha opinião. De resto, é uma palavra longa, e prefiro as curtas.

  7. Monique Buzatto Says:

    Pessoas que foram acusadas de plágio: Roberto Carlos, Shakespeare, Camões, Homero (aquele sa Ilíada, saca?)…

    Se vocês querem que o texto do Paulo Nogueira morra, continuem com esse #mimimi mesmo, “Fabio, vc não tem criatividade, só copia o Paulo!”

    Mas se vocês querem que o texto dele tenha VIDA, o que só acontece quando as pessoas o leem (óbvio?), let’s get it over with, shall we?

    Ou que o próprio Paulo Nogueira se manifeste e processe o Fábio.

    Beijos. (Fábio, desculpa, mas eu tinha que falar!)

  8. Infinity Says:

    É como eu sempre digo: Enquanto existir pessoas que “passam a mão” na cabeça daquelas que fazem coisas erradas, as coisas nunca mudarão, estaremos sempre no mesmo lugar, se é que vc me entende.

    Bom, comparar tudo isto a Roberto Carlos, Camões…etc, soa engraçado pelo tamanho exagero, mas cada um tem a sua opinião e eu não estou aqui para polemizar nada, só achei que os leitores, de certa forma, estão sendo enganados, pois tem muita coisa igual: os temas dos posts (o caso do maestro, Piccadilly, Topless na frança, twitter, o escritor predileto Henry Miller, até frases inteiras, pontos de vistas e o pior que tudo isto vinculado por uma pessoa que auto entitula ”sincero”. Isto pq eu nao vi nem 10% deste blog!

    Monique, nem se dê ao trabalho de responder, pq eu nao prentendo retornar a este site. Mas reveja aí na sua cabecinha, quais são realmente os seus valores, o que é certo e o que é errado. O que é bonito e o que é feio e assim vai. Não fique com raiva, afinal somos livres pra fazer aquilo que bem entendemos e achamos certo. Se o que vc faz, ele faz ou eu faço está de acordo com nossos princípios…o que é, afinal, uma opinião contrária a nossa? Vamos ser felizes! Uma boa vida pra vc e para todos os ”leitores”, ”seguidores” e é claro, para o ”escritor” tb, ele vai precisar!

  9. Julia Duarte Says:

    Acho normal passear por sex shop, é muito divertido, mas acho que as brasileiras não estão acostumadas a andar por aí comprando vibrador/brinquedinhos com naturalidade.

  10. Ágata Says:

    Para as mulheres que não se sentem à vontade ao entrar num sex shop há outra solução: os sex shops virtuais. Você pode olhar qualquer produto sem ficar constrangida, consulta o valor sem ter que ficar perguntando pra nenhuma vendedora, paga e recebe em casa uma embalagem discreta, sem nada que indique que a compra foi feita em um sex shop. Uma ótima dica é o http://www.toquesedutor.com.br. Eu gosto deste pq o site é super clean, voltado ao público feminino, sem imagens agressivas como os sex shop virtuais que a gente vê por aí. Assim qualquer mulher pode apimentar sua relação sem medo do bicho papão. Beijokas a todas!!!

  11. Peequelves' Says:

    Eu nunca entrei e nunca quero entra cmg é eu i ele só 😀

  12. Adriana Says:

    Vergonha? Hoje em dia?

    Difícil imaginar alguém que ainda passe por isso…

  13. Sex Shop Na Tijuca Says:

    Q vergonha o que?!?!?! Gosto tanto que virei dona!

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