“Fabio?”
Sim, sou eu. E é Penny Lane. Muitas mulheres são governadas pelo cérebro, e dariam tudo por uma promoção. Penny Lane é governada pelo sexo, e dá muito por um orgasmo e zero por uma promoção.
“Posso te contar um sonho?”
Não é algo que me agrade muito, ouvir relatos de sonhos, sobretudo de mulheres. Costumam ser histórias longas, cheias de detalhes que só podem ser fruto da imaginação. Segundo a ciência, os sonhos duram segundos, e as coisas que ouvi neste campo poderiam preencher longas metragens.
Mas como dizer não a Penny Lane?
“Eu … eu nem sei como dizer. Fabio. Estou vermelha.”
“Então finge que sou seu terapeuta, Penny Lane.”
“Eu sonhei que estava num ambiente escuro. Talvez uma boate, mas não deu para ter certeza. As pessoas passavam para lá e para cá, me olhando como se estivessem me avaliando como seu eu fosse um carro à venda. E então … não, Fabio. Não consigo falar. Você é como um irmão para mim, mas eu não consigo …”
“Já disse, Me considere agora não irmão, mas terapeuta.”
“Tá. Eu tava numa mesa com meu namorado. A gente tomava vinho e comia amendoim numa mesa. Vinho tinto. Não me recordo a marca, mas deveia ser bom. Italiano ou espanhol.”
Mais um sonho que não sei como pode caber naquele tempo escasso estipulado pela ciência.
“E então. Fabio, Fabio. Ele me mandou que tirasse a roupa toda ali. No meio do salão. Eu não queria, não queria. Mas … mas obedeci. Fiquei sem nada, e os garçons iam passando. E então ele me apanhou e me colocou sobre ele. Eu … eu … fiquei montada nele. Na frente de todo mundo.”
Parecia uma cena de Henry Miller em Paris, pensei.
“E …”
“Me senti tão suja, Fabio. Mas foi tão … tão … bom. Sabe aqueles sonhos que você nunca esquece? Aquele foi um deles.”
Parecia não apenas Henry Miller, mas Anais Nin.
“Puxa, Penny Lane”, eu disse, quase ofegante ao visualizar as cenas oníricas contadas por ela.
“E … e … não acabou, Fabio. Ele me pegou depois pelas mãos e me levou, nua, a uma sala escura. Uma mulher se aproximou e começou a me apalpar. E aó nos nos beijamos. A mulher e eu. E ele ali, observando como um filósofo.”
Penny Lane então pediu licença e desligou. Estava entrando em seu escritório, me disse, e não podia continuar ali aquele tipo de conversa.
Pensei, desolado por alguns segundos, por que aquele tipo de sonho não acontece comigo. E então voltei a jogar pôquer na internet contra invisíveis rivais do mundo inteiro.
09/06/2011 ás 02:39 |
penny Lane quer que vc a deseje…
09/06/2011 ás 15:04 |
será?
30/07/2011 ás 00:35
Não tenho dúvidas…..
Diga à ela qualquer dia desses um sonho… invente um e publique!!
Bjs
21/07/2011 ás 04:04 |
craru! baixe a guarda para ela ^^