O que você faria se soubesse que seus dias estão contados?


Mais uma sessão pequena de cinema, mais uma divagação semifilosófica.

O que você faria se, como esta jovem mulher do filme, soubesse que já não tem tanto tempo assim? Tomaria mais sorvete? Faria mais sexo? Beberia, fumaria sem medo de fazer mal para a saúde? Diria às pessoas queridas o quanto as ama? Leria aquele livro que vem sendo deixado na prateleira sem outra razão que não a preguiça? Aprenderia a dançar tango? Faria topless? Voltaria a tomar Coca normal?

Ou simplesmente chutaria a parede e xingaria deus?

17 Respostas to “O que você faria se soubesse que seus dias estão contados?”

  1. Grace Olsson Says:

    Fábio, pode acreditar que, em 2001, eu fui desenganada pelos médicos. OU, estava com uma doenca onde todo mundo dizia que nao sobreviveria. Eu dizia aos meus filhos o quanto eles eram amados e o quanto eu fui feliz com eles… E a única coisa que eu dizia ao meu marido , era:

    ME LEVE PARA VER O MAR, POIS SE EU PARTIR, QUERO LEVAR COMIGO, A imagem de um mar azul…e do céu…com nuvens de algodao…
    ACHO QUE ESSA MAGIA, FÁBIO, me ajudou a superar as quimio, radioterapias a que eu me submeti.
    Enfim,,acho que, pelos meus comentários, já deu para vc ver que, MINHA VIDA DARIA UM LIVRO…

    FELIZ PÁSCOA, FÁBIO.

  2. Márcio Oliveira Says:

    Sinceramente não sei, Fábio. Mas com certeza entraria numa fase de desapego total com as coisas deste mundão. Talvez ligasse menos para as críticas, ou seguisse algumas daquelas sugestões da música do Paulinho Moska – Último dia, se não me engano. Provavelmente viveria mais, ou morreria ‘mais cedo’ de tanto prazer e satisfação em estar vivo. Quem sabe?!

    Abraços.

  3. Gueixa Says:

    Boa dia Fabio.
    Possivelmente eu faria tudo aquilo que voce elencou.
    Com certeza não daria a minima ao diriam de mim a cada loucura que eu praticasse.
    Mas certamente brigaria muito com Deus…ah eu brigaria sim, não pelo meu fim, mas por ter permitido que eu soubesse.
    Poxa, eu não quero saber quando. Não me interessa saber quando vou partir. Esse conhecimento ateraria todo o meu comportamento, todas as minhas decisões. Eu fatalmente faria coisas que não fazem parte de minha personalidade ou de minha vontade. Ou seja, passaria a viver como uma verdadeira fraude.
    Prefiro não saber.

  4. Petite Poupée Says:

    Essa é fácil Fábio, me livraria de todos o relógios! nada mais acachapante que contar o tempo, né não?

    • Kelen Says:

      acho que também seria a primeira coisa que eu faria…e depois passaria a prestar mais atenção as detalhes… as pequenas sensações que fazem toda a diferença e andaria com um caderno de anotações ao lado para poder descrever da melhor maneira possível o cheiro das flores, da chuva, a sensação do mar tocando meus pés, como é magnífico o amanhecer, o entardecer… descrever a paz de um abraço reconfortador. Iria gastar menos tempo me culpando, culpando os outros, xingaria menos, sorriria ainda mais… E agradeceria cada segundo que ainda me resta. Porque na imensidão do universo somos uma pequena flutuação estatística perfeita de mais para ser apenas uma reles flutuação estatística… somos um milagre e saber quanto tempo ainda me resta desse prazeroso milagre apenas me faria viver agradecendo os últimos momentos!

      • Fabio Hernandez Says:

        lindas palavras, Kelen. e então, já que vc está viva, trate de rir mais e cobrar menos dos outros e de vc mesma.

  5. R. M. Gonçalves Says:

    Terminaria a infindável leitura de “Em busca do tempo perdido”, de Proust.
    E se sobrar tempo, Ulisses, de Joyce.
    Ou não!
    Talvez iniciasse uma viagem sem fim (figurativamente falando) de bike pelas estradas do Brasil; ou ainda pelo caminho de Santiago… mas, com Proust e Joyce na mochila, rs.
    Enfim: NATUREZA e LITERATURA.

  6. Karina Says:

    putz. faria poucas coisas além das que já faço. mas faria. com intensidade.

    se sei que de qq forma meus dias estão contados, cabe a pergunta: o que me impede de fazer? sei as respostas. é algo a ser revisto rs

    n chutaria a parede nem xingaria deus.

  7. Filippo Contini Says:

    Faria tudo que sempre quis fazer e nunca consegui, e repetiria as coisas que fiz, das quais gostei de tê-las feito.
    Não mudaria muito, a não ser o abandono total do trabalho, essa obrigação que nos toma tanto tempo e que nos impede de cultivar as coisas que nos proporciona prazer, alegria etc.

  8. Patrícia Lerbarch Says:

    Acho q as pessoas que sabem a hora de sua morte para breve, em algum momento passam a viver para a morte. Por isso não quero saber da minha.
    Numa situação um pouco diferente da Grace, vivi um momento de angústia que me fez refletir sobre vida e morte e, de lá para cá decidi aproveitar cada pedacinho da minha vida com prazer, mas isso não implica em abreviar ainda mais esta vida já limitada.
    Qdo deixamos de nos imaginar eternos a vida nos aparece mais valiosa, mais colorida.

  9. Anarcoplayba Says:

    Provavelmente devolveria os livros emprestados, doaria minhas coisas, fecharia os círculos e pontas soltas.

    Depois?

    Talvez eu andasse descalço na grama, tomasse água de fonte natural, sem tratamento nem cloro e, se tivesse a chance de escolher, pescaria trutas na serra da mantiqueira no outono.

  10. R Says:

    Há algum tempo, ainda em minha formação, estava em uma reunião onde havia uma grande janela com vista para o estacionamento. Por ela, vi um dos meus chefes, que estava com os dias contados (como de fato aconteceu em menos de um mês), caminhando calmamente para o seu trabalho de todos os dias. Naquela época, virei para a colega que estava ao meu lado e disse: -Eu não seria tão iluminado.

    Não seria por não entender o que fazia uma pessoa que estava tão próxima da morte viver tranquilamente seus dias normais. Pensava que teria que fazer todas as coisas que sempre teria esperado para fazer, que teria que mudar a vida e os hábitos.

    Hoje, com um pouco menos besteiras na cabeça e com alguns anos a mais pesando, acho que o entendo. A morte é uma certeza, junto dos impostos, são as únicas coisas que não se escapa. Será que saber quando ela virá deveria mudar tanto a nossa vida? Ela pode estar me esperando hoje e tudo acabar; pode ser amanhã, quem sabe? Então a questão fundamental não é mudar a vida porque se sabe os dias estão acabando, mas sim mudar a vida porque ela, por si só, tem que ser do jeito que desejamos. Não pode ser o término que determina como vai se viver, mas o contrário.

    Acho que não mudaria nada, mas ainda não sou tão iluminado.

  11. Camila Says:

    Certa vez li que se pensassemos na morte, não de forma mórbida, mas como nossa única certeza viveriamos melhor. Menos rancor, discussões, agressões verbais, guerras, mais amor, empatia, respeito. Aproveitariamos mais as manhãs ensolaradas, nossos pais, beijariamos mais, almoços prazerosos e calóricos com nossos amigos, mais livros, bons filmes e bons livros!
    Depois disso, passei a ter “urgência” de ser feliz, de ser uma pessoa melhor. As coisas boas que fazemos é que ficam na lembrança das pessoas que amamos, só dessa maneira nos tornamos eternos.

  12. Alexander de paula almeida Says:

    Preciso que me alimenta da palavra de DEUS pois estou sendo muito perceguido por pessoas que so querem praticar o mal sei que DEUS estar me protejendo desses mal e um dia isso que estao fazendo comigo e minha esposa vai ter um fim e no final veremos o poder de DEUS se manifestar sobre nos.ora por nos eu e ela agradece muito e todos ai fica com o unico salvador e mediador desse mundo o meu pai DEUS!

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